REVISTADOS UTILIZADORES AMSTRAD
PCW 9512:
NOVO DESIGN PARA OMA
MÁQUINA DE ESCREVER
REVOLUCIONARIA
NÓS PODEMOS CONHECER
OS VOSSOS DADOS CONFIDENCIAIS
\ —\—\—\ —\—\—\—\—\—\ —\ —\ —\ —\ —\ —\ — \ .— \ — .V— \ — X — \ —\ —\—
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REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD |
NOTICIAS . 2
CAPA
□ NOVO DESIGN PARA UMA MÁQUINA
DE ESCREVER REVOLUCIONÁRIA. 8
DOSSIER
□ 0 QUE E A I.A.?. 11
ENTREVISTAS
□ "EXISTE EM PORTUGAL UM GRANDE
POTENCIAL NA ÁREA DA I.A." . 20
□ "DESENVOLVER SOFTWARE
À MEDIDA DO UTILIZADOR"' . 28
PROFISSIONAL
□ MANUTENÇÃO DE IMPRESSORAS .. 22
■ SABOTAGEM INFORMÁTICA. 25
MERCADOS
□ OS CLONES DE SOFTWARE . 26
□ MORREU O PC,
VIVAM OS COMPATÍVEIS . 27
HARDWARE
□ MAIS MEMÓRIA PARA O PCI512.... 30
AGENDA . 33
PROFISSIONAL
□ SEGURANÇA INFORMÁTICA. 34
□ O NOSSO DOS DO DIA-A-DIA . 36
□ O SOFTWARE RESIDENTE . 39
□ O INTERFACE RS232 . 42
□ A EMULAÇÃO DE UM TERMINAL
VT100 COM UM PCW . 58
TRUQUES PC . 47
JOGOS PC . 52
TRUOUESCPC . 53
COMPRO/VENDO/TROCO . 57
CLUBE DOS LEITORES . 60
PROPRIEDADE: PUBLINFOR. Publicações e Comércio de Artigos de
Informática, S.A. — Centro de Escritórios das Laranjeiras — Urbanização
das Laranjeiras — Praça Nuno Rodrigues dos Santos, 7-2 8 Piso - Sala 13 -
1600 LISBOA Telf: 7269011 Telex 62752 Simose P Fax: 7269985
— DIRECÇÃO: Fernando Prata — COLABORADORES: Eng. Mário Leite,
Dr. Maria de Lurdes Leite, António Torres Martins, António Cardoso
— PRODUÇÃO GRÁFICA: SOCEDITE, Lda. — Av. da República, 47-1 8
Dt 8 1000 LISBOA Tels: 767326/767339/768911 /760809 Telex: 65016
CEBRO P Fax:732056 — PUBLICIDADE: SOCEDITE. Lda.
— Rua Alfredo Roque Gameiro, 21 - I 8 Dt 8 — Telfs: 762732/767326/767339
— ASSINATURAS: PUBLINFOR — TIRAGEM: 11500 exemplares
— PRECO DE CAPA: 350$00 — DISTRIBUIÇÃO: ELECTROLIBER
— N 9 PES. COLECT. 970657668 — N 9 REG. D.G.C.S. 112959
— DEPÓSITO LEGAL N 9 20669/88
EditoriaL
Inteligência Artificial:
um complemento ou uma “prótese”
Hoje. inexplicávelmente, fazemos coisas mais estúpidas do que
alguma vez pensámos fazer, e não deixamos de nos considerar
inteligentes. Destruímos o mundo com coisas “banais” como a
poluição, as experiências nucleares, e os residuos atómicos, e
continuamos a pensar que somos inteligentes. Mas será que esta¬
mos a ser inteligentes? A duvida tem-se colocado muitas vezes por
brincadeita, mas se pensarmos durante alguns momentos chega¬
mos mesmo a considerá-la uma duvida real.
Relacionado com este assunto, um dia quando abrimos um livro
sobre I.A. com o intuito de alargarmos o horizonte dos nossos
conhecimentos deparámos com um extrato que considerámos
excelente e que a partir desse momento não mais deixámos de citar
sempre que julgamos conveniente. Assim, em determinado ponto
dessa obra, cujo nome não vem ao caso, lia-se o seguinte:
“Os homens sempre pensaram que eram mais inteligentes do que
os golfinhos por terem realizado tanta coisa - a roda, Nova Yorque,
guerras e muito mais -, enquanto os golfinhos tudo o que fizeram foi
brincar despreocupadamente na água. Mas, por outro lado. os
golfinhos sempre acreditaram que eram mais inteligentes do que os
homens - precisamente pelas mesmas razões."
Esta “meia duzia” de linhas ilustra de uma forma precisa aquilo
que tentámos dizer em todas as outras que as antecederam,
contudo, sobre a Inteligência Artificial, muito mais se pode ficar a
saber neste numero da AM. que inclui um dossier sobre o assunto
em causa como tema base.
Mas não falaremos só de I.A. ao longo das 64 páginas deste
número. Outros assuntos de tão grande importância como este
serão tratados nas secções habituais, procurando responder á
necessidade de informação por parte do maior número possível de
utilizadores.
De lamentar neste número da AM apenas temos a falta da secção
CORREIO DOS LEITORES, que por diversas razões ainda relacio¬
nadas com o atraso do número anterior não chegou a tempo de ser
publicada, ficando aqui, no entanto, desde já a promessa de que todo
o correio recebido será tratado na AM do próximo mês. Por agora
resta-nos informar os leitores que todos os pequenos “problemas"
que nos tem afectado resultaram da tentativa de melhorar a AM. o
que, apesar de tudo, pensamos estar a conseguir. No seguimento
destes objectivos, e como novidade, anunciamos desde já mais um
aumento de páginas no próximo número embora, desta vez, este não
seja acompanhado pelo desagradável aumento de preço antes
verificado. Teremos, assim, na AMSTRAD MAGAZINE No. 5 mais
páginas pelo mesmo dinheiro.
• Como ultimas palavras, não vamos deixar de remeter para a
nossa secção de NOTÍCIAS todos os leitores que nos pediram
informações sobre as facilidades possíveis na aquisição de equipa¬
mento Amstrad, que aí poderão encontrar respostas adequadas.
Os restantes leitores, sem serem remetidos para uma secção em
especial, podem folhear a revista lê-la, relê-la, trelê-la e.... eventual¬
mente ajudar a fazê-la.
Onde estão, por exemplo, os vossos truques e programas?
AMSTRAD MAGAZINE 1
NOTÍCIAS
Gbase, uma base
de dados GEM
Trata-se da primeira base
de dados que utiliza o ambi¬
ente operativo GEM. Àparte
de um cómodo acesso à in¬
formação, com ecrãs gráfi¬
cos de alta qualidade, Gbase
é uma base de dados relacio¬
nal, com um máximo de 5
ficheiros relacionados entre
si, até 55 campos por registo,
sendo 15 dentre eles chave,
2048 caracteres de limite em
cada registo e até 32000
registos em cada ficheiro.
Até 5 máscaras de ecrã e
impressora por cada ficheiro
permitem imprimir os dados
de várias maneiras.
Um produto interessante,
sobretudo pela sua facilida¬
de de utilização. Permite
também intercambiar fichei¬
ros com outras aplicações,
via formato DIF, o qual pode
ser lido por inúmeros utilitá¬
rios, ou imprimir os ficheiros
em disco para serem de
seguida importados por ou¬
tras aplicações GEM.
Clipper, mais rapidez
para o Dbase III
O Clipper é um interessan¬
te produto para utilizadores
que realizem aplicações à
medida sobre Dbase III ou III
Plus. Trata-se de um compi¬
lador que toma os progra¬
mas em Dbase III e os con¬
verte em código máquina.
Uma característica interes¬
sante é que o utilizador não
precisa de dispor do Dbase
lllparapodercorreraaplica-
ção (nem sequer a versão
runtime). Além disso, pro¬
porciona mais rapidez (de 2 a
20 vezes) e protecção que o
programa fonte.
Podem ainda ser-lhe liga¬
dos programas em lingua¬
gem C ou em Assembler,
dispondo ainda de um de-
bugger para ajuda no desen¬
volvimento.
/-\
A EXP0VIDE0S0M
A Socedite levou a efeito na semana de 4 a 7 de
Maio a 2 .- Expovideosom, no Forum Picoas.
Para além dos sempres atraentes espectáculos
de Raios Laser, houve oportunidade de observar
as últimas novidades em audio e video.
Os computadores AMSTRAD, também marca¬
ram presença, através da Arménio’s Informática,
que no seu stand apresentou a solução para
gestão de videoclubes, o programa VIDEOGEST
concebido pela TSI - Tecnologias e Soluções In¬
formáticas, Lda.
s_>
0 GEM dentro
dum chip?!
( ' ^
As necessidades de ambientes gráficos de baixo cus¬
to, requeridos pelos programas de autoedição e pelas
exigências dos utilizadores de uma manipulação mais
fácil, estão cada vez mais próximas. A Digital Research
apresentou o GEM-786, uma versão do ambiente grá¬
fico conhecido por todos. Esta versão foi concebida
para funcionar com o processador gráfico 82786, o que
faz com que os PC’s que disponham deste chip na sua
carta gráfica possam executar o GEM até 20 vezes mais
depressa do qúe até agora tem sido possível.
O 82786 fica, assim, encarregado das tarefas pesa¬
das: desenho de linhas, enchimentos com redes gráfi¬
cas, operações lógicas no ecrã, manipulação de fontes
de caracteres e movimentos de blocos. Está-se à
espera que num prazo não muito longo se construa um
coprocessador GEM num só chip.
___ )
ooooooooooooooooo
A AMSTRAD VAI LANÇAR
UM COMPATÍVEL PS/2?
A notícia passeou há dias
pela redacção, cheia de
novidade, e nós não demorá¬
mos em procurar o seu fun¬
damento.
Mais uma vez, contactá¬
mos a AMSTRAD (Inglater¬
ra), e conseguimos aceder a
Malcom Miller, responsável
pelo sector comercial. Numa
curta conversa, Miller afir¬
mou não ter qualquer infor¬
mação para nos fornecer
para além das que poderiam
ser dadas pelo representan¬
te da marca em Portugal — a
Cominfor.
Na ausência do director
desta empresa, e “em busca
da notícia perdida”, conse¬
guimos um contacto com
fontes bem informadas que
nos garantiram estar previs¬
to o lançamento de uma nova
máquina no próximo mês de
Setembro: não um 80386, e
muito menos um compatível
PS/2, mas um compatível
AT, reforçado em termos de
caracaterísticas e comercia¬
lizado a “preço AMSTRAD”.
A mesma fonte viria tam¬
bém a garantir-nos ser um
facto o aparecimento de
produtos AMSTRAD-
FIDELITY, para complemen¬
to da gama audio/video já no
mercado.
Ainda no domínio das
novidades, foi-nos igual¬
mente referido estar tudo
preparado para a disponibili¬
dade em Portugal da Cam-
corder AMSTRAD no mês de
Outubro, a um preço inferior
aos 150 mil escudos.
OOOOOOOOOOOOOOOOO
2 AMSTRAD MAGAZINE
\?/ \t/ \t/ \t/ \?/ \t/ \t/ \f/ \t/ \t/ \t/ \f/ \t/ \t/ \t/ \f/
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AMSTRAD ATACA AMIGA
IMPRESSORAS JAPONESAS
VÃO CUSTAR MAIS CARO
A Comissão Europeia impôs, no passado mês de Maio, leis
anti-dumping visando as impressoras de matriz que entram
nos países da CEE, importadas do Japão. Trata-se de uma
das medidas aduaneiras mais rígidas até hoje decretadas
pelas autoridades de Bruxelas.
Este direito vai ser aplicado provisoriamente mas, fontes
bem informadas, estão crentes que passe a definitivo num
espaço de tempo que não deve exceder os 6 meses.
As impressoras de agulhas japonesas viram a sua penetra¬
ção no mercado comum europeu crescer substancialmente
de 800 000 unidades em 1983 para 1 milhão e 40 mil unidades
em 1986, a que correspondem quotas de mercado de 49% e
73% respectivamente.
A taxa de direito a ser aplicada é de 33,4% do preço líquido
a incidir sobre todas as impressoras de matriz da origem
citada, à excepção das que sejam produção das seguintes
empresas, que veêm a taxa anti-dumping reduzida:
EMPRESA %
Alps Electrical Co Ltd . 7,4
Copal Co Ptd. 18,6
Japan Business Computer Co Ltd . 22,4
Nakajima Industry Ltd. 12,3
Oki Electric Industry Co Ltd . 9,2
Shinwa Digital Industry Co Ltd . 10,5
Star Micronies Co Ltd . 13,6
Tokio Electric Co Ltd. 1,8
Como é do conhecimento geral, as impressoras AMSTRAD
são fabricadas na unidade de Hong-Kong desta empresa e
consequentemente, não são abrangidas por esta medida e
daí não se conhecerem previsões de aumento.
\f/ \t/ \f/ \f/ \t/ \?/ \t/ \t/ \t/ \t/ \t/ \t/ \t/ \?/ \t/ \t/ \t/
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E VOCÊ, CONHECE A
O rumor de que a
AMSTRAD irá lançar um
novo computador baseado
no microprocessador Moto¬
rola 68000, ainda em 1988, a
um preço muito competitivo,
continua a circular.
Segundo fontes inglesas,
tratar-se-ía de substituir o
CPC 6128 por um equipa¬
mento com o mesmo design
do PC 1512 mas compatível
Amiga. A possibilidade de
ser uma máquina muito dife¬
rente mantem-se, no entan¬
to, face ao hábito “Sugaria-
no” de iançar os seus produ¬
tos sem anúncio prévio, o
que nos torna difícil a tentati¬
va de descortinar a politica
da companhia, e desvendar
os seus segredos de uma
forma mais objectiva.
Com as vendas do CPC a
baixar, ainda em consequên¬
cia do lançamento do
SPECTRUM +3, o CPC 6128
deve ter sido o último compu¬
tador doméstico a ser lança¬
do sob a marca AMSTRAD.
A companhia aceitou mesmo
que, nesta área, tudo o que
aparecer tenha simplesmen¬
te a marca SPECTRUM. A
hipótese de um “Amiga” a
baixo preço (SPECTRUM
+4?) parece-nos, contudo,
bastante provável como uma
boa cobertura da AMSTRAD'
numa faixa de mercado em
que os outros construtores
se mostram mais fortes.
Com efeito, os PC 1512 e
1640 não podem actualmen-
te rivalizar com os Atari ST e
os Commodore Amiga ao
nível das suas performances
musicais, gráficas e lúdicas,
justificando-se assim, o lan¬
çamento de uma máquina
deste tipo, para que a
AMSTRAD continue a man¬
ter uma presença importante
no mercado dos computado¬
res domésticos.
Ou será que a AMSTRAD
vai mesmo abandonar este
segmento de mercado?
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AMSTRAD MAGAZINE 3
NOTÍCIAS
A AMSTRAD VAI PARA 0 CEU
Como referimos no nos¬
so número de Junho, a
AMSTRAD anunciou ir lan-
çar-se no mercado de televi¬
são via satélite com uma
antena AMSTRAD FIDELI-
TY de 60 cm de diâmetro e
respectivo receptor a um
preço base próximo dos 50
mil escudos.
As previsões no que res¬
peita à produção destas an¬
tenas apontam para as 100
000 unidades por mês, num
total de um milhão de unida¬
des a serem comercializa¬
das em 1989. As primeiras
entregas serão efectuadas
em Inglaterra a meados do
mês de Fevereiro.
O anúncio foi efectuado
numa conferência de im¬
prensa com a presença de
Rupert Murdoch, magnata
australiano, naturalizado ci¬
dadão dos USA e proprietá¬
rio do Sky television News
International, 20 th Century
Fox, entre muitos outros
empreendimentos no ramo
da comunicação social.
Com recurso ao satélite
ASTRA, cujo lançamento
está planeado para o próxi¬
mo dia 4 de Novembro, a
SKY TELEVISION porá no ar
vários canais: Sky Channel,
Sky News, Sky Movies e Sky
Radio, em funcionamento já
há algum tempo e prepara-
se para ocupar outros, no¬
meadamente, um serviço
noticioso permanente, um
canal de filmes e outro de
desportos. Por outro lado,
são já candidatos para o
ASTRA: Music Channel, Pri-
mière, Film Channel, Scre-
ensports, Super Channel e
Children’s Channel.
O produto a ser lançado
pela AMSTRAD FIDELITY
terá um preço mínimo de
cerca de 50 contos, mas os
modelos com controle remo¬
to e outras performances
adicionais podem atingir em
Inglaterra, os 70 mil escu¬
dos.
O equipamento
AMSTRAD FIDELITY em
referência, cuja dimensão
não ultrapassa o de um guar¬
da-chuva aberto, vem assim
ater um preço de cerca de 1/
5 do que é praticado para
antenas similares. Os custos
de montagem acompanham
óbviamente a mesma pro¬
porção.
A AMSTRAD está a estu¬
dar, desde já, a integração
destes receptores de sinal
de satélite em conjuntos
compactos com tele-video.
Isto faz-nos admitir que, por
um preço inferior a 200 mil
escudos, o consumidor po¬
derá vir a adquirir, no próxi¬
mo ano, antena receptor
satélite, aparelho de TV e
video. Hoje em dia, em Ingla¬
terra, este conjunto teria um
preço superior aos 500 mil
escudos.
COMO FUNCIONA O SRX
100
SRX 100 é a referência
comercial para a package
constituída por um receptor
de dimensões similares a um
video e por uma antena para¬
bólica de 60 cm de diâmetro.
A estação emissora de TV
envia um sinal para um re-
transmissor na Terra que,
por sua vez, o reenvia para o
satélite ASTRA em órbita a
cerca de 35 000 Km da Terra.
O ASTRA faz chegar o
sinal PAL à antena parabóli¬
ca colocada em casa do
espectador, que pode selec-
cionar através do receptor
colocado, por exemplo, so-
breoaparelhodeTV, umdos
dezasseis canais suporta¬
dos pelo ASTRA.
É natural que, no nosso
país, a dimensão da antena
parabólica não seja o dos 60
cm de diâmetro que temos
vindo a referir. O nosso posi¬
cionamento em relação ao
feixe cónico emitido pelo
satélite pode originar a su-
cessividade de antenas de
maior diâmetro, o que, aliás,
já se passa em relação aos
outros satélites que são
captados em Portugal.
O receptor fica ligado por
um cabo com ficha standard
ao aparelho de TV na nor¬
mal tomada de antena RF IN.
O SATÉLITE ASTRA
Propriedade da compa¬
nhia de satélites luxembur-
guesa Société Europieenne
des Satellites, o ASTRA tem
o seu lançamento para o
próximo mês de Novembro
no segundo vôo do foguetão
Ariane. No seu primeiro Vôo,
o Ariane foi lançado da Gui¬
ana Francesa, no passado
dia 14 de Junho, com o ob-
jectivo de pôr em órbita 2
satélites e foi bem sucedido.
O ASTRA tem capacidade
para reemitir 16 canais,
substancialmente mais que
os congéneres, já no ar, que
4 AMSTRAD MAGAZINE
não ultrapassam os 5 ou 6
canais. Prepara-se, assim,
nos dias bem próximos, uma
verdadeira revolução no
mundo das transmissões de
TV via satélite. Mas, se o
ASTRA falha na sua missão
de retransmitir eficazmente,
a revolução ficará por certo
adiada por mais um ano.
OS PROGRAMAS
Para já, o ASTRA tem já
quatro canais tomados pela
SKY TELEVISION de Rupert
Murdoch: Sky Channel A
com um conjunto de progra¬
mas variados especialmente
dedicados ao entretimento
familiar; Sky News tem pro¬
gramação de 18 horas por
dia nos 7 dias da semana e
transmite ininterruptamente
notícias de todo o mundo;
Eurosport que transmite
consecutivamente aconteci¬
mentos desportivos ocorri¬
dos nas mais diversas partes
do nosso planeta; Sky Movie
que exibirá filmes desde an¬
tigos ao últimos êxitos de
Hollywood. Estes programas
começaram a ir para o ar no
decurso do mês de Feverei¬
ro.
Para as restantes posi¬
ções existem já vários candi¬
datos e quem sabe se entre
eles não surgirão também os
populares programas da TV
britânica BBC 2 e Channel 4.
É já conhecido o empenho e
encorajamento que o Gover¬
no de Margaret Tatcher tem
dado à televisão por satélite.
No momento actual e
segundo o Instituto Europeu
da Comunicação, são os
seguintes os programas de
TV via satélite com maior
audiência : Sky Channel (11
milhões de lares), Super
Channel (10 milhões de la¬
res), TV 5 (7 milhões), Worl-
dnet, 3-Sat, Sat-1 (3 milhões
cada).
JA PODE COMPRAR 0 SEU
COMPUTADOR AMSTRAD
A PRESTAÇÕES
No número 2 da AM noti¬
ciámos que a Cominfor iria
lançar o CREDI-AMSTRAD.
Hoje já podemos informar os
nossos leitores com mais
detalhe sobre essa forma de
aquisição, já disponível em
todos os revendedores da
marca.
Segundo nos foi informa¬
do as condições mais dilata¬
das são as que a lei prevê
para este tipo de bens, ou
seja 30% de entrada e 18
prestações mensais. A taxa
de juro segundo a mesma
fonte, é de 21,5% ao ano, o
que nos permite analisar
alguns exemplos.
Suponhamos que é um
utilizador individual mas que
quer comprar uma configu¬
ração forte, ou seja, um 1640
EGA com 20 MB em disco e
uma impressora larga, a
DMP 4000. Recorrendo ao
CREDI-AMSTRAD pagará
de entrada 152 400 escudos
e 18 prestações de 22 967
escudos.
Se for um pouco mais,
modesto e se se contentar
com um PC 1512 a disquetes
monocromático e uma im¬
pressora estreita, DMP
3160, o sistema terá normal¬
mente um preço de 250
contos que lhe poderá custar
uma entrada de 75000 escu¬
dos e ficará a pagar uma
renda de 11 300 escudos por
um período de 18 meses.
Se as necessidades não
forem de carácter profissio¬
nal e der preferência a um
computador de jogos por
exemplo, um SPECTRUM
+2, dará uma entrada de 11
700 escudos e pagará 18
prestações de 1 760 escu¬
dos.
Finalmente, se o equipa¬
mento a adquirir for para a
sua empresa e as suas ne¬
cessidades tenderem para
um multiposto com 3 postos
de trabalho monocromático,
disco de 40 MB e impressora
larga, recorrendo ao CREDI-
AMSTRAD, poderá pagar o
conjunto no valor base de
947 contos, com uma entra¬
da de 284 100 escudos e 1 £
prestações mensais de 42
815 escudos.
O CREDI-AMSTRAD JÁ
ESTÁ NA RUA!
J ú 7- ■'.s=mÍÉ
CONFIGURAÇÃO
PREÇO
ENTRADA
N.2
1
VALOR
BASE
INCIAL
PRESTAÇÕE
ES PRESTAÇÃO
PC 1640 20HD EGA +
508 000
152 400
18
22 967
+ DMP 4000
Esc
Esc
Esc
PC 1512 DD Mono +
250 000
75 000
18
11 300
+ DMP 3160
Esc
Esc
Esc
SEPCTRUM +2
39 000
11 700
18
1 760
Esc
Esc
Esc
MULTI-POSTO PC 1512
947 000
284 100
18
42 815
40HD Mono + 2 PC
Esc
Esc
Esc
1512 SD Mono + DMP 4000
,1^07777
lj|l|l^|||HtW'l f jOTt4
AMSTRAD MAGAZINE 5
NOTÍCIAS
PORTALEGRE TODO O TERRENO
Mais de 700 Km, mais de
200 concorrentes, mais de
500 participantes na organi¬
zação e quase 24 horas de
prova são alguns dos núme¬
ros da Maratona de Portale¬
gre.
Já tudo se disse sobre
esta prova de todo o terreno
organizada pelo clube Aven¬
tura mas pouco se falou de
como a informática colabo¬
rou para o êxito deste acon¬
tecimento automobilístico.
Um sistema multiposto
AMSTRADfuncionandocom
o sistema operativo Prolo-
gue e um programa desen¬
volvido especificamente pa¬
ra o efeito pela SOPSI e
constituído por um PC 1512
com disco de 20 Megabytes
onde estavam ligados 3 ou¬
tros AMSTRAD PC foram a
base do tratamento de dados
desta prova. Dois dos com¬
putadores estavam dedica¬
dos à introdução dos dados
que eram recebidos a todo o
momento, via rádio, dos di¬
versos controles de passa¬
gem.
Um dos outros PC's per¬
mitiria a emissão constante
de listagens com as posições
actualizadas nos vários con¬
troles.
Um quarto PC colocado
na sala de imprensa e ligado
ao central por um cabo de
mais de 60 metros permitia a
visualização das classifica¬
ções no momento, e a con¬
sulta da posição de qualquer
concorrente.
Co mo já vem sendo hábito
nas provas todo o terreno,
todo o equipamento informá¬
tico mais as seis televisões e
seis gravadores de video que
permitiam acompanhar a
prova em diferido encontra-
vam-se no Camião-Salão
AMSTRAD.
Até à próxima no Guadia¬
na.
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6 AMSTRAD MAGAZINE
CAPA
NOVO DESIGN PARI
DE ESCREVER REVI
S EGUINDO a sua linha habitual de
mercado, a Amstrad está conti¬
nuamente a trabalhar no desen¬
volvimento de novos produtos. O PCW
9512 é um dos últimos avanços tecno¬
lógicos apresentados pela Amstrad no
domínio dos processadores de texto.
Esta máquina, como o seu nome
indica, pertence à família dos PCW,
processadores de texto que fizeram, e
continuam a fazer, grande sucesso no
nosso país, e pode considerar-se uma
máquina de escrever ainda mais revolu¬
cionária do que os modelos PCW ante¬
riores.
Em moldes muito simples, o 9512
inclui todas as capacidades dos mode¬
los anteriores desta linha, expoencia-
das, e simplificadas, para além de algu¬
mas características muito próprias que
o tornam de longe o melhor equipamen¬
to do mercado para processamento de
texto.
Vejamos então algumas das suas
principais características.
PRIMEIROS ASPECTOS
A imagem exterior do PCW 9512
mudou sensivelmente adoptando uma
linha mais moderna. A unidade central
de processamento continua integrada
na caixa do monitor, se bem que a
unidade de discos apareça por debaixo
do ecrã. Por seu lado, o teclado sofreu
uma remodelação tanto no que diz res¬
peito a forma, como no que toca a
disposição das teclas. As teclas de
função, por exemplo, passaram para o
lado esquerdo, tal como algumas teclas
de controlo do processador de textos.
Este teclado é moderno, cómodo e
ergonómico, permitindo um fácil manu¬
seamento, e transição do mundo das
máquinas de escrever mecânicas (ou
eléctricas), possibilitando, por exemplo,
a acentuação de todos os caracteres (e
não só das vogais) talvez como resulta¬
do da procura de uma emulação perfei¬
ta da máquina de escrever (o único
caracter que não se consegue acentuar
é o “Ç”, quer maiúsculo, quer minúsculo,
que depois dessa operação perde a
cedilha tornado-se um “C” normal).
Mas, apesar de todos estes factos, a
grande novidade é sem dúvida a impres¬
sora, já que se trata de uma impressora
de margarida de carreto largo que per¬
mite 132 caracteres por linha com letra
PICA 10 (disponível na margarida que
complementa o equipamento).
IMPRESSORA
Da mesma forma que nas impresso¬
ras dos anteriores PCW, a ROM, o
buffer, etc., encontram-se na placa
central, alimentando-se da mesma fon¬
te que integra o monitor sendo portanto
impossível utilizar a impressora com
outro computador. Este facto, se por um
lado se pode considerar uma desvanta¬
gem, não deixa de ter, por outro lado,
algumas vantagens. Entre estas a mais
importante talvez seja a possibilidade de
interromper a impressão em qualquer
ponto do texto com a precisão de uma
única linha.
Comercializada com um trator de
papel amovível, esta impressora permi¬
te a utilização indiscriminada de folhas
soltas e papel contínuo, e inclui uma
margarida com letra tipo PICA lOsubs-
tituível por qualquer outra com um tipo
de letra diferente.
Dadas as limitações próprias da
margarida não podemos dispôr de to¬
dos os tipos de letras disponíveis nos
PCW anteriores, se bem que ganhe¬
mos bastante em termos de qualidade.
Em qualquer caso, o interface Centro¬
nics incorporado na unidade central
torna possível a conexão de uma im¬
pressora matricial de pontos (DMP
2000, DMP 3000 ou similares), e o
trabalhar como se fosse um PCW da
série 8000.
UNIDADE DE DISQUETES
A unidade de disquetes é de 3", dupla
face e dupla densidade, conseguindo
uma capacidade de armazenamento
de 720 KB formatados, tanto como que
8 AMSTRAD MAGAZINE
\ UMA MAQUINA
DLUCIONÁRIA
a segunda drive do 8512 consegue co¬
locar nestes pequenos discos magnéti¬
cos. Por um lado uma boa escolha em
termos de formato, uma vez que propor¬
ciona a todos os utilizadores de equipa¬
mento desta linha um fácil aproveita¬
mento de todos os trabalhos já efectu-
ados, esta opção pode também mos-
trár-se como pouco lógica num momen¬
to em que quase todos os equipamen¬
tos surgem acompanhados por drives
de 3,5".
MONITOR
O anterior monitor de fósforo verde
foi substituído por um monitor monocro¬
mático em preto e branco, com a mes¬
ma resolução (90 colunas por 32 li¬
nhas). Este monitor, que apenas peca
por estar “colado” aquilo que sem ele se
poderia designar por unidade central,
impedindo a sua adaptação as diferen¬
tes condições de trabalho do utilizador,
e esteticamente semelhante ao monitor
dos computadores pessoais do mesmo
construtor. No lado direito, lá se encon¬
tram os dois potenciómetros para ajuste
da intensidade luminosa e do contraste,
assim como, na traseira, não falta o
“costumeiro” botão para ligar e desligar
a unidade, acompanhado pelos poten¬
ciómetros para controlar o V-HOLD e o
H-HOLD.
O LocoScript 2
Processador de texto que desde as
primeiras versões do PCW começou a
comprovar a sua qualidade como ferra¬
menta de trabalho para um mercado
específico, o LocoScript surge na sua
versão 2.16 como “package” base do
9512, incluindo o LocoMail e o Loco-
Spell.
Pela primeira vez comercializado
numa versão em língua portuguesa
este LocoScript pode formatar, copiar,
verificar discos, e escolher o número de
cópias a imprimir, caracterizando-se
ainda pela velocidade superior com que
perfaz todas as outras tarefas comuns
às versões que lhe são anteriores.
Concebido sob o lema da simplicida¬
de de operação, funcionalidade, e po¬
tência em processamento de texto, o
LocoScript, de momento, só nos faz
lamentar a falta do dicionário em portu¬
guês, embora mesmo aqui tenhamos,
desde já, boas razões para estarmos
satisfeitos. Assim, podemos acrescen¬
tar que, segundo as últimas informa¬
ções que nos chegaram, os acordos
para a concepção e comercialização do
dicionário português para este proces¬
sador de texto já estão firmados, sendo
agora umaquestão de semanas, ou, no
pior dos casos, de alguns meses, até
queo LocoSpelI lusitanoestejadisponí-
vel.
CONCLUSÀO
Este PCW 9512 aparece-nos como
uma máquina avançada muitoprofissio-
nal e vocacionada para uma utilização
como máquina de escrever, com a
excelente qualidade de impressão pro¬
porcionada pela impressora de marga¬
rida.
A tornar esta solução de automatiza¬
ção de escritório mais agradável temos,
para além do preço que, de acordo com
os últimos dados que possuímos, em
Portugal não deve exceder os 165 mil
escudos, o facto da máquina em causa
possuir o manual de utilização em por¬
tuguês e de incluir um teclado AZERTY
tal como a maior parte das máquinas de
escrever.
Apesar de deixar desde já muitos
leitores anciosos pela possibilidade de
o poderem utilizar, o PCW 9512 só
estará disponível no nosso país em
meados de Setembro. Até lá, as boas
alternativas na área do processamento
de texto continuam, no entanto, a pas¬
sar pelos anteriores membros da mes¬
ma família PCW.
Hoje, cada vez menos pessoas utili¬
zam as máquinas de escrever.
Amanhã, poucas pessoas se vão
lembrar que alguma vez elas existiram.
a
AMSTRAD MAGAZINE 9
beremiz
E você quem vai fazer do autosketch
um instrumento de profissionais
U/igarvcgsicmaA, Jj/iclíícoa, 'f tuxog/iamaA, PlapaA 7 <
pogeá/icoA, CcuitciA de Naoegaçao, DeAign de I
•~ü jj>JVLQ/i e.A, deAenhoA de. Auiquitectuea, ILilaVi
i - - acoe A / é.cnicuA, Diag/iamaA de.
\ r "—■- fíonta gem, La cata A
JPIuAÍCOÍA, CüAÍOeò
/ de Pasia&ÁnA, deA
Je.nh.oA de Lngenhcui
lha Ltectaiónica, Lk
henhoA de Lagenhaot
lia Química, DeAenh
OA de Lagenhaeia PI
kcânica, DeAenhoA de.
engenhania AeeoeApa
ciat, O/iganig/iamaA,
nanico A, T tuxogcamaA,
'apaA 7opog/iájfU.coA,C
taA de. Navegaçao,
eAign de. Inteaiio/ieA, D
I e.AenhoA de. Aequite.ctu
j n.a, ItuAtaiaçoe.A 1 é.cni
caA, diag/iamaA de Piont
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0 QUE E
A INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL?
A Inteligência Artificial
possui um inegável interesse
para todos os utilizadores de
informática. Embora não
exista um consenso geral
sobre como e quando, todos
os especialistas parecem
estar de acordo que o futuro
da informática vai passar
pela Inteligência Artificial.
Sendo assim, para nos irmos
preparando, nada melhor do
que ler este artigo.
AMSTRAD MAGAZINE 11
D ESDE o aparecimento dos primei¬
ros computadores, que os ho¬
mens têm tido a obsessão pela
possibilidade de um dia estas máquinas
virem ater inteligência, pensaredesen-
volver ideias por si mesmas. O tema
tornou-se popular em diversos livros e
filmes. Um exemplo bem conhecido é o
do famoso filme “2001 -Odisseia no
Espaço”, em que um avançado compu¬
tador enlouquece e mata a tripulação de
uma nave espacial.
Contudo, a realidade está bem longe
do que estas películas nos mostram.
Como sabem todos aqueles que já
programaram , a capacidade dedutiva
do computador depende basicamente
das regras que tinham sido programa¬
das - como fórmulas - pelo criador do
programa, sendo a máquina incapaz de
automodificar o programa na maioria
dos casos. Devido a esta limitação, os
computadores que foram desenhados
como sistemas de ajuda à inteligência
humana, ficam-lhe sempre limitados e
incapazes de aprender e corrigir erros.
Um exemplo típico desta situação é a
maioria dos programas de xadrêz que
são comercializados. Muitas vezes são
chamados, de uma forma errada, “inte¬
ligência artificial”, mas a sua habilidade
de jogo depende unicamente do modo
como foi concebido o seu programa e
das tácticas que foram programadas.
Quando se descobre uma falha, ela
permanecerá sempre, sendo o sistema
incapaz de uma auto-correção. As
possibilidades que existiriam se se
pudessem desenhar sistemas capazes
de aprender e de se autoregularem de
forma idêntica ao cérebro humano,
seriam imensas, pois seriam capazes
de emular grande parte da capacidade
racional humana, sem as suas falhas e
imprecisões. Poder-se-ia avançar enor¬
memente em campos como as mate¬
máticas, a física e a biologia, áreas onde
a inteligência humana tem grandes
problemas actualmente, devido à enor¬
me complexidade das fórmulas que são
manipuladas. Em outros campos me¬
nos científicos, também seria possível a
sua utilização, como por exemplo, ao
nível dos auxiliares de decisão nas
áreas das finanças, saúde, inclusivé
sentimentalmente, e em muitas outras
tarefas. Estas perspectivas fizeram
com que investigadores de todo o
mundo se dedicassem a investigar a
possibilidade de desenhar programas
com capacidades de aprendizagem,
dando origem ao ramo científico da
Inteligência Artificial.
DEFINIÇÃO DE
INTELIGÊNCIA
Até agora temos falado de inteligên¬
cia, mas sem chegar a definir em que
consiste. Isso não é fácil. A capacidade
da mente humana de analisar os seus
próprios processos é muito limitada e só
agora se está a começar a entender
parte do seu funcionamento.
Como primeira aproximação, pode
dizer-se que um ente inteligente - donde
a palavra ente pode representar um
programa, uma máquina ou qualquer
animal, entre os quais o ser humano - é
aquele capaz de aprender a partir de
observações e de erros, e de modificar
os seus actos em função do que foi
aprendido. Esta definição, embora sim¬
ples, permite a compreensão quase
imediata do que são sistemas “inteli¬
gentes".
Um dos primeiros programas feitos
para computadores pessoais jogava ‘às
personagens’ com um rudimentar tipo
de inteligência, segundo o que atrás
definimos. Neste jogo, que consistia em
que um dos jogadores tentava adivinhar
a pessoa em que o outro estava a
pensar, fazendo perguntas a que se só
se podia responder sim ou não (até
descobrir de quem se tratava), o progra¬
ma possuia uma árvore de decisão, tal
como se mostra na figurai. Em cada nó
da árvore havia uma pergunta que
deveria ter uma resposta sim ou não.
Por exemplo, no nó A o programa tinha
a pergunta “Estás vivo?”. Ao responder
sim, o programa passaria à perguntado
nó B, que poderia ser “europeu?”. Ima¬
ginando que a resposta seria não, se-
guir-se-ia o nó C em que se tentaria
averiguar em que época viveu “ É deste
século?” e assim sucessivamente.
Quando se termina a descida pela árvo¬
re, chega-se ao nome de uma pessoa
que é aquela que o computador está a
“pensar”. Por exemplo, deduz-se que é
um homem, vivo, desportista, portu¬
guês (poderia ser “Futre”) pelo que se
desceria pelo lado esquerdo da árvore.
Quando se responde que sim, a máqui¬
na deixa a árvore tal como está. Mas, se
responder que não, pergunta o nome
da pessoa pensada (por exemplo, Car¬
los Lopes) que se diferencia da que
tinha sido referida (joga futebol?). Ten¬
do em conta as duas hipóteses e acres¬
centando mais um nó à arvore, como
mostra a figura 2.
Permite deste modo que, da próxima
vez, seja averiguada a hipótese de ser
praticante de atletismo.
Este programa é inteligente segundo
a definição atrás proposta, mas só se
torna útil para “jogar às pessoas”, não
se podendo considerar que se trate de
um programa realmente inteligente. À
definição prévia deveria acrecentar-se
mais uma cláusula na qual fosse indica-
12 AMSTRAD MAGAZINE
da que a capacidade de aprendizagem
deve ser genérica e não limitada a um
tema específico. Neste caso, talvez a
definição seja demasiado extensa, in¬
clusivamente para as próprias pessoas
que tenham limitações de aprendiza¬
gem, sendo impossível aprender e
dominar todas as áreas do conhecimen¬
to humano.
A melhor definição que se deu até ao
momento daquilo que poderia conside¬
rar uma máquina “inteligente” remonta
aos anos “cinquenta”. Um sistema ou
um computador seriam inteligentes,
quando uma pessoa que tenta uma
conversação normal com a máquina
(oralmente ou através de terminal) não
é capaz de a distinguir de uma conver¬
sação mantida com uma pessoa, atra¬
vés do mesmo sistema.
DESENHAR UM SISTEMA
INTELIGENTE
O desenho de um sistema com a
capacidade necessária para passar o
teste (ou, o que é a mesma coisa, capaz
de igualar a versatilidade e capacidade
de dedução do cérebro humano) é algo
que na actualidade se encontra pratica¬
mente fora das possibilidades da técni¬
ca existente. Terão de passar cinco a
dez anos até que se possa dispor de
computadores com a potência suficien¬
te para comportar esse sistema. E a
principal dificuldade tem a ver com o
desenho dos programas.
Contudo, os investigadores de IA não
conseguiram ainda definir o conjunto de
ideias e regras básicas em que se deve
basear um sistema inteligente. A princi¬
pal dificuldade consiste em desenhar
um método de armazenamento de in¬
formação suficientemente versátil para
que inclua toda toda a informação per¬
tinente e seja capaz de manipulá-la de
uma forma eficaz e rápida. Actualmen-
te, os desenhos orientam-se em três
áreas principais, existindo uma grande
luta entre os seus respectivos defenso¬
res . Estas três áreas são: os “sistemas
periciais” (expert systems), os “siste¬
mas indutivos” e as “redes de neurô¬
nios”.
SISTEMAS PERICIAIS
Um grupo de investigadores, enca¬
beçados por John McCarthy, da SRI
International, defende que a base de
todo o raciocínio deve ser a lógica, e que
todo o sistema de raciocínio se pode
construir empregando uma álgebra de
Boole (que é o nome do sistema lógico
utilizado universalmente em todos os
computadores). Um exemplo dum sis¬
tema deste tipo seria o programa de
personagens que foi referido atrás.
Nele, todo o conhecimento se armaze¬
na em cadeias de carácteres e tomadas
de decisão do tipo sim/não, facilmente
codificáveis. Este tipo de programas,
chamados “sistemas periciais”, é o ideal
para implementar sistemas baseados
em regras claras de decisão.
A sua programação faz-se através da
definição de uma série de regras do tipo
“sim” (condição) “então" (decisão) en¬
cadeadas, nas quais a decisão tomada
quando é cumprida a condição é outra
regra do mesmo tipo, e assim sucèssi-
vamente até se chegar a um resultado
com uma certeza absoluta. O percurso
parte de um estado em que não se
possui nenhuma informação e, através
dos dados que se recebem, percorre-se
a árvore até chegar a um ramo terminal
em que foi tomada a decisão. Os dados
recebidos devem estar inicialmente
segundo uma determinada ordem para
estar de acordo com as tomadas de
decisão da árvore, ainda que isto se
possa obviar, como se refere mais à
frente.
Outro exemplo clássico de “sistema
pericial” são os programas de diagnós¬
tico de doenças. Neste caso o computa¬
dor efectua uma série de perguntas que
lhe permitirão deduzir a doença ou
possíveis doenças. O sistema básico é
similar ao caso do programa que deter¬
minava as personagens, mas mais ela¬
borado. A estrutura usada para armaze¬
nar a informação baseia-se também
numa árvore. Não uma só, mas várias,
ligando a mesma informação. Isso per¬
mite a existência de respostas do tipo
“não sei”, em cujo caso se segue a
exploração a partir de outra árvore (o
sistema pode inclusivamente recorrer
a diversas árvores de decisão existen¬
tes simultâneamente, e em função das
respostas, seguir o caminho marcado
por uma ou por outra). Uma outra alter¬
nativa é ter uma só árvore, mas dispor
em cada nó de uma saída do tipo “não
sei". Para eliminar redundâncias e
facilitar os cálculos, algumas das rami¬
ficações tornam-se coincidentes se
diversos sintomas conduzem ao mes¬
mo diagnóstico. Os sistemas comerci¬
ais desenvolvidos actualmente, segun¬
do este princípio, dispõem também de
um registo das tomadas de decisão
seguidas, de modo que se pode explicar
porque é que se chegou a esse diagnós¬
tico e não a outro.
Mas, as complicações para este sis¬
tema começam a surgir quando se
analisam outros elementos do mundo
real. Termos como “talvez”, “o que for
melhor” ou “é indiferente" são comuns
na conversação, mas não podem codi¬
ficar-se de forma directa e lógica - não
equivalem a “não sei”, pois indicam uma
probabilidade de certeza mas também
de falha. Outro problema surge com as
definições de conceitos. Quando se
define como jovem as pessoas entre 12
e 21 anos, então uma pessoa com 21
anos e um mês deixa de ser jovem?
Para obviar a estes problemas existe
uma alternativa que se baseia em que
cada resposta ou caminho que se siga
tem uma probabilidade associada. A
probabilidade total da decisão que se
está à procura, modifica-se em função
do caminho que se tome (por exemplo,
por multiplicação por esta), e abando¬
na-se este caminho se a probabilidade
total diminue abaixo de um certo limite.
Como exemplo, poderiamos considerar
AMSTRAD MAGAZINE 13
que a probabilidade de uma resposta
“sim” seria 0,9, a de “não” 0,1 e a de
“talvez” 0,6. Quando se chega ao tal nó
da probabilidade 0,85 e a probabilidade
mínima necessária é de 0,5, a saída
“sim" daria 0,77 e seria válida, o “talvez”
daria 0,51 também seria válida, e como
consequência seriam exploradas as
duas hipóteses. Se, em contrapartida, o
nó surge com probabilidade 0,65, a
probabilidade da hipótese “talvez” bai¬
xaria de patamar e não se exploraria
esse caminho.
Com estas ampliações, o caso da
definição de jovem poderia dividir-se em
várias tomadas de decisão, com mar¬
gens de erro. Numa seria perguntado se
é menor de vinte e um anos, na outra
com menos probabilidade se é maior de
21 anos e tem menos de 25 anos, na
outra se tem mais de vinte e cinco e
menos de trinta. Em cada um destes
casos deveriam ser examinadas nos
nós seguintes outras condições, como a
ocupação, estado civil, etc. Podendo
dar-se o caso de, como na vida real,
existirem pessoas menores de vinte e
um anos que não são consideradas
jovens e outras com trinta anos que o
são.
Mas mesmo com estas ampliações,
os sistemas periciais oferecem proble¬
mas que limitam a sua utilidade em
emular sistemas de decisão da vida
real. Em primeiro lugar, são difíceis de
programar. Cada regra deve ser intro¬
duzida em separado como sendo um
caso “SIM...ENTÃO...”, sendo este o
único sistema de aprendizagem que
possuem. Pelo que não podem apren¬
der por si mesmos, a não ser que dispo¬
nham de programas adicionais que
condicionem os conhecimentos adquiri¬
dos desta forma.
Outro elemento importante é, como
diz o velho refrão, “as regras foram
feitas para serem quebradas”. Grande
parte das regras, para não dizer todas,
têm excepções que é importante tratar.
Elas ampliam enormemente o tamanho
da tabela de regras, e o que é mais
grave, a velocidade da tomada de deci¬
são.
Devido a estes problemas e alguns
outros adicionais, estes sistemas em¬
pregam-se unicamente em tomadas de
decisão com regras muito estritas,
como diagnósticos médicos, reparação
de equipamentos e casos similares. Em
contrapartida, os sistemas não tão for¬
mais em que as regras não são tão
rígidas, ou pelo menos não tão conhe¬
cidas, estão em franca desvantagem
em relação aos seus competidores.
SISTEMAS INDUTIVOS
A segunda linha seguida pelos inves¬
tigadores de IA é a dos métodos “indu¬
tivos”. No capítulo anterior vimos que os
“sistemas periciais" aprendiam à base
de regras que lhe eram dadas e que se
iam usando na ordem apropriada.
Como referimos, isto tinha o problema,
entre outros, de limitar o método de
busca. Na vida real as deduções nem
sempre se podem realizar deste modo.
As regras são poucas e não conseguem
expressar todas as relações possíveis.
Para mais, o tratamento de dados indi¬
vidualizados entre um conjunto de da¬
dos similares, não é questão fácil. Basta
imaginar a árvore de decisão que seria
necessário definir para relacionar todas
as pessoas de Lisboa com os seus
familiares (por cada duas pessoas rela¬
cionadas existiria uma ramificação).
Estes motivos levaram outros inves¬
tigadores, como Marvin Minsky do MIT,
a examinar o sistema racional da mente
humana. O nosso cérebro normalmen¬
te não se dedica a fazer buscas do tipo
“ SIM...ENTÃO...”o qual só induz dados
com base na informação disponível,
comprovando pontos de coincidência
entre diversos dados aparentemente
desconexos. O caso mais simples é o
Figura 4
objectos válidos incorrectos
Os conceitos podem assemelhar-se às casas para as peças de xadrêz. Para
considerar um dado específico como pertencente a um determinado objecto, este
deveria poder-se encaixar na casa, ainda que sobrando alguns espaços (mas não
demasiados). Em contrapartida, se esse dado possui qualidades pertinentes náo
contempladas pelo conceito (peça demasiado grande) não encaixaria e não pertenceria
a esse conceito.
14 AMSTRAD MAGAZINE
Figura 3
Quando o nó A se chega
com uma probabilidade de
0.85. as saídas SIM e
TALVEZ serão válidas, já
que o produto dos seus
índices de probabilidade
pela dita probabilidade
será superior a 0,5, que é
o nível de probabilidade
mínimo considerado. Em
contrapartida, se a
probabilidade com que se
chega é 0,65. a saída de
TALVEZ desce desse
nível e não se considera
válida para chegar a uma
decisão correcta.
dos silogismos filosóficos desenvolvi¬
dos por Aristóteles, que são regras filo¬
sóficas do tipo "os pássaros voam" ou "o
melro é um pássaro”, que não estão
relacionadas entre si, mas que pos¬
suem um elemento em comum (neste
caso o conceito de “pássaro”) que per¬
mite relacioná-los e obter uma dedução
do tipo “o melro voa”. Outro exemplo
mais complexo seria dar uma regra de
que todos os filhos do mesmo pai são
irmãos e dar uma lista de pais e filhos,
através da qual se averiguaria quais são
os irmãos.
Estes sistemas indutivos são, em
princípio, tão fáceis de desenhar como
um sistema pericial. Mas essa facilida¬
de desaparece rapidamente se a com¬
paramos com o modelo anterior. Anali¬
semos por exemplo as duas afirmações
seguintes:
O céu é azul.
O azul é uma cor.
A dedução imediata (e errónea) é a
de que o céu é uma cor. Mas a dedução
não é errónea por os silogismos não
funcionarem, mas sim porque uma das
frases está mal escrita. Efectivamente.
a primeira frase deveria dizer "o céu é de
cor azul”. Esta precisão, que é desne¬
cessária para nós, é totalmente neces¬
sária para os computadores, que não
são capazes, por si próprios, de suben¬
tender o resto da mensagem que tem a
frase.
Para Minsky e outros investigadores
desta linha, é imprescindível que um
programa que se possa considerar de
IA seja capaz de assimilar e empregar
noções da vida real, tal como as usam
os humanos. Para esse efeito, definiu-
se uma estrutura denominada "concei¬
to" que contém os modelos e os dados
a avaliar para poder enquadrar um dado
que lhe chegue, do mesmo modo que o
cérebro humano guarda um conjunto de
dados relacionados entre si que lhe
permitem reconhecer objectos, acções,
etc..
Um exemplo de “conceito” seria a
estrutura denominada de AUTOMÓ¬
VEL. que estaria definida como um
objecto de quatro rodas, motor de
combustão, assentos para pessoas,
carroçaria metálica e volante. Mas sem
que seja necessário que se cumpram
estrictamente todas as condições. As¬
sim, porexemplo, seríamos capazesde
reconhecer um automóvel ainda que lhe
falte o volante, ou alguma roda. Ainda
que a definição em si seja excessiva¬
mente simples, permite-nos ter uma
primeira ideia do funcionamento deste
tipo de processos.
Para além destes “conceitos", defini¬
ram-se “guiões" de situações que defi¬
nem modos básicos de comportamento
que são seguidos na maioria dos casos,
e que permitiriam enquadrar determina¬
das acções entre uma ou diversas ac¬
ções possíveis. Cozinhar, seria definido
como colocar um recipiente no fogo,
colocar alimentos dentro, esperar al¬
gum tempo, e retirá-los do recipiente.
Daqui o sistema pode deduzir que os
alimentos se obtiveram de algum modo
(da dispensa, frigorífico), são introduzi¬
dos no recipiente de uma determinada
maneira (preparados previamente ou
não), espera-se um tempo fixo, pas¬
sam-se para um prato, etc.. O que é
mais importante é que este guião permi¬
te fazer o reconhecimento de situações
similares da vida real, e assumir que a
união de uma série de actos dispersos
é "cozinhar".
Esta necessidade de definir um
ambiente básico é necessária para
poder eliminar as ambiguidades típicas
da linguagem. Um exemplo, é o que foi
referido anteriormente. Outro seria
dado pela frase “João conduzia o auto¬
móvel até que lhe caiu um parafuso". A
dedução normalmente seria que teria
realmente caído um parafuso do auto¬
móvel, mas um computador (ou alguém
menos bem informado) poderia duvidar
acerca do proprietário original do para¬
fuso se não dispuser do conceito de que
os automóveis têm parafusos, as pes¬
soas não têm e que as máquinas (a cujo
conjunto pertencem os automóveis) se
deterioram.
Este sistema, apesar das vantagens
que tem em relação aos sistemas lógi¬
cos, não é considerado, nem pouco
mais ou menos, perfeito. Por outo lado,
existe uma dificuldade básica que re¬
sulta de se ter que definir externamente
os “conceitos” e os “guiões”. Pelo me¬
nos, os conceitos básicos do seu univer-
sinal inicial 1
..JsítwM
Método de aprendizagem
_ num sistema de propagação
’ _. J?:*:*;— atrás referido. O sinal inicial
_N va j passando desde os
neurônios de entrada até aos
de saída. Ao chegar, o seu
correcção' 1 valor ® comparado com o
esperado, origina-se um erro
.-: -. (propagação para trás) até
T i~ aos neurônios iniciais,
corrigindo os cálculos por
todos os que passa.
sinal inicial 2
correcção 2
_N i/Sttraa
mm —vl
sinal inicial 3_
correcção 3
AMSTRAD MAGAZINE 15
so, a partir dos quais se podem deduzir
os outros. Esta definição é muito com¬
plexa, já que para poder fazê-la é ne¬
cessário saber qual é a base conceptual
do cérebro humano. Algo que para já
está longe de estar compreendido.
Os opositores deste sistema consi¬
deram que os conceitos e guiões não
possuem uma base lógica, mas antes
que são criações “expontâneas”, cuja
validade é pelo menos duvidosa, e que
na verdade devem estar baseados em
conceitos lógicos, que são realmente a
base.
REDES DE NEURONIOS
O modelo mais moderno de investi¬
gação de IA, parte da ideia de que para
poder funcionar de igual forma que o
cérebro, é necessário emulá-lo ao nível
mais básico possível. Para isto, fez-se a
emulação de forma informática da es¬
trutura neuronal do cérebro, de modo
que as estruturas de aprendizagem e
dedução se façam de forma o mais
similar possível.
Em primeiro lugar, deve considerar-
se qual é a estrutura de um computador
actual. Salvo raras excepções, todos os
computadores seguem uma estrutura
definida por Von Neuman, que se ba¬
seia num só processador que acede aos
dados e às instruções armazenados
numa memória múltipla. Mas só é capaz
de ler uma memória simultaneamente e
executa todas as instruções de forma
sequencial numa ordem pré-defininida
pelo programador.
O cérebro - em qualquer ser vivo - é
composto de um elevado conjunto de
neuronios (centenas de milhões). Cada
um deles consta de várias entradas
(sinapsis) que recebem o sinal proveni¬
ente de outros neurônios ou de orgãos
receptores de sinais (olhos, ouvidos,
nariz, etc.) através de ligações entre os
neuronios. A soma de todas as entradas
é processada dentro de um neuronio,
gerando-se uma saída que pode ser
alta ou baixa em função das entradas.
Este sinal retransmite-se por sua vez a
outros neurônios, que realizam um
processo similar até chegar aos dispo¬
sitivos de saída (voz, braços, etc.).
O ponto mais interessante deste
conceito é que nenhum neurônio possui
informação realmente valiosa, nem é
encarregado de uma função especí¬
fica,visto que é o conjunto de todos que
proporciona a capacidade de pensar. O
caso típico é o das pessoas que devido
a alguma enfermidade, sofreram a ex¬
tração de certa parte do cérebro, e que,
pouco a pouco, foram capazes de recu¬
perar as faculdades que possuiam an¬
Figura 5. Descrição de um neurônio
electrónico
núcleo do neurônio
sinal de saída
Esquema da ligação entre
neurônios. Repare-se que cada
neurônio recebe um sinal por cada
neurônio de entrada que tenha e
que a sua saída pode enviar-se a
um ou vários neurônios.
tes da operação. Se a extracção é muito
profunda, naturalmente pode perder-se
toda a conexão a uma determinada
área, caso em que as funções não
poderão ser recuperadas.
Os sistemas de redes de neurônios
por computador tentam emular a dispo¬
sição do cérebro, através de programas
ou através do desenho de computado¬
res multiprocessador com conexões
entre diferentes CPlTs semelhantes às
existentes entre os neurônios. Por ser
este último caso bastante difícil de rea¬
lizar, a solução mais prática é a de
emulação por software. É a este aspec¬
to que nos vamos referir a seguir.
Os neurônios informáticos tipícos
consistem de entradas binárias, um
núcleo composto por uma função de
adição e um dispensador de nível, e
ainda saídas de inversão e não inver¬
são. As entradas binárias proporcionam
a informação proveniente de outros
neurônios ou de sensores de entrada. E
como o seu nome indica, só admitem
estados de 0 ou 1. A informação de
todas as entradas chega a um núcleo,
onde uma função somatória colocará
cada sinal em separado, multiplicando-
-o por um valor em função da sua impor¬
tância, e somando os resultados. Esta
soma passa ao segundo circuito do
núcleo, o disparador de nível, o qual
compara o resultado obtido com um
nível pré-fixado internamente, e se este
nível é inferior ou igual, gerará 1 nas
suas saídas, e se o nível de compara¬
ção é superior, é enviado para as saídas
um 0 (invertido no caso de se tratar de
uma saída inversora).
No caso da simulação de rede de
neurônios por uma linguagem de com¬
putador, é provável o emprego de tabe¬
las para cada neurônio (uma matriz de
várias dimensões em função da forma
como se disponham os neurônios e as
suas entradas), que indicam o peso de
cada entrada (o factor pelo qual ele se
multiplica), que pode ser positivo ou
negativo, como veremos em continua¬
ção. No caso de uma entrada não ser
significativa, o seu peso é zero, pelo que
16 AMSTRAD MAGAZINE
Figura 7 - Nos sistemas de
redes de neurônios de
vários níveis, os neurônios
internos não podem ajustar-
se de forma directa devido a
não existir a possibilidade
de comparar directamente
com o resultado esperado.
O ajuste realiza-se por
métodos aproximativos
como a regra de
propagação atrás referida.
o valor adoptado pela dita “sinapsis” não
influenciará no resultado total. O nível
de disparo está fixado numa variável
individual de cada matriz. Em função da
variável deste nível e da soma prévia
gera-se um valor 1 ou 0, que se armaze¬
na como resultado para poder ser lido
por outros neurônios para os seus cál¬
culos. Deve ter-se em conta que as
operações de cada neurônio devem
estar antes dos que dependem deles
(na figura 6, deve calcular-se primeiro
os neurônios situados mais à esquerda
para que o seu valor actualizado já
esteja disponível para cálculo nos se¬
guintes).
Um exemplo de processamento de
rede de neurônios poderia definir-se
como um neurônio chamado de detec¬
tor de “automóveis”, em cuja entrada
estivessem ligadas as linhas provenien¬
tes dos neurônios: detector de rodas’,
‘detector de motor de combustão', de¬
tector de cabine fechada’ (para diferen-
ciar-se das motos), ‘detector de volan¬
te’, ‘detector de matrícula’. Cada uma
delas com um peso específico que seria
mais importante para o motor (senão
poderia ser uma carroça) e menor, por
exemplo, para o detector de matrícula,
já que não é imprescindível. Em qual¬
quer caso, a função poderia continuar
dando resultado positivo se alguma das
detecções falhasse, embora todas as
outras estivessem activas. Para mais,
poderia ligar-se a outra linha, com peso
negativo, proveniente do neurônio
“detector de asas” que quando as dete¬
ctasse fizesse subtrair a soma (é um
avião, não um automóvel) e não se
alcança o nível de disparo.
Uma vez visto o funcionamento bási¬
co das redes de neurônios, passemos a
estudar os sistemas de aprendizagem
que se podem empregar.
O mais fácil consiste em que o próprio
programador defina todos os valores ao
inicializar o sistema e os coloque como
parâmetros fixos. Isto contradiz clara¬
mente o conceito de inteligência artifici¬
al que afirma que o sistema deve ser
capaz de aprender, que com esta posi¬
ção é anulada. O outro sistema empre¬
gado é denominado “regra delta”.
Esta regra é válida quando se dispõe
de dois níveis de neurônios, uns ligados
às entradas e outros às saídas. Supo¬
nhamos que dispomos de um neurônio
de entrada capaz de detectar um auto¬
móvel; outro, uma casa, um rádio; outro
um livro e outro qualquer objecto do
quotidiano. E que dispormos de neurô¬
nios de saída que são capazes de acti¬
var os movimentos, abrir a porta, pôr em
marcha , entrar e ler. Determinados
neurônios de entrada devem activar
alguns de saída, mas outros não. As¬
sim, por exemplo, abrir a porta e pôr em
andamento activa-os através de um
detector de automóvel e de proprieda¬
de. Em contrapartida, um radio tem uma
só propriedade activa, a de pôr em
marcha (não o de abrir a porta, já que os
rádios não têm porta).
A aprendizagem faz-se, se se parte
do zero, atribuindo valores aleatórios
(não zero) a cada um dos níveis de
entrada de cada um dos neurônios de
saída (supõe-se que os primeiros estão
bem programados e reconhecem cor¬
rectamente as entradas). Em continua¬
ção, apresenta-se uma entra¬
da (um livro nosso, um livro que
não é nosso), e indica-se qual
é o valor de saída que se espe¬
ra possa ser gerado. Compa¬
ramos os resultados que são
gerados nos neurônios de saí¬
da com os valores aleatórios e
a diferença (delta nas matemá¬
ticas, daí o nome nome do
sistema), emprega-se para
gerar novos níveis que por sua
vez criem a saída respectiva.
Depois de várias aprendiza¬
gens, o sistema já dispõe de
níveis correctos e pode come¬
çar a fazer o reconhecimento
para o que tinha sido progra¬
mado.
Apesar desta programação,
persiste outro problema que
até há muito pouco tem limita¬
do a popularidade das redes de
neurônios. Quando a rede dis¬
põe de neurônios internos que
não estão ligados nem a uma
saída nem a uma entrada,
como se mostra na figura 7,
não existe nenhuma realimen-
tação directa que permita cal¬
cular o delta, tal como foi referido. Estes
neurônios internos são imprescindíveis
em muitos casos, já que simplificam
enormemente o desenho da rede e
existem determinadas combinações
que não podem gerar-se sem eles. Isto
representou uma dificuldade intranspo¬
nível até que D.E. Rumlhart do MIT,
concorrentemente com outros investi¬
gadores, criou a denominada “regra da
propagação para trás”. Neste caso o
delta ou erro cometido num neurônio de
saída é:
Err=(T-0)*f(sum)
AMSTRAD MAGAZINE 17
sendo T o resultado desejável, O o
resultado calculado pelo nosso sistema
e fO a derivada da função empregada
para realizar o disparo do neurônio
particularizado para este ponto. Esta é
uma função especial derivável e não
decrescente. Um erro cometido num
neurônio interno é:
Err=f(sum)*I(Errdep*peso)
Isto é, o erro de um neurônio interno
é igual à derivada da sua função de
disparo através do somatório dos erros
dos neurônios a que envia a sua saída
pelos pesos que são aplicados à referi¬
da saída. Dito de outro modo, se a sua
saída vai dar três neurônios, um que o
multiplica por 3, outro por 5, outro por 2
e seus erros respectivos são 1,6,3. O
erro cometido é a derivada dafunção de
disparo particularizada para esse ponto
(3*1 +5*6+2*3). Em função do resultado
o neurônio reajustaria os seus pesos e
enviaria a informação resultante para
trás.
Graficamente o processo de cálculo
poderia representar-se, tal como se vê
na figura 8, num sinal (os neurônios que
vão operando) que se desloca para
diante desde a entrada, ao chegar à
saída transforma-se no erro e inverte
voltando ao princípio (os neurônios que
corrigem os seus erros).
Os sistemas de redes de neurônios
demonstraram a sua potência em tare¬
fas tão complexas como o reconheci¬
mento de formas (em especial, de ca¬
racteres escritos à mão ou à máquina),
de voz, jogos e diagnósticos de falhas.
É evidente que também têm falhas,
nomeadamente, quando a complexida¬
de do desenho é maior. Mas as espe¬
ranças depositadas nestas técnicas
são grandes e é provável que sejam um
dos pontos principais da investigação
em IA do futuro.
10 REM *************************************************************
20 REM * PROGRAMA DE DEMONSTRAÇÃO DE SISTEMAS PERICIAIS COM UMA *
30 REM * ARVORE DR DECISÃO QUE DESCOBRE OS ANIMAIS *
40 REM *************************************************************
50 REM
60 REM
70 REM
30 REM *** DEFINIÇÕES DE MATRIZES. 100 E 0 NUMERO MÁXIMO DE
90 REM *** PERGUNTAS ADMITIDAS.
100 REM
110 REM
120 DIM PREGS (100) : REM ** AS PERGUNTAS. SE SIM E NAO VALEM -1. E UMA RESPOSTA
130 DIM SIMU00) : REM ** PERGUNTA SEGUINTE A REALIZAR SE RESPONDE SIM
140 DIM NAO (100) : REM ** PERGUNTA SEGUINTE A REALIZAR SE RESPONDE NAO
150 REM
160 REM
170 REM *** INICIALIZAMOS TODOS OS VALORES
180 REM
190 FOR 1=1 TO 100: SIM<I>= -1: NAO(I)= -1: PREG$<I> = "":NEXT I
200 REM
210 REM
220 REM *** INTRODUZIMOS A PRIMEIRA PERGUNTA
230 REM
240 REM
250 PREGS (1>=”E UM VERTEBRADO SIM(l) =2: NAO(l) =3: REM PRIMEIRA PERGUNTA
260 PREG$ (2)="ELEFANTE":SIM(2>=-1 : NAO (2) = -1: REM RESPOSTA SIM
270 PREGS(3 >="SARDINHA”:SIM (3 >=-l : NAO (3) =-l:REM RESPOSTA NAO
280 LI VRE=4 :REM PRIMEIRO ELEMENTO LIVRE DAS MATRIZES
290 REM
300 REM
310 REM *** INICIO DO CICLO PRINCIPAL DO PROGRAMA. O PROGRAMA
320 REM *** VAI FAZENDO PERGUNTAS ATE ACHAR UMA RESPOSTA. A
330 REM *** MOSTRA. SE ESTA CORRECTA NAO FAZ NADA. SENÃO PERGUNTA
340 REM *** QUAL ERA A CORRECTA. UMA PERGUNTA QUE A DIFERENCIE
350 REM *** DA QUE ELE POSSUÍA E JUNTA-A A ARVORE.
360 REM
370 REM
380 ACTUAL=1 : REM PERGUNTA QUE SE EFECTUA.
390 CLS: PRINT "**********************************************************"
400 PRINT ”* O JOGO DOS ANIMAIS. UM EXEMPLO DE SISTEMA PERICIAL *"
410 PRINT "* (C) AMSTRAD MAGAZINE 1988 *"
420 PRINT "**********************************************************"
430 PRINT "INSTRUÇÕES: A maquina tenta descobrir um animal em que voce tenha"
440 PRINT "pensado. Todas as respostas vao em maiusculas. Quando nao"
450 PRINT "conseguir destinguir o animal ela pede-lhe uma pergunta"
460 PRINT "que o diferencie para poder classifica-lo.":PRINT
470 REM
480 REM
490 REM *** EFECTUA A PERGUNTA OU DA A RESPOSTA
500 REM
510 REM
520 IF SIM(ACTUAL) O -1 THEN GOSUB 560: GOTO 520: REM PERGUNTA
530 GOSUB 660: GOSUB 310 : REM RESPOSTA
540 REM
550 REM
560 REM *** FAZ-SE A PERGUNTA. EM FUNCAO DA RESPOSTA
570 REM *** ACTUALIZA-SE O PONTEIRO PARA A PERGUNTA ACTUAL.
580 REM
590 REM
600 PRINT PREGS(ACTUAL):INPUT "RESPONDA SIM OU NAO ", AS
610 IF AS="S" OR A$="SIM" THEN ACTUAL=SIM(ACTUAL >: RETURN
620 IF AS="N" OR AS="NAO" THEN ACTUAL=NAO(ACTUAL ): RETURN
630 GOTO 600
640 REM
650 REM
660 REM *** DIZ-SE A RESPOSTA. SE E. VOLTAMOS ATRAS. SENÃO
670 REM *** PEDE-SE A RESPOSTA CORRECTA. PEDE-SE A PERGUNTA QUE
680 REM *** A DIFERENCIE DA ARMAZENADA E A CONTESTACAO PARA
690 REM *** CADA UMA E ARMAZENA-SE TUDO.
700 REM
710 REM
720 PRINT "A RESPOSTA E ";PREGS(ACTUAL):INPUT "CORRECTO ? ",AS
730 IF A$="S" OR AS=”SIM” THEN RETURN
740 IF AS="N" OR AS="NAO" THEN GOSUB 780: RETURN
750 GOTO 720
760 REM
770 REM
780 REM *** PROCURAR A RESPOSTA VERDADEIRA E ARMAZENA-LA
790 REM
800 REM
810 INPUT " POR FAVOR. DIGA-ME A RESPOSTA VERDADEIRA ",VERDS
820 PRINT " DIGA-ME UMA PERGUNTA QUE O DIFERENCIE DE ";PREGS(ACTUAL)
830 INPUT NS
840 PRINT "DIGA A RESPOSTA PARA ";VERDS
850 INPUT "QUE SEJA SIM OU NAO ", BS
860 IF BS <> "S" AND BS <> "SIM" AND BS <> "N" AND BS <> "NAO" GOTO 810
870 REM
880 REM
890 REM *** A NOVA E A RESPOSTA SIM
900 REM
910 REM
920 IF BS="S” OR BS="SIM" THEN PREGS(LIVRE+1)=VERD$:PREGS(LIVRE+2)=PREGS(ACTUAL)
930 REM
940 REM
950 REM *** A NOVA RESPOSTA E NAO
960 REM
970 REM
980- IF BS=”N" OR BS="NAO" THEN PREGS(LIVRE+1)=PREGS(ACTUAL):PREGS(LIVRE+2)=VERD$
990 PREGS (ACTUAL)=NS: S1M(ACTUAL)= LIVRE+1:NAO(ACTUAL)=LIVRE+2
1000 LIVRE = LIVRE+2
1010 RETURN
18 AMSTRAD MAGAZINE
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ENTREVISTA
“EXISTE EM PORTUGAL UM GRANDE
POTENCIAL NA ÁREA DE INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL”
-Afirmou Hei der Coelho
A investigação científica em Inteligência Artificial é
indiscutivelmente uma das áreas que mais tem
prestigiado Portugal no estrangeiro.
Para fazer o ponto da situação no sector ”Amstrad
Magazine” entrevistou o Dr. Helder Coelho, um co¬
nhecido especialista do Laboratório Nacional de
Engenharia Civil.
AMSTRAD MAGAZINE - Qual é o
“estado da arte” da Inteligência Arti¬
ficial em Portugal?
Helder Coelho - O “estado da arte”
da I.A. em Portugal é bastante avança¬
do, quer em relação aos países da
Comunidade Europeia quer em relação
aos outros países de língua portugue¬
sa. Fundamentalmente, existem dois
grandes grupos: os que trabalham com
a “ferramenta” PROLOG, portanto, com
a programação em lógica como para¬
digma principal e por outro lado, as
pessoas que trabalham com a lingua¬
gem LISP, isto é, a chamada programa¬
ção funcional. Existem duas ou três
áreas de grande implantação, nomea¬
damente, a engenharia do conhecimen¬
to (incluindo o tema central da represen¬
tação do conhecimento), compreensão
de língua natural. Depois, existem áre¬
as menores também com alguma ex¬
pressão, como aprendizagem, robóti¬
ca, raciocínio automático e formalismos
lógicos.
Existem diversos projectos em curso,
subsidiados por diversas instituições:
JNICT, Fundação Luso-Americana e
por programas Europeus, quer pelo
ESPRIT quer pelo SPRINT.
Existem neste momento em Portugal
12 doutores em IA (além de um inglês
radicado entre nós), o que faz com que
exista um potencial muito forte. De as¬
sinalar que alguns deles se formaram e
defenderam as suas teses em Portugal.
Existem também muitos especialistas
com graus académicos noutras áreas
que têm fortes interesses e mesmos
projectos em Inteligência Artificial.
PORTUGAL OCUPA POSIÇÃO
DE PRESTÍGIO A NÍVEL
INTERNACIONAL
A.M. Pode afirmar-se que Portugal
tem neste momento uma posição de
prestígio nesta área?
H.C. - Isso é um facto indiscutível que
pode ser comprovado pela intervenção
de portugueses a nível de concelhos
editoriais de revistas internacionais.
Pode ser também aferido pela participa¬
ção de portugueses na organização de
conferências a nível internacional e pelo
convite que empresas e universidades
estrangeiras têm feito a investigadores
portugueses. Tudo isto dá um sinal de
que o nosso país, embora sendo peque¬
no, está, nesta área de intervenção
científica, bem colocado, no contexto
europeu. Isto é ainda mais significativo
se tivermos em conta os fracos recur-
20 AMSTRAD MAGAZINE
sos que o país tem do ponto de vista
científico. A percentagem para l&D do
PIB é francamente insuficiente - neste
momento anda à volta de 0,5 e 0,6 %,
segundo dados oficiais (que são discu¬
tíveis) - o que representa uma percen¬
tagem que é francamente má no con¬
texto europeu (que anda à volta de 2 e
3%).
Este volume dá um sinal sobre o
dinheiro que vai para a l&D, acrescido
de outro sinal que diz respeito ao
número de investigadores - a “massa”
crítica - que é, em minha opinião, em
número muito reduzido. A IA tem entre
nós uma força assinalável em compa¬
ração com outros sectores, mas por
outro lado, as infraestruturas não são
as melhores para se fazer um bom
trabalho. Há dificuldades ainda a nível
de equipamentos mais sofisticados.
Finalmente, em termos de recursos
humanos, é difícil neste momento re¬
crutar pessoas, nomeadamente, na¬
quelas instituições que estão dentro da
Administração Central, quer Universi¬
dades, quer Laboratórios do Estado.
Para além desta dificuldade há que ter
em conta que o mercado está perfeita¬
mente coberto, sendo o déficit de recur¬
sos humanos muito grande, face à
procura que as empresas fazem na
área gerai de informática, em que a IA
se insere.
A.M. - A IA tem aparecido aos olhos
dos informáticos tradicionais, como
sendo algo de muito distante, com
pouca aplicação em áreas concre¬
tas...
H.C. - Recentemente a IA passou de
uma situação onde o domínio pertencia
às universidades e aos laboratórios de
investigação, onde as actividades eram
só de investigação, para outra onde há
comercialização. Por exemplo, os siste¬
mas periciais (engenharia , medicina,
economia, gestão, etc) e as aplicações
baseadas no conhecimento. Há portan¬
to já um espectro elevado de aplica¬
ções, que levam um certo tempo a
serem desenvolvidas e até serem
objecto de comercialização. Existe um
número crescente de instituições (gran¬
des empresas) que pretende ter produ¬
tos de IA, o que levou ao aparecimento
em Potugal, há quase dois anos, de
uma empresa de Inteligência Artificial,a
qual tem vindo a ter uma intervenção
importante no sector.
A.M. - Há actualmente perigo de
haver a saída de cérebros para o
estrangeiro?
H.C. - Existem neste momento dois
casos, podendo haver proximamente
mais casos. O futuro da IA em Portugal
é de difícil previsão. Depende da evolu¬
ção da economia portuguesa, depende
do que outros países oferecerem e
depende das razões próprias e individu¬
ais de cada pessoa.
EDIFÍCIOS inteligentes
É MERCADO POSSÍVEL
EM PORTUGAL
A.M. - O que é que concretamente
se está a fazer no LNEC em termos de
I.A.?
H.C. - Temos vindo a desenvolver
uma actividade de investigação de IA
aplicada aos edifícios inteligentes.
Temos um projecto de investigação do
PIDAC - Plano de Desenvolvimento da
Administração Central, apoiado desde
o seu início pelo JNICT. Tem como
objectivos a médio e a longo prazo, o
que significa passar a dispor de tecno¬
logia própria, que não deverá estar dis¬
ponível a curto prazo sob a forma de
produto comercializável. O objectivo é,
no entanto, transferir essa tecnologia
para a indústria e possibilitar uma inter¬
venção ao nível de grandes edifícios.
Há por vezes uma certa confusão pelo
facto de o conceito de edifício inteligen¬
te poder cobrir os lares inteligentes,
onde aparece a disciplina da domótica.
Penso que a área dos edifícios inteli¬
gentes é o mercado possivel em Portu¬
gal, onde poderá haver uma contribui¬
ção forte de conhecimentos portugue¬
ses.
Temos desenvolvido áreas relacio¬
nadas com sistemas baseados no co¬
nhecimento, o que coloca a tónica que
estes sistemas manipulam conheci¬
mentos e são capazes de interactuar
uns com os outros. Aliás, o tópico de
investigação é precisamente a comuni¬
cação de conhecimentos entre siste¬
mas e a capacidade desses sistemas
aprenderem uns com os outros. Iremos
ter assim, ao longo do edifício, sistemas
de informação avançados dedicados
aos serviços do edifício (por exemplo,
engenharia e manutenção).
A.M. - No domínio da microinfor-
mática, que aplicações de IA poderão
aparecer, por exemplo, na área de
gestão?
H.C.- Começaram já a aparecer no
mercado algumas aplicações de IA
aplicadas à microinformática. No LNEC,
tem vindo a desenvolver-se um trabalho
muito válido no que diz respeito à gestão
de projectos de investigação. Temos
em curso uma tese dirigida fundamen¬
talmente a conceber uma “ferramenta"
capaz de suportar o trabalho de um
coordenador de um projecto e que
possa igualmente apoiar e suportar
todos os elementos do projecto, des¬
centralizando um pouco a microinfor¬
mática, não só para o líder como tam¬
bém para os outros elementos da equi¬
pa.
A.M. - Quais têm sido as activida¬
des da APIA?
H.C. -A Associação Portuguesa para
a Inteligência Artificial é um organismo
que congrega todos os especialistas e
todas as pessoas interessadas no sec¬
tor, rondando à volta de 160 sócios. De
referir que estão programadas duas
iniciativas. Uma irá realizar-se de 9 a 15
de Outubro em Mira e consiste numa
Escola Avançada de IA dirigida sobretu¬
do a novos quadros que estão na fase
inicial da sua actividade, fazendo-os
evoluir rapidamente numa área que
para nós é particularmente importante:
a representação do conhecimento. A
segunda iniciativa vai realizar-se para o
ano em Setembro e será o chamado
Encontro Português de Inteligência
Artificial, que até aqui se realizava anu¬
almente e que passou a realizar-se de
dois em dois anos. No âmbito da APIA
posso anunciar que vão ser instituídos
vários prémios - subsidiados por quatro
das maiores empresas de informática -
que vão cobrir não só os melhores
trabalhos de investigação, como tam¬
bém as melhores aplicações industriais.
AMSTRAD MAGAZINE 21
PROFISSIONAL
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
E REPARAÇÃO DE IMPRESSORAS
Simples medidas de manutenção que podem evitar sérios
problemas, e algumas técnicas de reparação que qualquer
utilizador pode aplicar.
P OR muito eficiente que você seja
com um computador, o seu tra¬
balho ficará sempre esquecido
se não puder imprimir os resulta¬
dos. Poucos de nós dão alguma aten¬
ção às impressoras. Esperamos ape¬
nas que elas trabalhem, e trabalhem
bem, sempre que precisarmos delas. E,
apesar de todos os abusos a que estão
sujeitas as impressoras de escritório, é
surpreendente a sua fiabilidade. E é
quase certo que, quando a sua impres¬
sora decide subitamente deixar de fun¬
cionar, o faz precisamente quando você
precisa de imprimir uma carta ou relató¬
rio importante.
Quer tenha uma impressora laser,
matricial, margarida, jacto de tinta ou
térmica, existem algumas técnicas de
reparação que você mesmo poderá
executar. Mas ainda mais importante
que a reparação é a manutenção pre¬
ventiva numa base regular, através da
qual poderá minimizar os riscos de ava¬
rias, e garantir que a impressora produ¬
zirá o melhor output de que é capaz.
MANUTENÇÃO
PREVENTIVA
Qualquer que seja o tipo de mecanis¬
mo de impressão que a sua impressora
usa, ele é certamente constituído por
partes mecânicas e electrónicas. Ex-
ceptuando o caso das lasers, as partes
mecânicas fazem a maior parte das
operações, incluindo mover o papel
através da impressora, posicionar a
cábeça de impressão, e - em impresso¬
ras de impacto - mover a fita e produzir
o impacto para assegurar a impressão.
Impressoras de jacto de tinta e de trans¬
ferência térmica tem a maior parte dos
componentes mecânicos em comum,
ainda que a imagem no papel seja pro¬
duzida por métodos de não-impacto.
Mesmo as impressoras laser são dispo¬
sitivos mecânicos complexos, incluindo
mecanismos para mover o papel, siste¬
mas de posicionamento do raio laser, e
os equivalentes aos de um fotocopiador
para produzir a imagem no papel.
Como qualquer técnico lhe dirá, suji¬
dade e poeira são os principais inimigos
de qualquer dispositivo com partes
móveis. E mesmo se a sua impressora
opera num ambiente higiénicamente
impecável, a poeira de papel será pro¬
duzida pela movimentação do papel
através do mecanismo da impressora.
Para minimizar os problemas causados
pela poeira de papel, use sempre o tipo
de papel recomendado pelo fabricante
da impressora.
Mantenha a sua impressora limpa.
Para manter a sua impressora limpa de
poeiras, que podem danificar os meca¬
nismos de movimentação do papel,
precisa de um aspirador de boa qualida¬
de que possua um acessório que permi¬
ta aspirar em locais de difícil acesso.
Ainda que estejam em comercialização
aspiradores especiais para impressora,
você não precisa necessáriamente de
os comprar. Regra geral, deve aspirar o
interior da sua impressora (quando é
acessível) uma vez por semana. Esta
simples tarefa leva menos de cinco
minutos mas pode poupar horas de
paragem de funcionamento e muitas
dores de cabeça. Irá precisar igualmen¬
te de limpar os mecanismos de arrasto
do papel e o rolo, periodicamente. Os
resíduos acumulam-se nesses locais e
podem provocar papel encalhado, en¬
rolado ou rasgado. Um pano macio e
que não deixe pelos e um líquido de
limpeza adequado para borracha e
plástico deve então ser usado.
22 AMSTRAD MAGAZINE
Todas as impressoras, excepto algu¬
mas lasers, requerem lubrificação oca¬
sional. A área mais comum (e uma das
que se sujam mais depressa) é a calha
sobre a qual corre a cabeça de impres¬
são. Se estiver muito suja pode ser
limpa com WD-40 ou 409/Fantastic.
Limpe a calha e coloque-lhe uma leve
camada de lubrificante recomendado
pelo construtor. Nunca utilize um lubri¬
ficante não recomendado, a menos que
se tenha informado primeiro no fabri¬
cante, porque um lubrificante errado
pode trazer problemas a médio prazo.
Para evitar que se veja metido num
sarilho quando menos o espera, deverá
comprar agora um guia de manutenção
e lubrificantes - antes que se tornem
realmente precisos. Siga as recomen¬
dações do fabricante em termos de
manutenções periódicas. Se não existir
nehum guia, lubrifique a impressora em
cada três ou quatro meses, ou mais
cedo em caso de uso intensivo.
MANUTENÇÃO DAS
CABEÇAS DE IMPRESSÃO
Depois dos mecanismos de arrasto
do papel são geralmente as cabeças de
impressão que dão mais problemas.
Dependendo de que tipo de impressora
você tem, reparação ou substituição
desta parte é normalmente fácil. Se tiver
uma impressora de margarida está
cheio de sorte: as probabilidades indi¬
cam que a maioria dos problemas que
tiver com impressoras deste tipo requei¬
ram apenas a substituição da margari¬
da, o que é fácil e relativamente barato.
Uma vez que as margaridas se gastam,
devem ser substituídas periodicamen¬
te. Para assegurar uma imagem limpa e
nítida, limpe as margaridas regularmen¬
te, escrevendo num papel especial de
limpeza ou, melhor ainda, mergulhan¬
do-as num líquido não solvente, como o
Freon TF.
As cabeças de impressão de impres¬
soras matriciais tem menos probabilida¬
des de avaria, mas estas costumam ser
mais catastróficas. Estas cabeças fa¬
lham normalmente quando uma das
agulhas que lhes estão ligadas deixa de
funcionar. Uma vez que estas agulhas
são utilizadas para produzir os caracte¬
res estes aparecem com defeitos. A
maior parte das actuais impressoras
matriciais têm cabeças facilmente
substituíveis. O problema é encontrar a
cabeça de impressão adequada uma
vez que a sua alta fiabilidade faz com
poucos vendedores as tenham em
stock.
Ao contrário das margaridas, as
cabeças de impressão matriciais não
devem ser limpas com pano e líquido
porque as agulhas podem ficar danifica¬
das. Existem no mercado papeis e fitas
especiais para essa tarefa que podem
ser usados se absolutamente necessá¬
rio.
Para tirar o máximo da sua impresso¬
ra de impacto, evite utilizar fitas de
impressão velhas porque o pano pode
rasgar-se e apanhar uma agulha, arrui¬
nando a cabeça. O dinheiro que você
pouparia pela não substituição das fitas
seria gasto (e muito mais) na reparação
da impressora. Se possível utilize fitas
de impressão sintéticas do tipo que
corre uma unica vez, em vez das de
pano: são mais caras mas a longo prazo
são melhores para a impressora.
Se utiliza impressoras de jacto de
tinta, deverá saber que as cartridges de
tinta ficam por vezes obstruídas. É
possível limpá-las com um solvente,
mas o melhor é substituir as cartridges
abertas que não foram usadas durante
algum tempo, pois a tinta tende a ficar
mais espessa com a exposição ao ar.
RESOLVENDO
OS PROBLEMAS
Se a sua impressora não trabalha, a
primeira coisa que deve fazer é ver se
está ligada à corrente. Se a luz indicado¬
ra não acender, analise o fio, a ficha e a
tomada de corrente. Isto pode parecer
óbvio e trivial, mas gostaríamos de ter
um escudo por cada vez que uma pes¬
soa passou horas de volta de uma
impressora para acabar por descobrir
que tudo se devia a um mau contacto.
Os cabos de ligação costumam ser
geralmente iguais, podendo então ex¬
perimentar outro de outra impressora
ou computador. Ligue uma luz ao cabo
para verificar se existe corrente. Então
observe o fusível da impressora, quer
visualmente que com um Multímetro.
Certifique-se que a impressora está
desligada da corrente quando trabalhar
no seu interior. Não confie no interruptor
de corrente!
Veja se todos os cabos interiores
estão firmemente seguros. Os cabos
podem ceder com o tempo e causar
uma grande variedade de problemas,
desde o completo apagamento da
impressora até à formação de estra¬
nhos caracteres.
Da mesma forma, verifique os DIP
switches internos: mesmo que pare¬
çam correctamente seleccionados os
contactos internos podem estar oxida¬
dos. Movendo-os para cima a para
baixo várias vezes pode limpar a oxida¬
ção.
Em seguida, assegure-se que os
dados chegam até à impressora. Tro¬
que os cabos de impressão ou conecte
uma impressora suplementar ao com¬
putador para ver se o software de im¬
pressão está a funcionar correctamen¬
te (normalmente verificável através do
comando MODE num ficheiro
AUTOEXEC.BAT). Se a sua impresso¬
ra suporta interfaces paralelo e série,
experimente trocar de interfaces, quer
na impressora quer no computador, fa¬
zendo a configuração no software para
que o computador assuma os novos da¬
dos. Pode dar-se o caso de ter um inter¬
face avariado no computador ou na im¬
pressora. Se assim for substitua a pla¬
ca.
Se nada disto resolve o seu proble¬
ma, experimente tirar e tornar a colocar
os chips na placa de circuitos da impres¬
sora. Um chip pode ter ficado frouxo no
socket, ou oxidado, e falhar o contacto.
Se tiver uma impressora que utilize
fita e os caracteres não apareçam im¬
pressos, a fita pode estar encalhada e,
como resultado, os caracteres impri¬
mem todos no mesmo local, o que, a
pouco e pouco, retira a tinta da fita. A
paragem da fita pode ser causada por
defeito na cartridge de fita ou avaria no
motor de arrasto.
IMPRESSORAS LASER
Para além da limpeza preventiva e
lubrificação, e das técnicas de repara¬
ção acima mencionadas, pouco mais se
pode fazer numa impressora laser. Se
as páginas aparecem pouco nítidas, ve¬
rifique o toner, pois pode estar em bai¬
xo. Nas laserdemecanismotipo Canon
isto é facil de fazer, bastando ver se o
indicador vermelho aparece no painel
da cartridge. Se assim for mude a car¬
tridge.
AMSTRAD MAGAZINE 23
PROFISSIONAL
Por vezes, mesmo quando se põe
uma cartridge nova, a impressora impri¬
me manchas no papel. As probabilida¬
des são de que o problema seja da
cartridge e não da impressora. Substi¬
tua a cartridge por outra e faça com que
o revendedor substitua a avariada. Te-
nhaem atenção que nem sempre o indi¬
cador da cartridge representa o seu es¬
tado actual; ele reflecte unicamente a
quantidade de páginas que passaram
pela impressora. Se imprimir muitas
páginas de gráficos ou se costuma pôr
a densidade superior a 5 no selector, irá
decrescer significativamente a vida útil
da cartridge. Se imprimir as imagens
muito claras acontece o contrário.
Quando substituir uma cartridge, subs¬
titua igualmente o bastão de limpeza e
limpe os fios metálicos com um cotone-
te. Nunca deixe o pó de toner acumular-
se na impressora.
Outra coisa a ter em atenção em
impressoras de mecanismo tipo Canon,
é a correia de separação, que ajuda a
guiar o papel através da impressora e
tem uma estimativa de vida útil na or¬
dem das 30.000 folhas. Se a correia se
parte o papel ficará encalhado na im¬
pressora. Uma correia extra está habi¬
tualmente colocada dentro da impres¬
sora, perto do mecanismo de limpeza
dos fios metálicos.
Verifique as cartridges de fontes e
RAM; os contactos podem estar oxida¬
dos. Experimente instalar outra cartri¬
dge para ver se a primeira está avaria¬
da. As impressoras laser têm mecanis¬
mos de auto-teste que imprimem uma
folha de teste. Se a imagem for irregu¬
lar. experimente abanar a cartridge de
toner para o distribuir melhor. Muitas la-
serstêm igualmente umateclade TEST
ENGINE que imprime uma série de
linhas paralelas. Se não se consegue
impressão, ou se as linhas não são
paralelas, é necessária a ajuda de um
profissional. Verifique também todos os
displays de diagnóstico que a impresso¬
ra tenha. Consecutivos encalhes de
papel podem significar que o papel
apanhou humidade; experimente utili¬
zar papel novo e limpar os rolos de
borracha da impressora. Qualquer ou¬
tro tipo de reparação tem que ser feito
por um técnico especializado.
Com impressoras laser de tipo Ricoh
pode acontecer aparecerem páginas
impressas com uma linha branca longi¬
tudinal. Isso significa que um dos orifíci¬
os que distribui o toner se encontra
obstruído. O fabricante dir-lhe-à por¬
ventura que é necessário esvaziar o
contentor de toner, limpá-lo e pôr toner
novo. Pois então, ao preço a que está o
toner... Na verdade, tudo aquilo que
precisa fazer, é limpar o orifício obstru¬
ído com a ponta de um lápis ou um clip.
No pior dos casos, despeje o toner
numa grande folha de papel lipo, limpe
o contentor e volte a pôr o toner.
IMPRESSORAS
MATRICIAIS
Mais uma vez, experimente o auto-
teste da impressora. Se a impressão é
irregular, isso significa que a cabeça de
impressão está estragada ou desali¬
nhada. Experimente alinhar a cabeça
com um instrumento de medida. Direc-
cionamento e especificações estão
normalmente no manual de manuten¬
ção. Muitas das cabeças de impressão
podem ser facilmente substituídas pelo
utilizador.
Se o caracter aparece tremido, limpe
e lubrifique a calha onde corre a cabeça.
É possível que seja um problema de
cabeçade impressão encalhada. Expe¬
rimente então, ou substitua, a correia
que move a cabeça.
Outro problema que costuma aconte¬
cer com estas impressoras, particular¬
mente as Epson, é que a mola que
segura o papel contra o alimentador
cede. Mais especificamente, a saliência
que segura a mola parte-se. Se não
quiser gastar dinheiro com a sua subs¬
tituição, bastará atar fortemente um
elástico em redor. Conhecemos uma
Epson que funciona desta maneira há 4
anos sem quaisquer problemas.
IMPRESSORAS
DE MARGARIDA
Existem três zonas básicas onde
podem ocorrer problemas com as im¬
pressoras de margarida: transporte da
cabeça, alinhamento da cabeça (os
caracteres aparecem mais sumidos em
cima ou em baixo) e margaridas danifi¬
cadas (um determinado caracter está
sempre mais fraco ou desaparece de
todo). Se a impressora está a produzir
lixo em vez de palavras (por exemplo,
dfljap , em vez de cabeça), existe prova¬
velmente um problema no painel de
controle. Veja se os cabos e circuitos
estão bem seguros. Verifique também
se os settings da impressora não estão
trocados e se os DIP switches não têm
os contactos oxidados.
IMPRESSORAS DE JACTO
DE TINTA
Tal como no caso das impressoras
matriciais ou de margarida, as impres¬
soras de jacto de tinta podem ter proble¬
mas ao nível do transporte, quer no
movimento da cabeça de impressão
quer no fluxo do papel. Talvez o maior
problema seja, no entanto, tinta entor¬
nada ou demasiado espessa. Se a
impressora não imprime, experimente
retirar a cartridge de tinta e limpar o
orifício de saída de acordo com as ins¬
truções do fabricante.
IMPRESSORAS TÉRMICAS
O grande problema com as impres¬
soras térmicas é quase sempre a cabe¬
ça de impressão, que integra alguns
elementos que se queimam ocasional¬
mente. Adicionalmente, uma vez que
entra constantemente em contacto com
o papel, a abrasão pode também ocor¬
rer. Antes de substituir uma cabeça de
impressão térmica (uma tarefa normal¬
mente fácil), experimente substituir o
papel por outro completamente novo.
Por vezes, um papel estragado pode
provocar um efeito de cabeça de im¬
pressão avariada.
CONCLUSÃO
Estes são os limites daquilo que é
possível fazer pelo utilizador. Aquilo que
requer conhecimentos especiais de
electrónica ou de mecânica é melhor
deixar para os técnicos. Mesmo que
você pudesse fazer a reparação sozi¬
nho, o investimento em tempo e custo
de componentes e ferramentas tornaria
a reparação pouco prática. Mas a maior
parte dos problemas das impressoras
são relativamente simples de remediar.
Mais importante - e como se diz no
futebol - a melhor defesa é o ataque. No
mundo das impressoras, isto significa
prestar atenção à manutenção preven¬
tiva. O serviço de reparação é normal¬
mente muito caro. Os custos são tão
elevados (mão de obra e peças) que
muitas vezes mais vale desistir de uma
impressora barata do que mandá-la
arranjar.
Se qualquer coisa correr mal, experi¬
mente arranjar você mesmo, mas tenha
em mente as suas próprias limitações.
Se costuma ter problemas na substitui¬
ção de uma lâmpada eléctrica fundida,
limite-se a verificar o cabo de alimenta¬
ção da impressora. Se construiu o seu
próprio computador e se sente à vonta¬
de, procure no interior da impressora
por cabos e chips perdidos.
24 AMSTRAD MAGAZINE
PROFISSIONAL
SABOTAGEM INFORMÁTICA —
“OS SIMPÁTICOS MONSTRINHOS”
Mais ou menos perigosos, consoante sejam espiões ou
efectivos, os virus não representam mais do que 2% dos
sinistros informáticos. Uma pequena parte da sabotagem
material, onde se misturam, numa grande confusão,
bombas lógicas, cavalos de tróia, cunhas, vermes e outros
simpáticos monstrinhos.
U MA definição que se adapta per¬
feitamente ao virus é a seguinte:
“sequência de instruções intro¬
duzidas ilicitamente e subrepticiamente
num programa a fim de alterar a finalida¬
de do seu funcionamento."
A cunha é um Jogo de instruções
especiais inseridas num sistema opera¬
tivo. Permite a um especialista do siste¬
ma ultrapassar os procedimentos nor¬
mais de segurança, nomeadamente o
controlo de acesso a determinados
suportes ou programas.
A BOMBA LÓGICA é uma instrução
que só é executada quando ocorre uma
determinada situação. Normalmente
tem efeito retardado.
O VERME é um programa reexecuta-
do cada vez que o sistema é lançado e
permite que grandes programas funcio¬
nem sobre pequenos sistemas, “rou¬
bando” a outros recursos de memória
externa de uma rede por exemplo. Fi¬
nalmente, o CAVALO DE TRÓIA permi¬
te inserir e executar instruções “piratas”
a coberto duma sequência normal.
Todos estes virus têm a característi¬
ca de serem reprodutíveis. Implantado
num sistema, o virus começa por gerar
uma cópia dele mesmo para outra loca¬
lização; o novo programa infectado logo
que seja processado, vai infectar outro
e assim sucessivamente. O processo
pode teoricamente não ter fim e condu¬
zir mesmo à destruição do sistema.
Existem duas espécies de virus: o
virus passivo (ou ESPIÃO), que se
contenta em registar informações
(passwords, por exemplo) e o virus
ACTIVO, que pode funcionar como uma
bomba lógica.
AUTÓPSIA
DE UMA INFECÇÃO
Numa grande empresa que obvia¬
mente quer ficar anónima um informáti¬
co começou a fazer chantagem. Acredi¬
tou-se que era “bluff” e foi posto na rua
sem tombar um trompeto. Ao fim de
certo tempo, o sistema informático ficou
bloqueado. Numa tentativa para o rear-
rancar, foi feito recurso as cópias de
segurança. O sistema arrancou mas ao
fim de poucas horas, estava de novo
bloqueado e com sintomas ainda mais
graves. O processo foi repetido depois
de se terem modificado todos os códi¬
gos de acesso. Erro Fatal. O “hacker”
tinha introduzido um virus espião que
registou os novos códigos e cedendo-
os ao virus activo, este provocou a
imobilização total do sistema, num
movimento em que já era impossível
partir das cópias de segurança por es¬
tas já estarem completamente contami¬
nadas pelo virus.
CLASSIFICAÇÃO
CONSOANTE
A GRAVIDADE
O Clube Francês da Segurança Infor¬
mática classifica os problemas de sabo¬
tagem informática por ordem crescente
de gravidade:
1) A FALSIFICAÇÃO cujas conse¬
quências podem ser graves mas que
são pontuais, feita a detecção é fácil
resolver o-problema.
2) A BÒMBA LÓGICA que pode
provocar casos de mau funcionamento
do sistema (sobrecarga na rede, satura¬
ção das entradas/saídas), mas cuja
origem, igualmente pontual, é fácil de
detectar e eliminar.
3) O VIRUS com efeitos, aparente¬
mente similares ao da bomba lógica,
ainda que mais destruidor, está normal¬
mente instalado no sistema e é bastante
mais difícil de localizar e eliminar.
4) A SABOTAGEM LÓGICA TOTAL
consiste em destruir logicamente as
cópias de segurança na medida em que
vão sendo efectuadas e depois criar um
incidente de exploração (com um virus
ou com uma bomba lógica) que implique
o carregamento das cópias de seguran¬
ça, neste caso, a falência do sistema é
praticamente inevitável.
REMÉDIOS
As vacinas e outras atitudes profiláti¬
cas revelam-se muito mais eficazes do
que os remédios propriamente ditos.
Nos programas devem ser introduzi¬
dos controlos de coerência.
A passagem de análise e programa¬
ção para a exploração, nomeadamente
no que respeita a manutenção da apli¬
cação, deve ser rigorosamente contro¬
lada.
As regras de arquivo e de transferên¬
cia de suportes devem ser escrupulosa¬
mente mantidas.
Poderá ser interessante a existência
de uma cópia inicial arquivada em su¬
porte inviolável e fora do acesso dos
colaboradores da empresa.
Não se podem ignorar os casos em
que existem trocas de suportes e de
software com terceiros. Em muitos
casos é assim que se contagiam os
virus.
Por outro lado, existem já programas
que se destinam a detectar a eventual
presença de um virus. De eficácia muito
relativa, estes programas fazem a
comparação entre os tempos reais de
execução dos programas, testam bits
de paridade, registam determinadas
alterações a códigos de acesso: na de¬
tecção de qualquer diferença, o siste¬
ma é interrompido de imediato.
AMSTRAD MAGAZINE 25
MERCADOS
OS CLONES DE SOFTWARE
Logo que uma package se estabele¬
ceu como standard começaram a apa¬
recer os “LIKE...”.
Comparando com as ondas que, em
hardware, os clones IBM PC fizeram no
mercado, os clones de software apenas
fizeram uma ligeira ondulação. Os ver¬
dadeiramente dignos desse nome,
contam-se pelos dedos da mão e não
parecem aumentar significativamente.
O clone de software segue linhas
mestras semelhantes ao seu parceiro
de hardware. A aparência ou a apresen¬
tação dos ecrãs destes produtos, é
nornalmente idêntica ao do modelo,
mas não tão semelhante que convide ao
levantamento de problemas de “Copy¬
right" neste nível superficial. Mais im¬
portante é a existência de uma estrutu¬
ra de comandos idêntica. A possibilida¬
de de escrever e ler ficheiros no mesmo
formato que o original é outro requisito
chave.
A razão de ser do clone de software
é a de capitalizar o sucesso de um
produto existente. "Packages" bem
sucedidas podem pedir altos preços,
desde que tenham penetrado no mer¬
cado das grandes empresas, estas
menos influenciadas pelo custo. Mas
este preço elevado facilita a um poten¬
cial “clonista” realizar uma aplicação
superior a um preço inferior. De qual¬
quer forma, é muito mais simples me¬
lhorar a fórmula do sucesso já existente
que começar do nada. Mesmo assim,
conseguir um lugar no mercado já
dominado pelo produto de outra compa¬
nhia não é só estabelecer um preço
inferior e imprimir uma lustrosa brochu¬
ra. A grande maioria dos utilizadores já
fizeram um investimento substancial na
package original, provavelmente tendo
gasto milhares de horas de operação e
treino no seu "staff". Para ter sucesso, o
clone deve ter características para ser
adaptado com um mínimo trabalho de
adaptação. Deve ainda ter possibilida¬
des de pegar em todos os ficheiros de
dados, no mais curto espaço de tempo.
Também ajuda se a "package" pare¬
ce igual à original, sem ser a sua cópia
directa. VP Planer, clone do Lotus 1 -2-
3, é o exemplo clássico da filosofia do
“estar próximo, mas não demasiado”. A
sua linha de comandos é idêntica à do 1 -
2-3, mas foi transferida do topo para a
base, ostensivamente por razões er¬
gonómicas.
A protecção do “Copyright" usada em
aplicações de software é estranha. Foi
utilizada para protecção de um progra¬
ma. mas hoje é mais aplicado em codi¬
ficação. na estruturação do produto, no
seu interface com o utilizador, a primei¬
ra package do Mirror teve problemas
legais só porque os displays de ecrã
eram demasiado parecidos com os do
Crosstalk. de que era clone. A softklone
produtora do Mirror, foi forçada a retirá-
-lo do mercado e veio com o Mirror II. A
nova versão continua um clone de
Crosstalk em termos de comandos e
estrutura de ficheiros, mas os displays
iniciais foram redesenhados.
Para além da actracção do baixo
preço, os clones invariavelmente me¬
lhoraram as especificações muitas
vezes associadas a uma melhoria de
performance. O problema aqui é que
normalmente as funções extra têm
pequena relevância na natureza da
Package. VP Planner, por exemplo,
suporta uma base tridimensional que
muitos utilizadores têm dificuldade em
perceber, à parte de um modelo finan¬
ceiro. TWIN, outro clone 1 -2-3, é forne¬
cido com um módulo gráfico e a função
“Apresentações” melhorados, mas os
utilizadores mais importantes ainda
preferem o Harvard Presentation Gra¬
phics.
Maria de Lurdes Leite
26 AMSTRAD MAGAZINE
MERCADOS
A IBM abandonou o
PC mas o seu espíri¬
to mantém-se vivo
no cada vez maior
número de clones
que aparecem no
mercado.
MORREU o PC
VIVAM OS COMPATÍVEIS
■
Os clones podem, de uma forma
simplista, dividir-se em dois grupos. No
primeiro estão os que pertencem a
companhias multinacionais. Os repre¬
sentantes e distribuidores praticam lar¬
gas margens e vendem aos governos,
bancos e grandes companhias, espe¬
cialmente agora, quando a IBM deixou
este mercado. Preferem o mercado das
grandes quantidades, em detrimento do
mercado do computador pessoal do¬
méstico. Em grandes negócios, é vulgar
o fabricante intervir directamente. ultra¬
passando, assim, distribuidores e agen¬
tes. Existem uns que fazem proliferar os
modelos, numa tentativa de serem ino¬
vadores, mas sempre a partir do mes¬
mo PC básico. Estes fabricantes não
gostam que se chame “clones" aos seus
PC's preferem o termo PC compatível.
O produto em si não deve ser muito
barato; é preciso dar ao comprador a
ideia de que não está a comprar uma
coisa igual a tantas outras e. para além
disso, o mercado em questão não olha
a economias de alguns tostões, benefi¬
ciando a imagem de marca; no fundo, os
compradores não são os patrões e é-
-Ihes mais fácil alienar responsabilida¬
des, quando as coisas não andam, se
estiverem apoiados numa marca sufici¬
entemente conhecida.
A segunda categoria de fabricantes
de clones caracteriza-se por produzir
equipamentos similares aos anteriores,
às vezes com performances adicionais,
mas sempre com preços francamente
mais baixos. O seu mercado é o das
pequenas e médias empresas, a educa¬
ção, as profissões liberais e todos aque¬
les que utilizam as máquinas em traba¬
lho pessoal.
É óbvio que estes fabricantes tam¬
bém gostariam de entrar no mercado
dos primeiros, mas muitas vezes, não
lhes chega a capacidade financeira ou o
apoio de marketing para romper as
barreiras institucionalizadas.
Os revendedores destes produtos
não são os habituais dealers das gran¬
des marcas, havendo mesmo uma mi¬
gração acentuada para que as vendas
sejam efectuadas em lojas onde com¬
putadores, aparelhos de TV. audio e
video cohabitam.
O software aplicacional existente
para estes equipamentos é normalmen¬
te barato e pelas quantidades em que se
vende , bastante experimentado.
Casos específicos não são aqui bem
tratados, as margens brutas consegui¬
das nas vendas destes produtos não
permitem veleidades em termos da
prestação gratuita de serviços e os
compradores não estão preparados
para aceitarem preços de desenvolvi¬
mento de software dez vezes superio¬
res ao do hardware que adquirem.
Neste grupo, a AMSTRAD é líder,
pelo menos a nível europeu. Alain
Sugar começou com um computador
doméstico, o CPC 464, passou para a
gama dos PCW. especialmente voca¬
cionada para o tratamento de texto e
rapidamente chegou ao clone PC 1512.
Mas Sugar não esqueceu a meta da
banca e grandes empresas e assim foi
lançado o PC 1640 com superior reso¬
lução e compatibilidade EGA. Não se
pode considerar que o êxito tenha sido
retumbante, mas já foram feitos gran¬
des negócios em Inglaterra como é o
caso da Open University e mais recen¬
temente o da British Railways.
O último produto, já em comercializa¬
ção da AMSTRAD. o portátil PPC, é
também ao jeito de Sugar, uma "Pedra¬
da no charco" no que respeita à sua
forma e, como de costume, com um
preço sem rival; mais um pilar do “efeito
AMSTRAD".
Uma das características que deixa os
clones de menor nível em baixo é a da
documentação. Normalmente é feita
em Taiwan por alguém que só relativa¬
mente domina o inglês e que está muito
longe de sentir o que é que os utilizado¬
res pretendem saber.
Por outro lado é vulgar terem os
clones performances superiores aos
standard e é do conhecimento geral ser
o PC/AT Standard habitualmente o últi¬
mo classificado de qualquer "bench-
mark".
Ajeito de conclusão, parece-nos que
os compatíveis PC/AT vão dominar o
mercado, enquanto o PS/2 deve perma¬
necer no grupo dos que querem liderar
a "onda”, a menos que a IBM baixe o seu
preço.
No reino dos clones ficarão as multi¬
nacionais com tradição e os recém-
chegados que dêm provas de estabili¬
dade, capacidade técnica, financeira e
de uma nova forma especial de marke¬
ting, grupo este em que incluímos a
AMSTRAD. Com o abaixamento dos
preços da tecnologia electrónica, o
mercado continuará a abrir e outros
fabricantes de clones terão ainda lugar,
normalmente a depenicar as migalhas.
Mas, que não nos restem dúvidas, os
clones PC vieram para ficar.
AMSTRAD MAGAZINE 27
ENTREVISTA
DESENVOLVER SOFTWARE
À MEDIDA DO UTILIZADOR
AM: Quando nasceu a BEREMIZ e
quais são as suas actividades?
Dr a Fernanda Santos: A BEREMIZ
iniciou a sua actividade em 1985. É
então sua aposta a microinformática
aplicada: para as empresas profissio¬
nais liberais e para todos. Assim, em
Setembro de 85 abre uma loja num dos
locais de maior comércio do Porto:
Cedofeita.
Pouco tempo depois mostra aos seus
promotores o sucesso do empreendi¬
mento. Através de um plano estratégico
de desenvolvimento, a Beremiz tem vin¬
do a investir de modo sistemático.
As suas actividades têm sido desen¬
volvidas com olhos postos nos stan-
dards “de facto" da informática: MS-
DOS: UNIX: Arquitecturas IBM Compa¬
tíveis.
Estruturou-se nomeadamente em
três vectores:
— Comercial
— Suporte
— Desenvolvimento
aos quais dá importância semelhante
para o sucesso do empreendimento.
AM: Qual a incidência da BEREMIZ
no mercado em que se integra?
F. S.: Podemos distinguir vários
segmentos de mercados aos quais nos
dirigimos:
— Pequenas e Médias Empresas
— Microinformática Pessoal
— Dist. Inf. Técnica
A nível dos dois primeiros segmentos
a nossa perspectiva é de liderança.
A nível do terceiro é de estarmos a
caminhar a passos firmes para estabe¬
lecer uma rede de qualidade.
AM: Que outras marcas, para além
da AMSTRAD, comercializam?
F. S.: Quanto a computadores: Oli¬
vetti e Philips.
Quanto a outro hardware: Epson, HP,
NEC, Summagraphics e HOUSTON.
Estamos porém a finalizar negocia¬
ções que nos permitirão incluir entre
aquelas, marcas de muito prestígio,
sobretudo a nível de Hardware para
concepção e desenho assistido por
Computador.
AM: Em que circunstâncias esco¬
lheu a BEREMIZ a representação da
marca AMSTRAD e qual é a importân¬
cia dessa escolha nas vendas da
BEREMIZ?
F. S.: Beremiz optou pela comercia¬
lização da marca Amstrad porque esta¬
va certo que este produto oferecia uma
relação preço/performance ideal para
abrir com confiança as portas a seg¬
mentos de mercados muito vastos, que
até aí não tinham tido acesso à microin¬
formática, já que o preço médio de um
equipamento PC compatível se situava
muito acima das suas possibilidades.
Deste modo, integrado na nossa
oferta de produtos começou logo a
provar a importância da nossa decisão,
atingindo em 87, 60% das unidades de
máquinas instaladas pela Beremiz.
AM: Que pensa dos novos produ¬
tos AMSTRAD, nomeadamente do
PPC?
F. S.: A Amstrad, dentro de uma
política extremamente bem acolhida
pelo mercado, lança novos produtos
com a mesma boa relação preço/perfor¬
mance.
Sobressai para nós o PPC, pelos
mercados a que nos dirigimos. É um
portátil de baixo custo com todos atrac-
tivos destas máquinas: leve, fácil de
manipular e acomodar e incorporando
disquetes de 3,5", de maior capacidade
e resistência relativamente às suas
concorrentes de 5,25".
Perfeitamente compatível, apresen¬
ta um atraente programa de comunica¬
ções que facilita todas as transferências
de software com os seus familiares PC
1512 e PC 1640.
É o meu portátil preferido, levo-o para
todo o lado.
AM: Do software comercializado
pela BEREMIZ há algum desenvol¬
vido por vós? Porquê?
F. S.: Beremiz, como já foi dito ante¬
riormente, dispõe de um departamento
de desenvolvimento de software desde
que foi constituída. Somos uma empre¬
sa que procura responder cabalmente
às necessidades dos nossos clientes, o
que obriga a uma disponibilidade de
desenvolvimento à medida.
Temos já desenvolvidos uma série de
produtos dirigidos a mercados verticali-
28 AMSTRAD MAGAZINE
zados, nomeadamente:
— Gestão de Sócios (associa¬
ções, sindicatos, clubes)
— Gestão de Ourivesarias
— Gestão de vasilhame
— Gestão de lojas de discos
— Custeio Industrial
— Contabilidade de custos
— Utilitários para programas de
gestão Infologia
Queremo-nos afirmar cada vez mais
como uma empresa que trata o cliente
de uma forma personalizada. Quere¬
mos os nossos clientes satisfeitos.
AM: De entre esses produtos, a AM
sabe que a BEREMIZ comercializa
um altamente prestigiado como é o
AUTOCAD. Sendo um produto em
franca expansão, quais são as ex¬
pectativas da BEREMIZ neste cam¬
po?
F. S.: A Beremiz conseguiu a distri¬
buição de AutoCAD desde Fevereiro
deste ano. É uma aposta importante
neste produto que é o standard do
mercado é o de conseguirmos uma
implantação que permita a curto prazo
situarmo-nos como líderes neste tipo de
produtos.
Estamos a trabalhar para que a
médio prazo se consiga uma rede de
agentes que nos permita cobrir o territó¬
rio nacional e dar resposta cabal às
muitas solicitações dos sectores a
quem se dirige o produto. No momento
actual é de responder às solicitações
dos mercados em geral.
Apostamos numa componente de
formação e apoio forte aos nossos cli¬
entes. Dispomos de cursos regulares
de introdução e avançados — para o
que contamos com os nossos técnicos
especializados e a nossa priveligiada
relação com o único ATC - Centro de
Treino Autorizado pela AutoDESK em
Portugal, no Porto.
Os nossos dealers contam com todo
o nosso apoio de forma a torná-los
aptos a prestarem formação e suporte
aos seus clientes.
As escolas a todos os níveis (secun¬
dário, superior e de formação profissio¬
nal) são por nós particularmente acari¬
nhadas. A AutoDESK tem versões
especiais para ensino. No momento
actual a nossa perspectiva é a de res¬
ponder às solicitações de distribuição e
dos utilizadores finais. Estamos confi¬
antes que só deste modo teremos su¬
cesso na abordagem a um mercado tão
exigente.
AM: Sendo um software genérico
tem contudo características especí¬
ficas normalmente ligadas a determi¬
nadas profissões. Quais são aquelas
que no vosso entender mais utilizam
neste momento este software e a-
quelas que a breve prazo mais virão
a beneficiar com este utilitário infor¬
mático?
F. S.: Efectivamente, é um produto
de concepção e desenho assistido por
computador dirigido a sectores que uti¬
lizam o desenho na sua actividade. Evi¬
dentemente, encontramos maior pene¬
tração nos sectores de:
— Indústria metalúrgica e meta-
lomecânica
— Engenharia Civil
— Engenharia Electrónica e
Electrotécnica
— Arquitectura
De momento, o AutoCAD tem maior
índice de utilização nos sectores da
Indústria Metalúrgica e Metalomecâni-
ca, Engenharia Electrónica e Electro¬
técnica, embora em todos os outros
citados se notará a curto prazo um
aumento crescente de utilização, que é
exigido pela necessidade de introdução
de novas tecnologias para que seja pos¬
sível a modernização e o aumento de
produtividade destes sectores.
AM: Quais são as etapas importan¬
tes da BEREMIZ actualmente? Con¬
cretamente como é que se tradu¬
zem?
F. S.: A perspectiva da Beremiz é de
alargar o seu âmbito de actuação. Cla¬
rificando as etapas que consideramos
importantes são as seguintes:
— Abertura de mais lojas.
A primeira das quais será ain¬
da no decorrer deste ano.
— Implementar uma filosofia de
distribuição de hardware de
microcomputadores pessoais
e periféricos, assim como de
software.
— Implementar uma rede de dis¬
tribuição em soluções de infor¬
mática técnica de Desenho
Assistido por Computador.
AM: No vosso entender qual a im¬
portância da CEE no ramo da Infor¬
mática? Quais as vantagens e des¬
vantagens da integração?
F. S.: Com a nossa integração na
CEE verificou-se uma abertura de mer¬
cado que produziu um maior fluxo de
novas tecnologias. Somos confronta¬
dos diariamente com crescentes desa¬
fios que nos obrigam a melhorar a
qualidade das nossas prestações, as¬
sim como o aumento das dimensões
mínimas.
beremiz
Cada vez mais estes factores se tor¬
nam vitais para a nossa permanência no
mercado.
A nível de utilizadores finais este
fenómeno só pode ser bem acolhido
porque se vê perante uma maior esco¬
lha e um melhoramento crescente dos
serviços.
É evidente que as pequenas empre¬
sas poderão sentir dificuldades em
sobreviver, sobretudo quando a inte¬
gração for completa, mas isto é inevitá¬
vel — não pode, para benefício de to¬
dos, viver-se com amadorismos.
Aumentaram-se as oportunidades a
nível da formação profissional, em geral
e particularmente nestas áreas, o que
poderá ser muito benéfico para a nossa
jovem mão-de-obra. Resumindo, esta¬
mos certos que foi um passo fundamen¬
tal para o desenvolvimento do sector e
de Portugal.
AM: Qual a V/ previsão àcerca da
evolução do sector para os próximos
tempos?
F. S.: Bem, as nossas perspectivas
de evolução para os próximos tempos
são francamente positivas.
O mercado está em franca expansão
e, como tal, muitas empresas afluíram
ao sector e muitas sairão. É, portanto,
fundamental que o nosso crescimento
seja sustentado para que possamos
crescer.
AM: Quais os níveis concorrenci¬
ais do mercado?
F. S.: Trata-se efectivamente de um
mercado com níveis e concorrência
muito feroz, mas pouco profissionaliza¬
da, pelo que empresas que apostam
numa oferta completa, integrando ser¬
viços de suporte em função do utilizador
e pós-venda, serão as que estão prepa¬
radas para sobreviver — apostando
sempre e tendo serviços de qualidade.
A formação interna a nível do seu pes¬
soal é de importância primordial para
que o sector se torne mais profissiona¬
lizado.
É um sector extremamente provoca¬
dor, isto no sentido positivo — com uma
elevada taxa de aparecimento de novos
produtos, não só a nível de hardware
como de software, daí exigindo uma
constante formação para se poder dar
ao cliente que não procura unicamente
comprar caixas, mas necessita de su¬
porte com um suficiente grau de satisfa¬
ção.
AMSTRAD MAGAZINE 29
HARDWARE
MAIS MEMÓRIA
PARA 0 PC 1512
Uma chave de fendas e os chips de
memória são o único material necessário
para a ampliação
E sabido que algumas aplicações
profissionais requerem enormes
quantidades de memória para
poderem ser executadas.O Symphony.
por exemplo, necessita de um mínimo
de 512 Kb, enquanto que o GEM ocupa
tanto espaço que quase não deixa lugar
para um disco RAM. E se a isto juntar¬
mos o facto de os programas residentes
serem cada vez mais frequentes, com¬
preenderemos que 512 Kb podem che¬
gar a ser pouco.
Ampliar a memória do PC 1512 até 640
512 Kb é uma quantidade de memória
impressionante, especialmente em comparação
com os 64 ou 128 Kb habituais nos
computadores domésticos. Os leitores que
tenham conhecido os quase amnésicos VIC 20
(3.5 Kb de RAM) e ZX 81 (1 Kb) talvez se
surpreendam ao descobrir o objectivo deste
artigo: adicionar mais 128 Kb à memória de
elefante que Alan Sugar incorporou no PC 1512.
Kb não contém demasiadas dificulda¬
des. já que a placa principal integra os
encaixes necessários para a expansão.
Não é necessário soldar nada nem se
requerem ferramentas especiais: ape¬
nas paciência, um pouco de habilidade
e não tentar nunca fazer as coisas à
força. De qualquer forma, se não nos
fiamos na nossa capacidade, mais vale
encarregar da expansão os serviços de
assistência técnica do nosso reven¬
dedor.
Materiais
Para além de uma chave de parafu¬
sos tipo Philips de dimensões adequa¬
das, apenas necessitamos de dezoito
circuitos integrados 4164-15. donde o
15 significa que o tempo de acesso é de
150 nanosegundos. Em caso algum
devem ser usados chips mais lentos
que estes, podendo no entanto ser
usados mais rápidos como os 4164-12.
Os componentes podem ser adquiridos
em estabelecimentos da especialidade.
Uma vez retirada a cobertura as unidades de disco ficarão
automaticamente visiveis
O passo seguinte é a extração das unidades de disco e do
disco rígido
30 AMSTRAD MAGAZINE
Placa principal do PCI512 depois de se retirar a blindagem. Na
esquina inferior esquerda distinguem-se os suportes para a
extensão de memória
Os chips de memória instalados nos respectivos suportes.
Também pode observar-se a ponte LK4 na sua nova posição
Os chips de memória vendem-se
com os pinos já dobrados, mas. na
generalidade, demasiado abertos. Para
ajustá-los é suficiente empurrá-los
suavemente contra uma superfície pla¬
na. por exemplo uma mesa.
Mãos à obra
Começamos desligando o PC 1512 da
rede electrica e retirando todos os dis¬
positivos (teclado, rato. monitor, im¬
pressora) normalmente ligados a ele.
Colocamos a unidade central sobre
uma mesa de bom tamanho e suficien¬
temente iluminada e levantamos as
duas pequenas tampas de plástico que
ocultam os parafusos da parte frontal do
computador. De seguida, retiramos
esses parafusos e as duas tampas que
cobrem as ranhuras de expansão. En¬
contraremos então outros cinco parafu¬
sos. um em cada esquina e três destina¬
dos a segurar as placas que compõem
o PC 1512. Devemos tirá-los tendo o
cuidado de não os confundir.
Depois, retiraremos as placas instala¬
das no computador (no nosso caso o
controlador do disco duro) e. pondo de
parte a estrutura metálica segura pelos
três parafusos já retirados, levantamos
a tampa superior. Esta manobra deve
realizar-se com cuidado porque a placa
principal está unida à tampa pelo cabo
das pilhas que teremos que desconec-
tar.
Se o nosso PC só tem uma unidade de
disquete, já podemos ver os encaixes
destinados a receber os chips de
memória. Também observaremos que
a placa principal se encontra quase
totalmente rodeada por uma blindagem
metálica. Se. no entanto, possuimos
outra unidade de disquete ou um disco
rígido, os encaixes permanecerão ocul¬
tos por debaixo.
Para poder trabalhar comodamente
teremos que retirar as unidades de dis¬
co. o que se consegue tirando os seis
parafusos que as seguram (um par de
cada lado e outro ao centro, separado
por ambos os discos. Cada uma das
unidades leva na sua parte posterior
dois cabos, que devemos desconectar
e anotar a sua posição. O mais estreito,
com quatro fios. é de alimentação en¬
quanto o outro é de controle.
A expansão poderia realizar-se já sem
mais complicações, inserindo os chips
nos seus encaixes e colocando o jum-
per LK4 na posição de 640 Kb (para
aceder a ele é preciso dobrar para cima
a esquina da blindagem que o oculta).
Este procedimento, que se emprega
com frequência, dificulta no entanto a
colocação dos chips. pelo que preferi¬
mos continuar desmontando o PC 1512
e libertar totalmente a placa principal.
Assim, retiramos o botão de controlo do
altifalante (situado na parte externa da
carcaça, junto ao conector do teclado) e
os cabos que vão da placa à carcaça,
isto é. o do indicador de funcionamento
e o do altifalante, que se encontram à
esquerda da placa, e o do ventilador do
disco rígido, que está na zona posterior,
anotando como de costume a sua colo¬
cação. Depois retiramos os nove para¬
fusos que unem a placa principal à
carcaça e extraímo-la. libertando-a da
parte superior da blindagem (a inferior
permanece na carcaça).
Com a placa principal do computador
sobre a mesa, colocaremos os compo¬
nentes de memória nos seus encaixes,
tendo atenção para que o pequeno sinal
semicircular que têm num dos seus
extremos fique apontado para os co¬
nectores do rato e do teclado, ou seja.
na mesma direcção que os circuitos
4256-15 contíguos. Depois, ajustare¬
mos o jumper LK4, situado à direita dos
encaixes, para a posição marcada na
placa com a indicação 640 Kb. O jumper
consiste em três pequenos pinos verti¬
cais, dos quais o da esquerda e do
centro estão unidos por um pequeno
cabo coberto de plástico. Para mudá-lo
da posição 512 para a 640 extraímo-lo
para cima e colocamo-lo dê forma a que
una os pinos do centro e da direita,
fixando-os nas marcas existentes na
placa.
Com isto teremos finalizado a expan¬
são. Só resta tornar a montar paciente¬
mente o PC e comprovar, conectando
novamente os seus periféricos e carre¬
gando no botão de ligar, que se conver¬
teu num 1640. Se tudo correu bem. ao
cabo de uns segundos veremos apare¬
cer no ecrã a mensagem AMSTRAD PC
640k.
Como tivemos que desligar as pilhas
que alimentam a RAM não volátil, o
computador pedir-nos-à que restabele¬
çamos a hora e o dia. com os comandos
DATE e TIME. e as opções do utilizador
com o programa NVR.
Os 128 Kb de memória adicionais po¬
dem ser extremamente úteis numa
grande variedade de situações. Por
exemplo, para criar no GEM um disco
RAM de 162 Kb, em vez dos 32 Kb
habituais, ou para usar a ferramenta
Clipboard, um dos acessórios do Gem
Desktop, gravando todo o ecrã num
ficheiro de disco, algo que com 512 Kb
resulta impossível por falta de memória.
AMSTRAD MAGAZINE 31
POSTAL 6
Simples de compreender depois de uma breve análise
do titulo da secção, este espaço dedica-se, tal como
aconteceu no número anterior, à explicação de um novo
serviço AMSTRAD MAGAZINE. Desta vez vamos falar
da assinatura de algumas revistas inglesas.
Como os leitores mais conhecedores da imprensa
especializada britânica já sabem há bastante tempo, as
revistas dedicadas ao hardware Amstrad, editadas
nesse território, são da exclusiva responsabilidade de
um único editor. É assim, que tanto a Amstrad
Professional Computing, como a Amstrad Computer
User e a Amstrad PCW Magazine são colocadas à
venda pela mesma distribuidora, são geridas em termos
administrativos pelas mesmas pessoas e dispõem de
um sistema idêntico de condições de assinatura. Face a
tudo isto é fácil fazer a assinatura de qualquer uma das
três revistas num unico postal, através de um único
pagamento.
Amstrad Professional Computing
Esta revista, sendo uma “publicação-símbolo” das
edições Avralite, é uma das publicações especializadas
britânicas que nenhum utilizador de Computadores
Pessoais Amstrad pode dispensar. Ela orgulha-se de
possuir, não só uma excelente apresentação gráfica,
como também alguns dos melhores jornalistas técnicos
da actualidade. A APC inclui todas as secções habituais
neste tipo de revistas tais como comunicações,
educação e todos os aspectos do hardware e software
que os leitores esperam encontrar numa revista deste
nível.
Para além das secções habituais a APC publica ainda
regularmente análises detalhadas dos novos produtos
lançados no mercado.
A editora
Criada em finais de 1985 para satisfazer os utilizadores de
computadores Amstrad, a Avralite, manteve-se desde
sempre uma editora autónoma, correspondendo desta
forma aos ideais que presidiram ao seu processo de
formação.
Amstrad Computer User
Actualmente, a Amstrad Computer User encontra-se dedicada aos
possuidores da sempre popular linha de CPCs. Embora a maior parte
da revista assente nos jogos e nas aplicações destinadas à ocupação
dos tempos de lazer, as aplicações sérias não são esquecidas, nem
as necessidades do programador deste tipo de máquinas, publicando-
-se regularmente abordagens de temas tão diversos como, por
exemplo, a análise de “packages” vocacionadas para o mundo dos
negócios, ou a explicação dos mistérios do Assembler.
Amstrad PCW Magazine
Sendo a mais recente das três revistas em evidência, a
Amstrad PCW Magazine satisfaz as necessidades de um
mercado crescente de utilizadores de máquinas da linha PCW.
Ela concentra-se nos usos práticos para este tipo de máquinas,
com artigos que permitem aos entusiastas do hardware
construírem eles próprios alguns interfaces, e algumas análises
de processadores de texto, folhas de cálculo, e “packages” de
CAD/CAM.
Quase desde o início do seu lançamento que esta publicação
lidera o mercado em termos de revistas para o utilizador do
PCW.
A assinatura
Para assinar qualquer uma das revistas referidas (ou qualquer conjunto de revistas de todos os possíveis entre elas) o leitor da AM
deve preencher com cuidado o POSTAL 6 presente nas folhas de cartolina que seguem este artigo, e enviá-lo, dentro de um
envelope, para a morada que se encontra no verso do mesmo, acompanhado pelo respectivo cheque para pagamento (em libras
esterlinas). Depois, é só esperar alguns dias e lá estará com um carácter regular a sua encomenda na caixa do correio. Tudo muito
mais simples do que correr todos os dias até a livraria mais próxima para saber se já chegou o último número da revista X que muitas
vezes não conseguimos adquirir porque entretanto já tinham sido vendidos todos os exemplares
32 AMSTRAD MAGAZINE
AGENDA
DATA
CIDADE
(PAÍS)
CERTAME
1/8 a 5/8
Atlanta (USA)
SIGGRAPH 88
12/9 a 16/9
Nice (França)
EUROGRAPHICS 88
14/9 a 19/9
Milão (Itália)
SMAU e INTERNATIONAL OFFICE EXHIBITION
14/9 a 18/9
Londres (Inglaterra)
PERSONAL COMPUTER SHOW
19/9 a 24/9
Paris (França)
SICOB MICRO
13/10 a 16/10
Porto (Portugal)
ESCRITÓRIO
20/10 a 25/10
Colónia (RFA)
ORGATECHNICK
25/10 A 28/10
Munique (RFA)
SYSTEC
27/10 a 30/10
Porto (Portugal)
INFORPOR
14/11 a 18/11
Las vegas (USA)
COMDEX FALL
22/11 a 25/11
Lisboa (Portugal)
ENIC
SOFTWARE—HOUSE
FINALMENTE,
REVENDEDOR AUTORIZADO
A REALIZAÇÃO DO SEU SONHO! — COMPRE O SEU AMSTRAD E PAGUE ATÉ
36 MESES
SEM ENTRADA INICIAL
ENTREGA NO ACTO DA COMPRA
CONSULTE-NOS
HELGRR inFORmnTICR R. Vitor Cordon, 45-b, sala 8
tel. 36 67 74
AMSTRAD MAGAZINE 33
PROFISSIONAL
SEGURANÇA
INFORMÁTICA
Sabia que o monitor do seu computador pode estar a trai-lo? Pois é, enquanto vocè verifica contas
bancárias, ficheiros da justiça ou qualquer outra informação "quente", outra pessoa colocada à
distancia pode estar a ver exactamente o mesmo. E se essa pessoa for um pirata informático?
0 acesso não autorizado aos com¬
putadores de outras pessoas
pode revestir-se de muitas for¬
mas, e não é apenas restrito à utilização
de modems. Algumas vezes, apenas
com a ajuda de equipamento electróni¬
co barato, é possível ler à distância os
ficheiros doutro computador, sem que
essa pessoa se aperceba de que os
seus ficheiros estão a ser assaltados'.
Em vez de se usar um modem, alguns
piratas utilizam uma técnica chamada
de “escuta electrónica” - que pode
abranger dum simples PC doméstico
até um grande sistema informático
duma grande empresa. Uma das for¬
mas da escuta electrónica que é fre¬
quentemente negligenciada, quer por
técnicos conscientes do perigo quer por
simples utilizadores pessoais, é a de¬
tecção de radiação electrónica emitida
por um qualquer monitor.
O fenómeno Van Eck
O problema da radiação electrónica
emitida por monitores de computador já
é conhecida hà longo tempo por muitos
governos. Contudo, é surpreendente
verificar que a opinião pública só foi
alertada para este problema em 1985
quando, na conferência Securicom que
teve lugar em Cannes, o Dr. Van Eck.
dos Correios alemães, demonstrou
publicamente como as emissões elec¬
trónicas de terminais de computador
podem ser monitoradas à distância
através da utilização de equipamento
relativamente barato.
Este sistema funciona pela simples
recepção dos sinais, que ocorrem na
banda que vai de 30 a 600 Mhz (é o caso
dos sinais de televisão), e que são
amplificados até poderem ser vistos em
qualquer TV doméstico ou num monitor
de computador. Utilizando equipamen¬
to que custa apenas algumas centenas
de contos, pode ser construída uma
réplica dum ecrã a dezenas de metros
de distância.
Incrivelmente, o circuito de Van Eck
para o equipamento de escuta electró¬
nica foi amplamente divulgado entre
peritos de informática que assistiam à
conferência, e foi mesmo publicado
numa revista de comunicações ameri¬
cana. Como resultado de toda esta
publicidade a demonstração de Van Eck
foi reconstruida em 1985 no programa
de televisão da BBC. Tomorrows
World.
E, claro está, a demonstração televi¬
siva do equipamento de Van Eck cau¬
sou perturbação no normalmente calmo
ambiente da segurança informática. A
imagem de um bem equipado pirata
instalado numa carrinha estacionada na
rua em frente, visionando ecrãs cheios
de informação confidencial, não agra¬
dou muito aos gestores de informática.
Por outro lado, a resposta dos milita¬
res a este problema residiu na introdu¬
ção de especificações nos respectivos
terminais, para prevenir a escuta elec¬
trónica. Os militares utilizam normaliza¬
ções. como é o caso da Nacsim 5100A
Compromising Emanatións Test (da
NATO).
Os problemas
e as soluções
Mas. no que se refere ao ramo das
empresas bem como ao dos utilizado¬
res particulares, o problema ficou por
resolver. O standard Tempest para a
supressão de emissões de rádio fre¬
quência (rf) trabalha bem para os milita¬
res mas o seu custo para aplicações
comerciais é proibitivo.
Contudo, existem alternativas. Um
destes sistemas de segurança foi pro¬
duzido por uma firma Irlandesa de infor¬
mática, chamada Securi-Tec. Com um
preço abaixo de 500 libras (cerca de 140
contos), o sistema protege o teclado, o
monitor e os suportes magnéticos/uni¬
dade central de processamento, supri¬
mindo emissões de rádio frequência até
ao nível de 70 dB s. Em termos mais
práticos, este sistema reduz a área de
34 AMSTRAD MAGAZINE
alcance das emissões de rf a um círculo
de decímetros. em vez de dezenas de
metros.
O sistema da Securi-Tec utiliza tec¬
nologia convencional (tais como "gai¬
olas de Faraday" protegidas por redes
metálicas, e ecrãs silvered mesh numa
apresentação pronta-a-usar que pode
ser adaptada a terminais não-normali-
zados.
Mas é claro, existem outras soluções
para combater a escuta electrónica. Tal
como o controle de emissão, estas
medidas incluem: emissores de ruído
branco, scanning aleatório de linhas
VDU (Video Display Unit). oscilação de
frequência e tecnologia de ecrã plano
(de cristal liquido e de plasma).
Emissão de ruído branco
É, talvez, o mais simples de todos.
Envolvendo a geração de interferência
eléctrica aleatória, o sistema empastela
o sinal do terminal de computador com
eficácia, dando (espera-se) ruído está¬
tico no ecrã do pirata que está à escuta.
Contudo, como acontece com outras
formas de empastelamento de sinal, a
emissão de ruído branco necessita de
grandes potências de sinal em áreas
localizadas, trazendo problemas para
os TV's e rádios domésticos, bem como
interferências electrónicas -sem falar
do facto de “as pessoas literalmente
explodirem na vizinhança do emissor!",
como dizia um técnico de segurança
informática.
Scanning aleatório
de linhas VDU
Trata-se da alternativa seguinte.
Todos os ecrãs de televisão, incluindo
os monitores de computador, consis¬
tem num "raster scan" de linhas, criado
à medida que o feixe electrónico passa
pelo ecrã. Como em todos os sinais
eléctricos, o progresso do sinal pelo
ecrã é lógico, numa formação suave da
esquerda para a direita e para a próxima
linha.
Ao baralhar-se a formação destas
linhas antes da transmissão pelo cabo
que liga o computador ao ecrã -voltando
a montá-lo correctamente no monitor¬
as emissões de rf largadas pelo cabo
chegam ao terminal do pirata duma
maneira totalmente confusa e indecifrá¬
vel.
Entretanto como dissemos atrás, no
terminal do utilizador o sinal chega do
computador, sendo descodificado para
o seu formato correcto.
Oscilação de frequência
A oscilação de frequência, utilizada
nos últimos sistemas de rádio da policia,
consiste numa variação -várias vezes
por segundo- do sinal transmitido sobre
uma pré-determinada escala de fre¬
quências. A menos que o pirata tenha
um rádio multifrequência. mais a cor¬
recta sequência de frequências por
onde o sinal vai mudando, a imagem
que conseguir captar é. da mesma
maneira que há pouco, uma confusão
completa.
Mas estas soluções envolvem algo
que o utilizador particular não pode
justificar -um alto custo. Vamos então
ver uma nova solução de baixo custo
para este problema: os ecrãs alternati¬
vos.
Os ecrãs planos
A última geração de ecrãs planos
pode bem ser a última "safa" para os
particulares conscientes da segurança
electrónica. A escuta electrónica das
emissões de rf radica na própria potên¬
cia do sinal que é necessária para
mandar uma imagem à distância, de
maneira a ser captada.
Os portáteis e os PCs mais caros
usam uma ou duas alternativas tecnoló¬
gicas para a visão dos dados vindos do
computador. O primeiro, visto há já
alguns anos nos primeiros portáteis,
radica na utilização da tecnologia de
ecrãs de cristais líquidos. A segunda
utiliza a tecnologia dos ecrãs de plasma.
Ecrãs de cristais líquidos
Estes ecrãs, utilizados em relógios e
calculadoras digitais, necessitam de
voltagens muito pequenas para gerar
uma imagem. Uma vez gerada, a
imagem é retida pelos cristais até a
energia ser desligada ou o ecrã ser
actualizado. normalmente pela inser¬
ção de mais caracteres.
Repare-se que os monitores conven¬
cionais necessitam de ser actualizados
em intervalos regulares -para cima de
50 vezes por segundo- o que dá origem
a uma emissão importante de ruido
eléctrico, bastante bem vinda pelos
piratas.
Os ecrãs LCD só efectuam a actuali-
zação do ecrã uma vez. e mesmo assim
com níveis de energia muito baixos.
Sendo assim, torna-se impossível a
escuta electrónica deste tipo de ecrãs
através de técnicas de análise de rf.
Ecrãs de plasma
Tal como os LCD. os ecrãs de plasma
requerem menos actualizações que os
monitores convencionais de raios cató¬
dicos. Aqui aplicam-se os mesmos prin¬
cípios que para os LCD, mas com a
agravante de que os ecrãs de plasma
geram maiores níveis de energia
(embora muito menos que os de raios
catódicos).
Agora e no futuro
A tecnologia do ecrã plano pode ser a
resposta para as necessidades de
segurança do futuro (alguns analistas
da indústria estimam que os ecrãs pla¬
nos suplantarão a tecnologia tradici¬
onal. lá pelo fim da década), mas o que
irá acontecer entretanto com os proble¬
mas de escuta electrónica?
Muitos peritos de segurança informá¬
tica são suficientemente honestos para
admitirem que, em vez de recorrerem
aos métodos extremos de que falámos,
os utilizadores podem contornar o pro¬
blema através da supressão da rf na sua
própria fonte. Muitas vezes o mudar os
terminais mais “sensíveis" para outros
locais melhor protegidos é o suficiente
para diminuir consideravelmente o risco
de escuta electrónica.
Por exemplo, uma grande compa¬
nhia de electrónica gastou mais de 1000
contos num relatório de segurança in¬
formática. o qual propunha gastar mais
de 40 000 contos adicionais em equipa¬
mentos de segurança informática -ape¬
nas para descobrir que uma mudança
dos computadores mais importantes
para outro local do edificio tornaria a
escuta electrónica impossível. O custo
da mudança? Zero.
Finalmente, a escuta electrónica
pode ser resolvida por uma das manei¬
ras aqui enunciadas, embora a próxima
geração de piratas informáticos possa
actualizar-se para outros métodos mais
sofisticados. Algumas companhias
americanas especializadas em segu¬
rança informática informaram que os
últimos piratas estão a utilizar recepto¬
res de alta sensibilidade que conse¬
guem receber emissões provenientes
do teclado a várias dezenas de metros
de distância.
Mas mantém-se uma questão quen¬
te: Enquanto que muitas das técnicas
de segurança, mesmo que melhoradas,
seriam capazes de resolver este último
problema, quem sabe que truques têm
ainda na manga os piratas electróni¬
cos? Ou seja, será que existirá sempre
uma solução tecnológica para o proble¬
ma da escuta electrónica ?
a
AMSTRAD MAGAZINE 35
PROFISSIONAL
Neste artigo vamos ensinar como instalar um
sistema e mantê-lo em bom estado de funciona¬
mento
U M dos aspectos importantes da
utilização dum sistema operativo
é a sua instalação de maneira a
adaptar-se à aplicação com que se tra¬
balha. Geralmente a este facto dá-se
também o nome de configuração. Tor¬
na-se também necessário executar
tarefas de rotina para assegurar o bom
funcionamento do sistema - é a manu¬
tenção do sistema.
No caso dos grandes sistemas com¬
putorizados, tanto a configuração como
a manutenção são responsabilidade de
técnicos profissionais operadores de
sistema. Mesmo no caso dos PC’s cada
máquina necessita de pelo menos um
utilizador que seja capaz de se ‘desen¬
rascar’ dos problemas que surjam com
o sistema operativo. Assim, se sempre
desejou ser um operador de sistemas,
continue com a leitura.
A Configuração
Quando o DOS é inicializado - lido do
suporte magnético quando o computa¬
dor é ligado ou no caso dum ‘reset’-
passa por toda uma sequência normal
de operações que o inicializam e o
preparam para utilização.
A mais importante destas operações,
do ponto de vista do operador, é a
pesquisa da directoria raiz no ficheiro
com o nome de Config.sys. Se encontra
este ficheiro lê-o e obedece aos coman¬
dos de configuração que possa conter.
Se o Config.sys não está presente en¬
tão o DOS assume uma série de parâ¬
metros “defaults”(por defeito).
Repare-se que Config.sys não é um
ficheiro “batch” e não pode conter qual¬
quer comando do DOS - apenas alguns
comandos especiais directamente rela¬
cionados com a maneira como o DOS
trabalha. Repare-se também que o
Config.sys é lido antes de qualquer fi¬
cheiro Autoexec.bat que tenha sido
criado, além de ser independente dele.
Vamos então examinar os comandos
de configuração que podem ser usados.
BUFFERS=x: O número de buffers
utilizados pelo DOS altera a eficiência
do acesso ao suporte magnético. Um
buffer é uma área de memória reser¬
vada para uso do DOS como área de
armazenamento temporária de dados
36 AMSTRAD MAGAZINE
em caminho para ou vindos do suporte
magnético.
Se se preenchem (allocate) muitos
buffers poder-se-á algumas vezes evi¬
tar a leitura de dados do suporte magné¬
tico já que estes ainda estão presentes
na memória. Por outro lado se é re¬
duzido o número dos buffers pode re¬
clamar-se alguma memória para outras
finalidades.
O número mínimo de buffers que
deveriam normalmente ser preenchi¬
dos é de três, e dez é normal. Alguns
utilizadores do DOS dizem que a per¬
formance começa a descer se são pre¬
enchidos mais de 30 buffers.
FILES=x: Este comando estabelece
o limite do número de ficheiros que
podem ser utilizados simultâneamente.
No caso do comando BUFFERS pode
ganhar-se memória ao ser reduzido o
número máximo de ficheiros abertos -
de qualquer maneira devem ser deixa¬
dos pelo menos três.
Mesmo que se reduza o número de
ficheiros pode chegar-se à conclusão
de que algumas aplicações conseguem
abrir mais que o limite por nós imposto,
isto porque estas aplicações preen¬
chem o seu próprio espaço de memória.
DEVICE=filename: Este comando
pode ser utilizado para aumentar mais
dispositivos l/O (input/output) ao sis¬
tema. Para se adicionar um dispositivo
só é necessário um ficheiro, normal¬
mente fornecido conjuntamente com a
máquina, chamado “device driver “.
Por exemplo, se você compra um
lápis óptico, este pode muito bem ser
fornecido com um driver chamado
Litepen.sys e, para o poder utilizar terá
que incluir DEVICE=LITEPEN.SYS no
ficheiro Config.sys. O mesmo acontece
com impressoras, certo tipo de moni¬
tores, etc.
BREAK=ON ou OFF: Se for estabe¬
lecido BREAK=ON, o DOS verifica o
Control+C em cada oportunidade, facto
que aumenta a capacidade para parar
programas em “meia-execução”.
SHELL=filename: Este comando
não deve ser preciso com muita fre¬
quência. Altera o ficheiro que é carre¬
gado como o meio de comunicação do
DOS com o utilizador - falamos do
Command.com. Se, por exemplo, você
possuir um computador com uma só
disquete já estará concerteza familiari¬
zado com este ficheiro, uma vez que
aparece ocasionalmente na mensagem
“Insert disk containing Command.com".
O sistema operativo de raiz fornece
apenas o seu suporte magnético e ou-
P
tras facilidades aos programas que
correm nele. Para expandir estas facili¬
dades é necessário um comando adi¬
cional chamado shell (concha), para ler
alguns comandos, tais como DIR, DEL
e por aí fora, e ainda para obrigar o
sistema operativo a actuar consequen¬
temente.
O shell standard é o Command.com,
mas em principio não existe razão para
que shells alternativos não possam ser
usados no seu lugar. Por exemplo, pode
comprar um shell que faz com que o
DOS se pareça com o Unix (outro sis¬
tema operativo muito popular).
COUNTRY=x: O comando COUN-
TRY estabelece a maneira como o Dos
mostra a data e a hora, de maneira a
corresponder com a realidade do sitio
onde se trabalha. As aplicações tam¬
bém podem verificar para que país o
DOS foi configurado, alterando então,
da mesma maneira, a sua própria con¬
figuração.
O valor de x é simplesmente o dos
dois últimos números do código telefó¬
nico internacional para o país em
questão. COUNTRY=44, por exemplo,
configura o DOS para a Grã-Bretanha,
de código telefónico 0044.
MANUTENÇÃO
DO SISTEMA
A manutenção do computador signi¬
fica, na realidade, manutenção dos
suportes magnéticos, já que a procura
de ficheiros em suporte magnético é a
única operação crítica para manter o
bom funcionamento do computador. A
manutenção dos suportes magnéticos
estende-se à formatação, verificação
de estragos, e às cópias de segurança.
Formatação: Antes de se poder uti¬
lizar uma disquete para gravar dados o
DOS tem que estabelecer um padrão de
informações que lhe irão permitir desco¬
brir um determinado ponto no suporte
magnético, processo conhecido por
formatação.
Existem dois standards de formata¬
ção em uso para o PC 1512 - CP/M e
MS-DOS. O DOS Plus suporta os dois
mas o MS-DOS está restringido às suas
próprias formatações. Existem vanta¬
gens para os dois tipos de formatação,
mas a maior parte do mundo da infor¬
mática está virado para o MS-DOS, e,
como tal, o conselho é de que o leitor se
guie por este.
Se utilizar o DOS Plus pode formatar
um suporte magnético através do
comando DISK seleccionando de se¬
guida as opções correctas presentes no
menú. Se utilizar MS-DOS o comando
FORMAT pedir-lhe-á que coloque a
disquete e que proceda à formatação á
la MS-DOS.
Existem dois tipos de suporte magné¬
tico que um comando de formatação
pode criar - bootable e não-bootable.
Um suporte magnético bootable con¬
tém a cópia do sistema operativo e,
como tal, pode ser utilizado para o pôr a
trabalhar. Não é este o caso dum supor¬
te magnético não-bootable porque não
contém o sistema operativo. Pode for¬
matar uma disquete com uma cópia do
sistema operativo, através da utilização
do comando FORMAT IS, o qual funcio¬
na quer com o MS-DOS quer com o
DOS Plus.
A formatação dos suportes magnéti¬
cos é uma operação necessária mas
perigosa. Irá apagar toda a informação
que o suporte magnético contém, e
duma maneira que geralmente torna a
sua recuperação muito difícil, para não
dizer impossível. Os maiores perigos
residem em se escolher o suporte
magnético errado e a drive errada.
Contudo, estes perigos podem ser re¬
duzidos ao mínimo se os. utilizadores
seguirem alguns conselhos simples.
Em primeiro lugar, é melhor formatar
duma única vez todas as disquetes
novas. Isto minimiza o tempo necessá¬
rio para digitar o famigerado comando
FORMAT, já que, ao ser completada
uma formatação, o programa pergunta
“Format another Y/N?”. Por outro lado
você fica logo com uma série de disque¬
tes prontinhas a serem utilizadas em
caso de emergência.
Em segundo lugar, ponha etiquetas
de protecção em todas as disquetes
assim que as começar a utilizar, ficando
assim com a certeza de que não as irá
formatar acidentalmente.
Em terceiro lugar, leia as mensagens
que lhe aparecem no ecrã para ficar
seguro de que está prestes a formatar
na drive correcta. Uma salvaguarda que
se pode utilizar é dar um novo nome ao
utilitário Format.com do comando For¬
mat, criando de seguida um ficheiro
batch chamado Format.bat que contém
as linhas:
ECHO Vai iniciar-se a -formatacao da diskette na drive A:.
ECHO Verifique se possui o disco correcto na drive.
PAUSE
FORM A:
C
AMSTRAD MAGAZINE 37
PROFISSIONAL
De seguida, quando digitar Format, o
ficheiro batch será activado e então só
será possível formatar a drive A (e,
mesmo assim, só depois das men¬
sagens de alerta).
VERIFICAÇÃO DE DISKETTES
Cada utilizador vive (ou deveria viver)
no perigo e medo eminente de estragos
nos suportes magnéticos. O utilitário
CHKDSK fornece alguma certeza de
que tudo está a correr bem. O comando
CHKDSK, mais uma letra indicadora de
drive e dois pontos (por exemplo.
CHKDSK A:), se este programa não
estiver na drive nesse momento, lê a
directoria e tenta verificar se a informa¬
ção que contém é consistente.
Portanto, não só verifica se há estra¬
gos na directoria como também se eles
existem devido a uma má operação de
todo o sistema.
As causas mais frequentes da cor¬
rupção de dados são a mudança de
suportes magnéticos durante a utiliza¬
ção de um ficheiro e a interrupção de
corrente enquanto se está a criar um
ficheiro. Embora as falhas de corrente
sejam relativamente raras, é surpreen¬
dente a quantidade de utilizadores que
não se apercebem do perigo que é a
mudança dum suporte magnético en¬
quanto se está a trabalhar num ficheiro.
O utilitário chkdsk irá à procura de
muitos tipos de problemas e tentará
mesmo corrigir alguns - embora aqui,
como diz o povo, "as emendas possam
ser piores que o soneto”. Portanto tome
cuidado e trabalhe sempre com uma
cópia quando estiver a corrigir erros.
Mesmo se o chkdsk disser que não há
erros, é sempre possível que um fichei¬
ro não consiga ser lido porque Chkdsk
vai à procura de erros nas directorias de
entrada de cada ficheiro. Sem outras
facilidades adicionais, os utilizadores
MS-DOS nâo têm maneira de ler todos
os sectores dum suporte magnético
como intuito duma verificação. Já os do
DOS Plus podem escolher a opção
Verify do utilitário o DISK. Se um co¬
mando CHKDSK disser que não encon¬
tra erros e se a disquete o confirmar
correctamente, ficamos então com a
certeza de que o suporte magnético
está OK.
CÓPIA DE SEGURANÇA: A única
maneira segura de preservar os nossos
dados é a realização de frequentes
cópias de segurança.
Se uma disquete está a ser utilizada,
a melhor maneira de fazer uma cópia de
segurança é através do utilitário
DISKCOPY. Este irá fazer uma cópia
exacta do suporte magnético original,
sector por sector.
Num computador com duas unidades
de disquetes utilize o comando
DISKCOPY A: B:. Num computador
com uma só unidade de disquete basta
utilizar apenas DISKCOPY, sendo en¬
tão solicitado para meter o suporte
magnético fonte e o suporte magnético
destinatário de uma maneira apropria¬
da.
O único problema do Diskcopy é que
uma pessoa pode meter o suporte
magnético quer na altura incorrecta
quer na drive errada. Existem duas
salvaguardas.
Primeiro, proteja a disquete fonte
com aquele adesivo que normalmente
acompanha as embalagens das disque¬
tes. Segundo, mantenha duas cópias
de segurança, de maneira que só regra¬
va a cópia mais velha de cada vez.
Uma alternativa à cópia do disco intei¬
ro é a cópia dos ficheiros que foram
criados ou dos que foram modificados
durante a sessão de trabalho. Tanto o
MS-DOS como o DOS Plus têm co¬
mandos que copiam automáticamente
os ficheiros recém-criados e os que
foram modificados. Este processo é
chamado de “cópia de segurança selec-
tiva". e é conseguido com uma flag' de
arquivo associada a cada ficheiro.
E estabelecida uma 'flag' de arquivo
quando é criado um novo ficheiro ou
outro é modificado, sendo apagada
depois deste ter sido copiado ou arqui¬
vado. No DOS Plus o utilitário PIP pode
ser usado para copiar apenas ficheiros
com a tal ‘flag' de arquivo activada. No
MS-DOS os programas BACKUP e
RESTORE fazem a mesma coisa.
Geralmente, contudo, estes coman¬
dos são desnecessários quando só se
possui disquetes; e são inadequados se
se possui um disco rígido de grande
capacidade. Isto porque é mais fácil o
controle se utilizarmos para as cópias
de segurança das disquetes o comando
DISKCOPY; no caso de discos rígidos a
melhor solução é a compra de um pro¬
grama de arquivo especial como o
FASTBACK ou CLIP.
Qualquer que seja o usado, é essen¬
cial tornar-se numa rotina fazer cópias
de segurança, o que inclui ainda a colo¬
cação de etiquetas e de datas nas
cópias. Para isto descobrimos que as
etiquetas das cassetes video, fáceis de
apagar e de utilizar, são uma grande
ajuda.
□ OMNI DATA
k 7 INFORMÁTICA e computadores
T. 63523
COMPUTADORES
pub omnidata=n"3
AMSTRAD
COMMODORE AMIGA
ZENITH
PHILIPS
PERIFÉRICOS
• CONSUMÍVEIS
EPSON
FUJI DISQUETES
SEYKOSHA
VERBATIM/DISQUETES
UCHIDA
ACCODATA
S. C. BRASILIA/PORTO
38 AMSTRAD MAGAZINE
PROFISSIONAL
O MS-DOS não é um
sistema operativo multi-
tarefa e, por conseguin¬
te, não é capaz de exe¬
cutar vários programas
ao mesmo tempo. Con¬
tudo, existe um grande
número de utilitários
residentes para os
AMSTRAD PC.
SOFTWARE
RESIDENTE
SideKick Nain Menu
F1 Help
F2 NotePad
F3 Calculator
F4 caLendar
F5 Dialer
F6 Ascn-table
F7 Setup
Esc exit
- Hex
- Mea
Notefile
Naie:
Direct
Paste
Size:
Appointae
Last n
Nane: APPOINT
Directory: \
Telephone directory
Nane: PHONE.DIR
Directory: \
T nw
R C
N + -
F5 F6 i I /
C D [ Modes
1.56A-|Dec
Bin
Nimeric
= 7 8 9 -
/ 4 5 b
112 3 +
Hex 0 .
Xor
C CE
—nove bar. Select by pressing a highhghted letter, a fu NuntLock ScrollLock
SideKick, o mais popular dos programas residentes
E MBORA a potência de cálculo dos
Amstrad PC seja muito superior à
das máquinas de calcular de bol¬
so, teriamos que recorrer a estas se. ao
trabalharmos com um processador de
texto, necessitássemos de realizaruma
operação matemática (a menos que
preferíssemos abandonar o tratamento
de texto para fazer os cálculos). Uma si¬
tuação semelhante produzir-se-ia se.
ao ser utilizada uma folha de cálculo,
surgisse a necessidade de tomar notas
sobre um tema qualquer: ou se usa uma
agenda ou se sai da folha de cálculo,
entrando no processador de texto para
tomar as notas e voltando outra vez à
folha.
Ora. os programa residentes apare¬
ceram precisamente para resolver pro¬
blemas deste tipo. Uma vez carregados
na memória, deixam-se estar à espera
até que de algum modo (normalmente
premindo uma determinada sequência
de teclas) sejam activados. Nesse
momento o PC suspende qualquer
outra tarefa que esteja em curso e cede
o controle ao programa residente.
Quando este termina a sua actuação
regressa ao seu esconderijo na memó¬
ria e o computador continua com a
tarefa original, tal como se nada se
tivesse passado.
Os primeiros programas residentes
(spoolers. drivers de impressora e dis¬
cos RAM) passavam quase desperce¬
bidos uma vez carregados. Mas rapida¬
mente chegaram os geradores de
macros de teclado já mais interactivos
com o utilizador. E a verdadeira revolu¬
ção produziu-se com o lançamento, em
1984. do programa SideKick. Foi tal o
seu impacto que começaram a surgir na
sua esteira todo o tipo de aplicações
residentes, desde packages de comuni¬
cações até corredores ortográficos,
etc. etc.
Como funcionam
os programas residentes?
Consideram-se residentes todos os
programas que, uma vez na memória
do computador, aí permanecem sem
ser anulados pelos programas que se
carreguem a seguir. Ou seja, deixam-se
estar escondidos na memória enquanto
se executam outros programas, só
entrando em acção quando são chama¬
dos. Por exemplo, o SideKick é activado
quando se primem as teclas Ctrl e Alt
simultaneamente, aparecendo uma
janela com as opções, de modo que o
utilizador possa seleccionar uma qual¬
quer (bloco de notas, calculadora, ca¬
lendário/agenda. quadro de caracteres
ASCII e marcador telefónico). Premindo
novamente Ctrl e Alt, as janelas abertas
pelo SideKick desaparecem e volta-se à
aplicação com que se esteve a trabalhar
anteriormente.
Embora não se trate realmente de
multitarefa. já que ao invocar o progra¬
ma residente a aplicação em curso se
detém, o utilizador recebe quase a
mesma impressão e. em muitos casos,
a diferença relativamente a prestações
é mínima.
O interrupção 27h do sistema opera¬
tivo MS-DOS, denominada Terminate
butstay resident (finaliza mas permane¬
ce residente) é a principal responsável
do softtware residente. Quando um
programa provoca esta interrupção, o
DOS finaliza a execução do mesmo
mas sem libertar a memória que ocupa¬
va. A interrupção 27h utiliza-se carre¬
gando no registo DX a deslocação ou
offset do último byte do bloco a prote¬
ger.
Um método alternativo, algo mais
sofisticado, está disponível no DOS a
partir da versão 2.0. Trata-se da função
Keep , a qual pode ser activada carre¬
gando o registo AH com o valor 31 h, AL
com um código de retorno e DX com um
número de 'parágrafos'' de 16 bytes a
proteger, realizando de seguida um in-
terrupt 21 h. A função Keep oferece as
vantagens de permitir a protecção de
mais de 64 K de memória e de entregar
AMSTRAD MAGAZINE 39
PROFISSIONAL
System Storage. Map
(C)Copyright IBM Corp. 1984
Add (
Program
Parent
Sg
Byte s
Hooked
Vectors
(ICCA)
DOS
N/A
2
3584
(1E4B)
SMARTKEY
DOS
2
8144
16
( 1DB4 )
N/A
DOS
1
2400
09
(2049)
ALARM
DOS
2
848
1C
62
(2080)
CLICK
DOS
2
400
09
(209B)
DOSEDIT
DOS
2
2032
21
(211C)
NOIMPPT
DOS
2
368
05
(2135)
SK
DOS
2
60800
08
09
13 16
1C 20
27
Free raemory
3
327520
Next comroand load address : 300F
ROM Version: q
Machine type: PC I
Listagem de programas residentes, instalados num PC 1512. Como pode
observar-se, o SideKick intercepta numerosos vedores de interrupção.
um valor de retorno na variável do DOS,
ERRORLEVEL.
Interrupções
Conseguir que um programa fique
residente na memória não basta; é
necessário um mecanismo que o possa
activar quando seja preciso. Para se
conseguir isto pode recorrer-se a outra
das características do MS-DOS: os
vectores de interrupção. Quando se
produz uma interrupção, a CPU executa
a sua correspondente rotina de trata¬
mento da interrupção, que pode estar
na memória ROM BIOS do computador
ou ainda na memória RAM. As direc¬
ções das rotinas de serviço das inter¬
rupções denominam-se vectores de
interrupção e armazenam-se numa
tabela situada no início da memória
RAM do sistema, com o valor de deslo¬
cação em primeiro lugar e o do segmen¬
to em segundo. Deste modo, quando,
porexemplo, ocorre uma interrupção 5,
a CPU procura o quinto lugar da tabela,
correspondente à posição hexadecimal
de memória 0000:0014 (5 X 4 = 20 =
14h), a direcção certa para que deve
saltar.
Como os vectores de interrrupção se
encontram na memória RAM, é possí¬
vel trocá-los, fazendo-os apontar a uma
rotina de serviço de interrupção diferen¬
te da original. Esta característica é que
permite activar os programas residen¬
tes, mediante um mecanismo que con¬
siste em “apropriar-se" de uma determi¬
nada interrupção (normalmente a do
controle do teclado, a do relógio ou a da
impressão do ecrã). Vejamos um exem¬
plo que nos ajudará a entender melhor
o procedimento: supúnhamos que
vamos escrever um programa residen¬
te que, ao premir as teclas Alt e C, faça
aparecer no ecrã uma calculadora. O
programa colocará como vector da in¬
terrupção de teclado a direcção de uma
rotina própria, encarregada de detectar
a digitação das teclas referidas. Assim,
cada vez que se produza uma interrup¬
ção de teclado, a rotina comprovará se
foram premidas as teclas Alt e C e, no
caso afirmativo, activará o programa
residente. Se, pelo contrário, não foram
essas as teclas premidas, devolverá o
controle à rotina original de serviço da
interrupção e o programa residente
continuará na memória à espera de ser
activado. Este é, em traços gerais, o
mecanismo utilizado pelo SideKick,
SmartKey, SuperKey, Turbo Lightening
e muitos outros programas.
Um exemplo
Não vamos desenvolver aqui um
programa da complexidade de Side¬
Kick. Iremos antes explicar, mediante
um simples exemplo, os fundamentos
da escrita de um programa residente. A
sua listagem foi dada em formato válido
para o conhecido programa assembler
de domínio público A86, mas torna-se
muito fácil uma adaptação ao macro
assembler da Microsoft. Quem não
possuir estes utilitários poderá recorrer
à listagem incluída na secção Truques
PC deste número da AM.
Dado que este tipo de programas
ocupa permanentemente um espaço na
memória, é importante reduzir o seu
tamanho ao mínimo possível. Com este
intuito é costume colocarem-se as ins¬
truções de inicialização no final do pro¬
grama. Deste modo, concluida a insta¬
lação, o espaço ocupado pelos códigos
de inicialização pode ser reutilizado
pelos programas que venham a ser
carregados de seguida. A inicialização
cumpre duas importantes funções: indi¬
car ao sistema operativo qual o espaço
de memória a reservar para o bloco
principal do programa residente (me¬
mória que ficará protegida e não poderá
ser anulada por outros programas), e
estabelecer a forma de o activar.
No nosso exemplo, o bloco de inicia¬
lização, situado no final do programa (a
partir da etiqueta MESS1, embora se
entre nele pelo SETUP), encarrega-se
de obter o vector de interrupção 5,
chamando à função 35h do MS-DOS
(AH = 35 e AL = 5), e armazena o vector
de interrupção em OLD-INT5, conver¬
tendo o CALL 0000:0000 de OLD-INT5
num CALL à rotina original de serviço da
interrupção (a que realiza o copy ou a
passagem do ecrã para a impressora).
De seguida comprova se o programa foi
instalado anteriormente, comparando
as 16 posições de memória da cadeia
IDENTIFIC com as 16 posições corres¬
pondentes da rotina de serviço da inter¬
rupção 5. Se coincidem, o programa
salta para a direcção EXISTE, imprime
a mensagem situada em MESS2 (cha¬
mando a função 09h do DOS com DX
contendo a direcção de início da cadeia
a imprimir) e regressa ao DOS (INT
20h). Se não coincidem, continua o
processo de inicialização, imprimindo a
mensagem de MESS1 e ajustando o
vectorde interrupção 5 paraque aponte
para NEW-INT5 (chamada à função 25
do DOS, com AL = 5 e DX = OFFSET de
NEW-INT5). Finalmente, carrega-se o
registo DX com a direcção seguinte à do
último byte de memória a preservar
mais um, e chama-se a interrupção 27h
do MS-DOS (Terminate but stay resi-
dent).
Terminada a instalação, fica na
memória do Amstrad PC o bloco de
programa compreendido entre a primei¬
ra instrução e a mensagem MESS1; o
resto não está protegido e portanto
pode ser anulado. Esta secção do pro¬
grama encarrega-se de permitir a pas¬
sagem do ecrã para a impressora unica¬
mente quando se prime a tecla de mai-
úsculas do lado esquerdo (não funciona
com a do lado direito) juntamente com a
marcada como PrtSc. O seu funciona¬
mento é muito simples: ao premir qual¬
quer das duas teclas de maiúsculas e a
de PtrSc, gera-se uma interrupção 5; a
CPU deixa todas as suas ocupações e
acorre à rotina de serviço da referida
40 AMSTRAD MAGAZINE
JMP SETUP
;Vai a rotina de instalacao, no -final do programa.
IDENTIFIC:
DB '(C) AMSTRAD MAGAZINE'
;Nova rotina de serviço da interrupção 5.
ICWJNT5:
FUSH AX,RX,CX,DX,DI,SI,8P
MOV AH,02h
;Preserva os registos no stack.
INT lBh
;Verifica se a interrupção 5 foi provocada ao primir a tecla
TEST AL,02h
;Shift direita + PrtSc. Se assim for, salta para DO NOTHING.
JZ DO NOTHING
PUSHF
;Se a interrupção 5 tiver sido produzida pela pressão da tecla
0LD_INT5:
CALL 0300:0000
;Shift esquerda + PrtSc, chama-se a antiga rotina de
jservico da interrupção para preservar o registo flags no stack.
DOJCTHING:
POP 8P,SI,DI,DX,CX,BX,AX
;Recuperam-se os registos no stack e termina a rotina residente
IRET
;de serviço da interrupção 5.
;Mensagens de instalacao.
MESSl:
DB NoPrtSc instalado.‘ ,0Dh,0Ah, 'Copia do ecra primindo a tecla Shift direita + PrtSc esta desactivada.', 0Dh , 0Ah ,
MESS2:
DB NoPrtSc ja instalado.'
,ODh.0Ah.'1'
jRotina de instalacao do programa residente.
SETUP:
NOV AX,3505h
INT 21h
;übtem a direccao original da rotina de serviço da interrupção 5
MOV [0LDJNT5 + 11,BX
;guardando-a em 0LDJNT5 + 1, de modo a que a nova rotina de interrupção chame a
MOV [0LD.INT5 + 3],ES
;que chame a antiga (a copia do ecra) ao primir a tecla Shift esquerda + PrtSc.
MOV SI,IDENTIFIC
;Verifica se ja existe uma copia instalada no programa residente, caso isso se verifi
que
LEA DI,IBX - Í0h]
;Vai para a sub-rotina EXISTE. A comprovacao faz-se comparando a cadeia de
MOV CX,0010h
jidentificacao situada na IDENTIFIC com as posicoes de memória equivalentes da
CLD
jrotina de serviço da interrupção 5. Se o programa r.ao foi previamente
REPZ
;instalado, o conteúdo das ditas dieccoes de memória sera diferente.
CMPSB
CMP CX,+00
JZ EXISTF.
MOV AH,09h
;Se nao existir uma copia instalada do programa residente, imprime-se a mensagem
MOV DXjOFFSET MESSl
fsituada em MESSl, orienta-se o vector de interrupção 5 para a direccao
INT 21h
;NEW_INT5 e termina-se a instalacao com uma chamada a interrupção 27h do
MOV AX,2505h
;DOS(Termina mas permanece residente) com o registo DX contendo o numero de
MOV DX jOFFSET NEW INT5
INT 2th
;bytes que ficarao residentes.
MOV DX,0FFSET MESSl
INT 27h
EXISTE:
MOV DXjDFFSET MESS2
MOV AH,09h
INT 21h
INT 20h
;Se ja estiver instalada uma copia do programa imprime-se a mensagem armazenada em
;MESS2 e faz-se o ABORT da instalacao saindo para o DOS (INT 20).
O programa NOPRTSC.COM listado para o assembler de domínio público A86.
interrupção, que, tal como previamente
foi estabelecido no nosso programa,
começa em NEW-INT5. Esta rotina
preserva no stack o conteúdo dos regis¬
tos AX, BX, CX, DX, Dl, SI e BP, com¬
provando de seguida qual das duas
teclas de maiúsculas foi premida cha¬
mada à interrupção 16h do MS-DOS
com o registo AH a 2). Se se trata da
direita, salta para DO-NOTHING, en¬
quanto que no caso contrário guarda o
conteúdo do registo de estado ou de
flags, no stack, e executa um CALL à
rotina original de serviço da interrupção
5 (e não à direcção 0000:0000, como
poderia parecer à primeira vista). A
seguir a esta chamada o programa
chega a DO-NOTHING, extrai do stack
os registos nele depositados anterior¬
mente e termina com uma instrução
IRET (retorno de interrupção), voltando
a CPU à tarefa que tinha estado a
realizar antes de ocorrer a interrupção
5.
AMSTRAD MAGAZINE 41
PROFISSIONAL
0 INTERFACE RS232
Transferência de ficheiros
Os PC s da Amstrad comunicam com o exterior através dos
conectores “Paralell Printer” e “Serial Interface”. Ambos permitem
a conexão de diversos periféricos ao computador, mas enquanto
o primeiro se dedica quase exclusivamente
à impressora, o segundo costuma ser reser¬
vado para as comunicações com outros
computadores.
A principal diferença entre os inter¬
faces paralelo e série radica na
forma como realizam a transmis¬
são de dados. Quando se utiliza a porta
paralela, a transferência tem lugar de
byte em byte, ou seja, os oito bits que
constituem um byte são transmitidos
simultaneamente. Pelo contrário, a
comunicação através da porta série
RS232 realiza-se .de bit em bit.
A porta paralela, também conhecida
como interface Centronics, permite aos
PCs Amstrad manter um monólogo que
normalmente se dirige à impressora.
Esta não tem maneira de responder ao
computador, embora possa indicar-lhe
que não está preparada para receber
dados ou que está livre para continuar a
recebê-los.
Através da porta série, também cha¬
mada RS232, o PC pode, contudo,
estabelecer autênticos diálogos com
outros computadores, quer seja pela
mediação de um modem quer por liga¬
ção directa por cabo. Infelizmente, a
norma RS232 tem sido interpretada
com demasiada liberdade por alguns
fabricantes e nem sempre se torna fácil
conseguiracomunicação entre compu¬
tadores.
O Interface RS232
A norma RS232 foi concebida para a
comunicação entre um equipamento
terminal de dados (DTE) e um equipa¬
mento de comunicação de dados
(DCE). Em principio, ao DTE (computa¬
dor) corresponde o papel de destino ou
de origem dos dados transmitidos,
enquanto que o DCE (modem) se en¬
carrega de estabelecer e manter a
comunicação, e ainda finalizá-la. O
equipamento DCE actuaria assim como
. intermediário entre dois equipamentos
DTE.
Esta convenção regula a configura¬
ção dos pinos nos conectores (fichas)
RS232, mas, na realidade, um equipa¬
mento DCE pode fazer o mesmo que
um DTE e vice-versa. Embora os mo¬
dems estejam sempre configurados
como DCE e as impressoras como DTE,
o caso dos computadores é mais con-
flictivo já que uns se comportam como
DTE e outros como DCE. A conexão
directa por cabo (sem usar modem) de
dois computadores configurados do
mesmo modo (por exemplo, dois DTE),
consegue-se recorrendo àquilo que é
chamado de “null modem" ("modem
nulo" na tradução nacional do manual
dos PCs Amstrad) e que, definitiva¬
mente, não é mais do que uma pequena
astúcia para que ambos os DTE pen¬
sem que se encontram ante um DCE.
Linhas do RS232
O conector standard RS232 é do tipo
D de 25 pinos, o incorporado nos PC’s
da AMSTRAD. Como o seu preço não é
assim muito barato, alguns computado¬
res possuem conectores não standard,
facto que complica ainda mais a situa¬
ção.
Cada pino do conector é correspondi¬
do com uma linha ou sinal do interface
RS232, mas de todas elas só algumas
têm verdadeira importância. São as
seguintes:
2- TXD (Transmited Data line): é a
linha pela qual se transmitem os dados
do equipamento DTE ao DCE.
3- RXD (Received Data line): linha
que conduz os dados enviados pelo
DCE ao DTE.
4- RTS (Request to Send): informa o
DCE que o DTE está preparado para lhe
transmitir dados.
5- CTS (Clear to Send): é activado
para indicar ao DTE que o DCE está
preparado para a recepção.
6- DSR (Data Set Ready): é o sinal
que informa o DTE de que o DCE está
conectado.
7- GND (Ground): Linha de terra do
sinal.
8- DCD (Data Carrier Detect): é utili¬
zada pelo DTE para detectar o sinal
portador do DCE.
20-DTR (Data Terminal Ready): é a
linha utilizada pelo DTE para indicar ao
DCE que está preparado para a recep¬
ção dos dados.
Paridade, bits e velocidade
A velocidade a que se transferem os
dados de um computador para o outro
mede-se em bauds e bits por segundo.
Nos PC’s Amstrad, como nos outros
computadores com interface série, as
velocidades permitidas são 110, 150,
300, 600, 1200, 2400, 4800 e 9600
bauds, embora as velocidades utiliza¬
das habitualmente sejam as de 300 e
1200 bauds, já que é difícil chegar aos
9600 bauds sem que surjam erros de
transmissão.
42 AMSTRAD MAGAZINE
A transferência de dados realiza-se
em blocos de 8 bits (ou de 7 quando só
se transmitem caracteres ASCII). O
tempo que transcorre entre a transfe¬
rência de um byte ou bloco de bits e o
seguinte não é fixo e, portanto, é neces¬
sário encontrar uma forma de controlar
a comunicação. Com esta finalidade,
antes de cada byte é enviado um bit
extra, chamado “stop bit”. Esta forma de
transferência de dados é conhecida
como comunicação assíncrona e o in¬
terface série é assim também denomi¬
nado porta de comunicações assíncro¬
nas.
Em certas ocasiões adiciona-se mais
um bit a cada byte transmitido: o bit de
paridade. Trata-se de um método de
detecção de erros segundo o qual o bit
de paridade se põe a um ou a zero para
que o número de bits com valor 'um' em
cada byte seja sempre par. Se o compu¬
tador que recebe os dados detecta que,
incluído o bit de paridade, o número de
bits com valor 'um' no bloco é impar,
ficará a saber que se produziu um erro
durante a transmissão. Também existe
o procedimento inverso, denominado
de paridade impar, mas nenhum dos
dois é normalmente utilizado e reco¬
menda-se configurar a porta série com
paridade nula.
Handshaking
Para melhorar a eficácia na transmis¬
são de dados entre computadores re-
corre-se ao handshaking ou protocolo.
Este conceito entende-se facilmente se
imaginarmos por um momento uma
conversação telefónica entre duas
pessoas, uma das quais fala enquanto
a outra anota por escrito aquilo que
escuta. A menos que esta última seja
capaz de escrever a uma velocidade
diabólica, de vez em quando terá que
dizer à outra: “espera aí um momento se
fazes favor”. Esta mensagem, que não
faz parte da conversação, é aquilo que
na gíria informática tem o nome de
handshaking ou protocolo.
Quando se utilizam para o handsha¬
king as mesmas linhas que para as
transferências de dados, fala-se então
de protocolo por software. Contudo, o
protocolo também se pode realizar atra¬
vés de linhas totalmente independen¬
tes. Neste caso denomina-se protocolo
por hardware. Exceptuando TXD, RXD
e GND, o resto das linhas da porta
RS232 dedicam-se precisamente a
isto.
A flexibilidade (leia-se complexidade)
do interface RS232 permite várias
modalidades de protocolo por hard¬
ware. Uma das mais comuns utiliza as
linhas 4 e 5 do RS232. Com um cabo
“null modem”, o pino 4 (RTS) de um dos
computadores conecta-se ao pino 5
(CTS) do outro e vice-versa; desta for¬
ma, qualquer dos equipamentos pode
deter momentaneamente a transmis¬
são pondo em estado baixo a linha 4.
Outra das variantes mais utilizadas
em handshaking por hardware, trabalha
com os pinos 6 (DSR) e 20 (DTR),
embora em certas ocasiões se use o
pino 8 (DCD) em substituição do 6 ou
em combinação com ele.
Em qualquer caso, a diversidade de
protocolos baseados em hardware e a
falta de um universalmente aceite torna
preferível os protocolos por software,
embora ainda seja importante que as
voltagens dos pinos 5, 6 e 8 indiquem
que o outro computador está preparado
para receber. O cabo null modem pro¬
posto no manual do PC 1512 e PC 1640
consegue-o conectando a saída RTS às
linhas DSR e DCD do mesmo computa¬
dor.
Supondo que os dois computadores
que irão comunicar aceitam os protoco¬
los habituais, o melhor é experimentar
primeiro com um cabo null modem stan¬
dard, como o da ilustração. No caso de
não funcionar, pode experimentar-se o
cabo descrito na página do
correspondente manual do PC em
português, ou ainda uma simples
conexão de três terminais (2-3, 3-2, 7-
7).
Handshaking por software
Como no caso anterior, existe uma
grande variedade de protocolos por
software. Todos eles utilizam os códi¬
gos ASCII inferiores ao 32. O mais
difundido é, sem dúvida, XON/XOFF,
que consiste no envio, por parte do
computador que actua como receptor,
de um código para deter a transmissão
e outro para indicar que pode reiniciar-
se. O caracter XONé o código ASCI117
([CTRL] [Q]) e XOFF o código 19
([CTRL] [S]), embora, como em tantas
outras facetas das comunicações, nem
sempre seja assim.
Uma variante do protocolo XON/
XOFF é o ETX/ACK. Neste caso, o
emissor envia um caracter ETX (End of
TeXt) a seguir a cada linha, enquanto o
receptor responde com um caracter
ACK (ACKnowledge) quando está pre¬
parado para receber a linha seguinte.
Muito mais sofisticado é o protocolo
AMSTRAD MAGAZINE 43
PROFISSIONAL
AiiSDATA V1D EOTEX
T f TLP em Consórcio
TRANSDATA/CTT/TI.P
[fj MAILBOX
TM LISTA DE
UTILIZADORES
ÍB PROJ. AGRI-PMEs
ÉH ORGANISMOS
PÚBLICOS/PRIVADOS
kM EMPRESAS
':!<] INFORMAÇÃO
flt] EDUCAÇÃO
£fc] BOLSA DE VALORES TURISMO
ÈtJ SEGUROS REGIÕES AUTÓNOMAS
a» BANCOS
aa ECONÓMICA
& FINANCEIRA
-onsulte a previsão meteorologica para
■ibado e Domingo. _ Bom fim-de-semana^
■colha invalida
O interface RS232 conjuntamente com um modem permite aos PCs da
Amstrad aceder ao serviço publico videotex.
Xmodem, que incorpora um eficaz sis¬
tema de verificação de erros. O equipa¬
mento emissor divide os dados em blo¬
cos de 128 bytes, enviando cada bloco
com a sua correspondente verificação
(checksum). O receptor comprova o
checksum para determinar se o bloco
foi recebido correctamente ou se. pelo
contrário, se produziram erros. Neste
caso pede ao emissor de mande de
novo os tais 128 bytes. O Xmodem
utiliza oito bits de dados, um de stop bit
e nenhum de paridade, sendo provavel¬
mente o protocolo que oferece mais
garantias.
Transferência de ficheiros
Um importante número de utilizado¬
res do PC AMSTRAD tiveram antes
algum outro modelo de computador. E,
portanto, não seria de estranhar que
desejassem utilizar nos PC’s da
Amstrad os ficheiros de dados criados
com a sua máquina antiga. O procedi¬
mento mais indicado é transferi-los
através dos respectivos interfaces
RS232.
Supondo que se possa dispor do
cabo adequado, poderá realizar-se
esta operação utilizando em cada com¬
putador um dos programas de comuni¬
cações disponíveis. Não é necessário,
no entanto, recorrer a este tipo de soft¬
ware, já que a maioria dos sistemas
operativos proporciona meios mais que
suficientes.
Nos PCs Amstrad, os parâmetros do
interface série podem ajustar-se com o
comando MODE do MS-DOS ou com o
DEVICE do DOS Plus. Ambos são
capazes de estabelecer a velocidade,
paridade, stop bits e número de bits de
dados. Em princípio poderia parecer
que DEVICE é mais potente que MODE,
já que da documentação se pode
depreender que suporta os protocolos
XON/XOFF, ETC/ATK e RTS/DTR.
Contudo, a Digital Research deixou
estas características sem implementa¬
ção. Sendo assim, se não se desejar
adquirir um programa de comunicações
terá que se prescindir dos protocolos
por software, o que, em princípio, não
terá de resultar em conflito.
Para receber um ficheiro de dados no
PC, pode ser usado o COPY do MS-
DOS ou o PIP do DOS Plus. Em MS-
DOS o comando é:
COPY AUX: ficheiro! A.
Donde ficheiro é o nome do ficheiro
onde irão parar os dados recebidos. A
opção /A indica ao sistema operativo
que deve adicionar um caracter CTRL-
Z no final do ficheiro.
No DOS Plus o comando a utilizar
para a recepção dos dados é:
PIP ficheiro = AUX:[Ej.
A opção [E] faz com que o texto
recibido apareça também no ecrã.
O processo oposto-a emissão de um
ficheiro -realiza-se de modo semelhan¬
te: no MS-DOS com o comando:
COPY ficheiro AUX:
E em DOS Plus com:
PIP AUX: = ficheiro [E], EOF:
O EOF adicionado ao final deste
comando garante que o ficheiro finaliza
com um CTRL-Z.
Nos quadros que acompanham este
artigo analisamos de modo mais prático
os casos mais frequentes de comunica¬
ção dos PCs da Amstrad com outros
44 AMSTRAD MAGAZINE
AMSTRAD PCW, AMSTRAD CPC 464 E CPC 6128
A transferência de ficheiros de dados do PCW 8256 ou
8512 para os PC's é bastante simples uma vez que os PCW
funcionam com o sistema operativo CP/M. O programa
SETSIO (face 3 das disquetes do PCW) permite ajustar não
só a velocidade, paridade, stop bits e números de bits de
dados, mas também o protocolo. SETSIO suporta os proto¬
colos XON/XOFF e RTS/CTS. A transferência é realizada
recorrendo ao comando PIP.
É claro que, para realizar estas operações, é imprescindí¬
vel aquirir antes um interface RS232 para o PCW, já que este
é vendido sem porta série.
Tal como o PCW, o CPC 6128 pode funcionar com o
sistema operativo CP/M, de modo que o procedimento é
idêntico. Veja-se ainda sobre este assunto o número 2 da
Amstrad Magazine.
Quanto ao cabo, tanto o null modem standard como o
recomendado pela Amstrad dão bons resultados.
Cabo para conexão PCW-PC 1512/1640.
2
3
4
5
6
8
O 20
7
Interface RS232 Amstrad para os CPC 464 e 6128.
2
3
4
5
6
20
7
2
3
4
5
6
8
20
7
Cabo null modem standard.
SINCLAIR QL
Este peculiar computador tem duas portas série, mas
ambas utilizam conectores não standard. A porta SER1 está
configurada como modem (DCE) e a SER2 como terminal
(DTE).
Por defeito, a porta SER1 do QL transmite oito bits de
dados, sem paridade e com dois stop bits, a 1200 bauds.
Sendo assim, terá que se ajustar o PC a estes parâmetros, o
que se consegue no MS-DOS com o comando
MODE COMI : 1200,n,8,2 e no DOS Plus com DEVICE
COMI [SP=(1200). DAT=8. PAR=NONE.ST=1],
QL SER2 PC
Cabo recomendado, se é utilizada a porta SER1 do QL.
QL SER:
PC
2
3
4
5
s
1
O
O
o
o
TxD
TxD
RxD
RxD
DTR
RTS
CTS
\
v
CTS
+12 v
\
DSR
o
o
o
o
2
3
4
5
Conexão entre a porta SER2 do QL e o PC.
' Para a transmissão de dados propriamente ditos, introduz-
se no QL
COPY N mdv1_ficheiro_doc TO SER1
e no PC
COPY AUX: ficheiro /A (no caso do MS-DOS) e
=AUX: [e] em DOS Plus.
Nas ilustrações é mostrado o cabo, tanto para a porta SER1
como para a SER2.
AMSTRAD MAGAZINE 45
PROFISSIONAL
SPECTRUM +2
Os pinos da porta série do Spectrum +2 seguem a mesma
disposição dos do QL. A velocidade de transmissão
normalizada pela máquina é de 9600 bauds, mas pode ser
modificada a partir do BASIC, com a instrução:
FORMAT “p”; velocidade de transmissão. O manual não
esclarece se o Spectrum +2 utiliza algum tipo de paridade. Tão
pouco indica o número de stop bits nem se está configurado
como DTE ou DCE; de maneira que não nos resta mais que
recorrer ao clássico método de experiência e erro.
Quanto ao Spectrum 48K, existem para ele numerosos
interfaces série de variados fabricantes, embora
provavelmente o mais conhecido seja o que está incluido no
interface 1. O conector que utiliza não é standard (palavra
ignorada por Sir Clive Sinclair), embora, felizmente, o seu
manual esclareça a distribuição das diversas linhas do RS232
implementadas.
a
o
O
4 a
a
a
UND
TxD
RxD
DTR
u
6
CTS
+ 12v
6 5 4 3 2 1
CZZ3 E=] dD CZZ3 CZZ? CIZ)
Disposição dos pinos na porta RS232 do Spectrum +2.
TEMOS 0 QUE NECESSITA PARA 0 SEU PC/XT/AT:
— ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM HARDWARE
— ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM SOFTWARE
— Acessórios (discos rígidos, placas, MODEM’s, ...)
— Periféricos (impressoras, buffers, scanners, ...)
— Consumíveis (diskettes, papel, ...)
— Software (Gestão, Vertical, Jogos,...)
— E tudo o resto (capas, filtros, ...)
Amstrad
Hiper Sistemas, Lda.
Rua de Camões, 706 e 743 — 4000 PORTO
Telef: (02)49 43 76 — 49 18 43 - Telex: 20145 Hipsis
46 AMSTRA0 MAGAZINE
TRUQUES
FALHA NA PILHA INTERNA
Existem pelo menos duas formas em
que a mensagem:
FATAL: INTERNAL STACK
FAILURE, SYSTEM HALTED.
pode aparecer no momento mais
inesperado.
Uma das razões é a seguinte: quando
o buffer do teclado está cheio, o altifa¬
lante produz uns apitos. Supõe-se que,
de seguida, o utilizador deveria deixar
de premir mais teclas. Se não o faz
começa o problema, já que o periodo de
tempo de cada apitô é maior que o
tempo de repetição do teclado. Portan¬
to, os apitos repetem-se mais rapida¬
mente do que podem ser enviados e o
resultado é um transbordamento de
uma zona de memória, chamada em
inglês “stack”, e que poderiamos tradu¬
zir por “pilha”. Na ROM V3 (veja as
mensagens ao ligar o equipamentojfoi
resolvido este problema reduzindo o
periodo de tempo de cada apito a um
tempo menor que o da repetição de uma
tecla. Também é possível modificar o
programa KEYBUK.EXE para produzir
um apito mais curto.Este programa uti-
liza-se com as ROMs VI e V2, como
segue:
A>CPY KEYBUK.EXE KEYB
A>DEBUG KEYB
-sl00,1000 74 le<RETURN>
nnnn : 0906
nnnn : OABF <-Prima este par de
números na linha seguinte->
-annnn : OABF nop <RETURN>
nnnn : 0AC0 nop <RETURN>
nnnn : 0AC1 <RETURN>
-w
Writing 0C06 bytes
-q
A>RENAME KEYB KEYB.EXE
Em lugar de “nnnn” aparecerá um
número em hexadecimal; substitua-o
nos lugares oportunos. Este número
pode ser 138Aou qualquer outro, já que
depende dos programas que tenham
sido previamente carregados na memó¬
ria. O novo programa KEYB.EXE pode
ser incluido na cópia de trabalho da
disquete do MS-DOS e no
AUTOEXEC.BAT para que se carregue
automaticamente ao arrancar o sistema
operativo.
O segundo problema está menos
definido. Como comentávamos anteri¬
ormente, o MS-DOS tem uma área de
“stack' (a pilha) que se utiliza para inter¬
rupções de hardware, para o coproces-
sador matemático 8087 e para a recu¬
peração de erros de divisão por zero.
Vários fornecedores de software cha¬
maram-nos à atenção disto porque
consideram que a Microsoft não deixou
espaço suficiente para esta pilha inter¬
na na versão 3.2 do MS-DOS.Pode
reservar-se mais espaço utilizando o
parâmetro (não documentado) STACK
em CONFIG.SYS.
A sintaxe desta instrução é:
STACK=n,s;
onde “n” é o número de zona e “s" é
o tamanho de cada zona. “n”, por defei¬
to, tem o valor de 9, e pode estar
compreendido entre 8 e 64. “s”, por
defeito, é 128 e pode estar entre 32 e
512.
DEFINIR TECLAS DE FUNÇÃO
O sistema operativo MS-DOS permi¬
te-nos, através da sua potente lingua¬
gem de comandos e do controlador
ANSI.SYS, definir qualquer tecla como
uma sequência alfanumérica. Para isto
basta incluir no nosso ficheiro
CONFIG.SYS a linha device =
ANSY.SYS e, além disso, digitar os dois
ficheiros .BAT seguintes. O formato da
instrução é FTECL n[/e]<lista>.
O número n está, entre 1 e 10, e o
parâmetro opcional /e serve para indi¬
car que a execução da instrução será
imediata. Se queremos que, ao premir a
tecla F7, por exemplo, apareça a direc-
toria, bastará escrever FTECL 7/e dir.
Se não escrevermos /e a linha mos¬
trará dir, mas poderemos completar a
linha ao nosso gosto antes de a execu¬
tar. Esperemos que os ficheiros sirvam,
para além da sua utilidade, como uma
amostra de algumas das possibilidades
dos ficheiros^ATCH.
REM FTECL1.BAT
SER FTECL. BAT
echo off
echo otf
shift
set antprmpt=7j)rompt7.
orompt
: cnave
set tecla=7.i
if 7.teda'/.==7.0 goto encontrado
set cod=32
shift
if not >2=1 e çoto salta
shift
set cod=i3
if not X0==i1 çoto chave
echo Nac vaiioa; a tecla deve estar entre 1 e 13
shift
goto hecho
:sal ta
set cadei a=‘ã 7.3 7.4 7.5 16 11 18 19
:encontrado
rem o codiço deve estar em ‘/.l
profspt $ei0;7.í;"Zcadeia7.";Xcod7.p
echo on
echo off
:hecho
rem eliminar as v nr laveis definidas
set cod=
set tecia=
set cadeia=
prompt 7.antprmpt7.
Steel i 1 59 2 63 3 61 4 62 5 63 6 64 7 65 B 66 9 67 10 68 11
set antormpt=
AMSTRAD MAGAZINE 47
TRUQUES
BUSCA DE FICHEIROS
EM DISCO RÍGIDO
C: \>chkdsk /v 1 find ".DOC 11
C
\DB3\CONTENTS.DOC
C
\MACE\HELP.DOC
C
\MIRROR\ADDSA 1. DOC
C
\MIRROR\ADM3A.DOC
C
\MIRROR\ANSI.DOC
C
\MIRR0R\D2 10.DOC
C
\MIRR0R\IBM3101.DOC
C
\MIRROR\PRESTEL.DOC
C
\MIRR0R\TI940. DOC
C
\MIRR0RNTV912920.DOC
C
\MIRROR\TV925.DOC
C
\MIRR0R\VIP7200. DOC
C
\MIRR0RWT100.DOC
C
\MIRRORWT52.DOC
C
\SIDEKICK\DI AL. DOC
C
\SKETCH\README.DOC
C
\TOOLS\PINCH.DOC
O
/
V
Como saberão todos os
utilizadores dos PC's
AMSTRAD que tenham lido
os manuais do seu computa¬
dor, o comando externo
FIND do MS-DOS utiliza-se
para procurar uma cadeia de
caracteres em um ou vários
ficheiros. Mas em combina¬
ção com CHKDSK também
se pode utilizar para encon¬
trar a trajectória de acesso a
um ficheiro.
Ocorre com frequência,
ao trabalhar com discos rígi¬
dos de média ou grande ca¬
pacidade, que uma pessoa
não se consigua lembrar em
que subdirectoria está o fi¬
cheiro a que pretende ace¬
der. No mercado existem
vários programas que ofere¬
cem uma opção de busca de
ficheiros, mas se não dispu¬
sermos de nenhum deles é
possível conseguir resulta¬
dos semelhantes utilizando
unicamente o MS-DOS.
O método consiste em
aproveitar as possibilidades
de redireccionamento da
entrada e saída e de canali¬
zação de um programa para
outro. O comando CHKDSK/
v faz sair uma listagem
exaustiva dos ficheiros ar¬
mazenados em disco, inclu¬
indo a trajectória de acesso a
cada um deles desde a direc-
toria raiz. Se esta saída é
utilizada como entrada do
programa FIND (utilizando a
barra |), poder-se-á então
localizar qualquer ficheiro.
Por exemplo, para encontrar
todos os ficheiros '.DOC
podemos escrever a instru¬
ção CHKDSK /v | FIND
“.DOC”. É importante que o
texto entre aspas seja escrito
em maiúsculas, já que no
MS-DOS os nomes dos fi¬
cheiros e das subdirectorias
nunca contêm caracteres
em minúsculas. Se, por
exemplo, digitássemos
CHKDSK /V | FIND ”.doc”
não obteríamos qualquer re¬
sultado.
COPY A ESQUERDA
NNOPRTSC.COM
A
JMP
103
IRET
MOV
DX,0102
MOV
AX,2505
INT
21
MOV
DX,0103
INT
27
RCX
13
W
Q
No último número da
Amstrad Magazine (página
50) publicámos uma peque¬
na listagem nesta mesma
secção (Truques PC) cuja
finalidade era desactivar o
bloqueio do ecrã através das
teclas Shifte PRTSC. Agora,
para além de sanar um pe¬
queno erro, oferecemos uma
rotina melhorada.
Vamos por partes: na lis¬
tagem publicada no número
anterior, a instrução MOV
DX,03 deveria substituir-se
por MOV DX,103, deixando-
se o programa tal como está
na listagem 1.
Por outro lado, os que
optarem por não eliminar
completamente a possibili¬
dade de obter ‘copys’ de
NNOPRTSC.COM
RCX
00E9
A
JMP
PUSH
PUSH
PUSH
PUSH
PUSH
PUSH
PUSH
MOV
INT
TEST
JZ
PUSHF
CALL
POP
POP
POP
POP
POP
POP
POP
IRET
01AF
'AMS T RAD MAGAZINE'
AX
BX
CX
DX
Dl
SI
BP
AH, 02
16
AL, 02
0128
MOV
INT
MOV
MOV
MOV
LEA
MOV
REPZ
CMPSB
CMP
JZ
MOV
Shift direita + PrtSc esta desartivada.'
0D,0A,
PrtSc ja instalado.',0D,0A,'$'
AX,3505
21
C01243,BX
[01263, ES
51,0103
Dl,[BX-103
CX,0010
AH, 09
PrtSc instalado.',0D,0A
'»»»> A copia do ecra prinindo a tecla"
MOV DX,0130
21
AX,2505
DX.0113
21
DX,0130
27
DX.0197
AH,09
21
INT
MOV
MOV
INT
MOV
INT
MOV
MOV
ecrã, podem preferir o pro¬
grama da listagem 2, o qual
impede o bloqueio do ecrã
quando se prime a tecla de
maiúsculas do lado direito,
mas que o permite com a do
lado esquerdo.
Deste modo, se as teclas
de maiúsculas do lado direito
e PRTSC forem premidas
acidentalmente, o que se
torna fácil dada a sua proxi¬
midade, não ocorrerá abso¬
lutamente nada. Se, pelo
contrário, desejarmos obter
umacópiaimpressadoecrã,
podemos consegui-la pre¬
mindo simultâneamente a
tecla das maiúsculas es¬
querda e PRTSC, cuja sepa¬
ração no teclado impede
uma utilização acidental.
Ambas as listagens são
oferecidas em formato válido
para uso com o programa
DEBUG, do DOS, na forma
já habitual nesta secção:
copiem a listagem com um
editor que gere ficheiros
ASCII (RPED ou EDLIN por
exemplo) e gravem-no com o
nome de NOPRTSC.DEB.
Activem o DEBUG com a
sequência DEBUG
<NOPRTSC.DEB.
48 AMSTRAD MAGAZINE
BASIC 2 SEM BUGSIIIIII
Nenhum programa de computador
está completamente livre de bugs e o
Basic 2 da Locomotive Software não é
umaexcepção. Aversão 1.12 (o núme¬
ro da versão comprova-se iniciando o
BASIC2, escolhendo o menu '‘BASIC2"
e seleccionando a opção “About
BASIC2..." tem dois bugs de certa im¬
portância que convem referir. O primei¬
ro deles afecta as operações aritméti¬
cas da forma a’b + c*d. Se a é um
número inteiro negativo e b é zero, ou
vice-versa, o valor da expressão com¬
pleta deveria ser logicamente c*d. No
entanto, basta experimentar algumas
vezes para dar-se conta que o BASIC 2
nem sempre diz o mesmo.
Por exemplo, se introduzimos na
janela de diálogo
? - 1*0 + 0 . 2 * 0.5
a resposta é 0 em vez de 0.1. E não
se trata de nenhuma forma peculiar de
arredondamento da operação pois se
experimentarmos
-1*0+-.5*10
obteremos em resposta “Sintax
Error”, ou algo ainda mais extravagan¬
te.
O outro bug referido produz-se oca¬
sionalmente quando se aplica a função
UPPER$ ou LOWER$ numa cadeia
constante.
O programa PATCH.BAS, cuja lista¬
gem fornecemos, modifica o ficheiro
BASIC2.APP, resolvendo ambos os Listagem do programa PATCH.BAS, que corrige os bugs da versão 1.12 do
bugs. Para utilizá-lo é aconselhável BASIC 2.
PROGRAMA PARA C0RRI6IR 0S BUGS D0 BASIC 2 VERSA0 1.12
p$ =,, a: \basic2. “ : Kü?* Path e nome do ficheiro
REPEh T :READ c$:F0R i=l T0 LEN(cí)
s-(s+ASC(c$(i>))*2:s-(s+s\1080)MOD 1000
NEXT:UNTIL c$"e":IF s<>682 THEN ST0P
REST0RE:REC0RD b;a [0 T0 1271UBYTE
REPEAT:READ c t
IF cl="o" THEN READ físOPEN #9 QLD RAND0M p$+f$
IF c$= ,, c M THEN CL0SE
IF c$="g“ THEN READ r:GET #9,r* AT r
IF c$=“p" THEN PUT #9,r$
IF c*=V THEN READ F,1:F0R o=f TO 1:READ r$.b.atol:NEXT
UNTIL c$=V
DATA c,o,app,g,l,x,18,19,13,175,p
DATA g,310,x,85,86,64,4,p
DATA g,319,x,23,28,232,198,250,233,73,251,p
DATA g,324,x,73,73,65,x,75,78.84,2,137,4
DATA x,27,90,138,236,50,232,x,92,92,196
DATA x,94,97,3,233,19,7,x,99,103,30,7,233,92,110
DATA x,105,116,247,229,93,137,84
DATA 2,247,218,112,14,127,20
DATA x,120,120,212,x,122,127,216,133,218,0,235,202,p
DATA g,325,x,1,13,11,192,117,4,11,201
DATA 120,196,247,218,232,188,255
DATA x,6i,61,171,x,87,87,147,p,c,e
'CHECKSUH D0 BASIC 2 VERSA0 1.12b
p$="a;\basic2.°: REM Path e nome do ficheiro
f$="app*:S0SUB check:IF s<>&28e0d839 THEN ST0P
?" CORRECTO" :END
LABEL check
CLOSEsOPEN #9 OlD RAND0M p$+fí
RECORD w;a[0 TO 633UWORD:s=0
WHILE N0T EOF(#9): SET #9,r$:F0R i=0 T0 63
s= (s+r$.w.aii ] ) *2: s= ;:+s\&3fff0000) M0D &3fff 0200
NEXT nposition #9,NEXT:WENDíCLDSE
RETURN
A versão 1.12 do BASIC2 produz resultados erróneos em algumas
operações aritméticas do tipo a'b + c*d.
copiar para uma disquete virgem os
ficheiros BASIC2.APP e BASIC2.RSC,
deixando os originais bem guardados.
Depois de digitar e comprovar o progra¬
ma, insere-se na drive A a disquete que
contem no seu directório base as cópias
dos dois ficheiros de BASIC2, e execu-
ta-se o programa. Se tudo funcionou
correctamente, na janela de resultados
aparecerá a palavra CORRECTO. Em
caso contrário terá que se rever o pro¬
grama e repetir todo o processo.
Terminada a execução do programa,
a disquete conterá agora uma versão
corrigida do BASIC2, ainda que a opção
“About BASIC2” não indique qualquer
mudança. Os perfeccionistas que
queiram modificar o número da versão
substituindo-o pelo 1.12B (é assim que
a Locomotive denomina o Basic2 1.12
em que se realizaram estas correcções)
podem fazê-lo recorrendo ao programa
do DOS DEBUG e trabalhando, como
de costume, com as cópias dos dois
AMSTRAD MAGAZINE 49
TRUQUES
ficheiros do BASIC2. A sequência de
comandos a introduzir é a seguinte:
C> DEBUG A:BASIC2.RSC
-E 07CE 'B'
-W
-Q
Nota: o símbolo [ que aparece na
listagem em BASIC obtem-se premindo
a tecla ALT ao mesmo tempo que, no
teclado numérico se digita a sequencia
123, enquanto que o símbolo ] se obtem
do mesmo modo, mas digitando 125.
C>DEBUG
A:BASIC2.RSC
-E 07CE
’ B’
-V
Writing
3072 bytes
-Q
C>
Mudando o número da versão com
DEBUG
Depois de realizar as modificações indicadas, os resultados dessas
mesmas operações são correctos e o número da versão passa a ser 1.1B.
MAIS POSSIBILIDADES DO COMANDO PROMPT
A sucessão de comandos que apre¬
sentamos destina-se a conseguir um
Prompt do sistema que mostre na linha
superior do ecrã a mensagem
“AMSTRAD MAGAZINE", o dia, a hora
e o subdirectório em que nos encontra¬
mos.
Para que o PC 1512 reconheça o
novo Prompt, o controlador ANSI.SYS
deve carregar-se no ficheiro
CONFIG.SYS mediante a instrução
DEVICE=ANSI.SYS
Na listagem, que corresponde ao fi¬
cheiro AUTOEXEC.BAT de um PC
1512, aparece o comando PROMPT
com os parâmetros que devem introdu¬
zir-se para conseguir o novo indicador
do sistema.
AMSTRAD MAGAZINE Sat 16-07-198B 14:36: C:\ORG
Odir/w
Volume in drive C is AMSTRAD_MA6
Di rectory o-f C:\GRG
RUNALC
EXE
ALACARTE
DAT
ALACARTE
HLP
ALACARTE
IDX
ALACARTE
MCX
ALACARTE
MSG
ALACARTE
USR
ADDRESS
CRD
CARDFILE
CRD
HISTORY
CRD
HISTDRY
LST
1988
DRY
ATEMPL
DOC
BTEMPL
DÜC
CTEMPL
DÜC
LETTER
DOC
MEMQ
DOC
ORDER
DOC
WOW
DOC
LEOOOOOl
DOC
OOOOOO19
DOC
00000020
DOC
ASCI 17
PDF
ASCI 18
PDF
DIABLÜ
PDF
EPSON
PDF
IBM
PDF
QUME
PDF
30 File(s) 45824 bytes -free
C>
O prompt do sistema mantem na linha superior do ecrã o dia, hora,
directório e a mensagem AMSTRAD MAGAZINE
echo off
path c: \msdos; c: \tool s,c:\
KEYBUK
MOUSE
SRAPHICS /R
prompt íeCsíeC1;lHíeCKÍeCZ;42mAMSTRAD MAGAZINE $d ítíhíhíhíhíhíh íp^eCBmíeCu
Ficheiro AUTOEXEC.BAT com o comando PROMPT que consegue o novo indicador do sistema.
50 AMSTRAD MAGAZINE
GRAPHICS E GRAPHICS /R
Cópia obtida com o
comando GRAPHICS /F.
O programa GRAPHICS do MS-DOS permite obter reproduções de
ecrãns gráficos na impressora. Geralmente, inciui-se no ficheiro
AUTOEXEC.BAT e sem ele apenas é possível conseguir cópias de
ecrã em modo texto. Trata-se de um programa residente, que uma vez
executado permanece na memória do PC e se activa sempre que se
carregue nas teclas SHIFT e PRTSC simultâneamente.
Nas impressoras normais, quer dizer, monocromáticas, as cores re¬
produzem-se segundo uma escala de 16 tonalidades de cinzento.
GRAPHICS conta com uma série de opções que optimizam a sua
utilização. Entre elas destacam-se as seguintes:
GRAPHICS /R: Inverte a gama de tonalidades de cinzento,
imprimindo-as tal como aparecem no ecrã: uma tonalidade mais escura
para o negro e mais clara para o branco. Se não se activa esta opção a
imagem imprime-se exactamente ao contrário, com o negro da
impressora correspondendo ao branco do ecrã.
GRAPHICS /F: Imprime os ecrãns longitudinalmente, rodando a
imagem 90 graus. Este comando não afecta os ecrãns em modo 640 x
200 pixels, que se imprimem sempre longitudinalmente, com ou sem /F.
Cópia obtida com a opção /R activada.
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y
AMSTRAD MAGAZINE 51
JOGOS
PP^
auifeij-i-i
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2
* **
4
* ^
G
3
* ♦ ♦
J
+ 4»
V
■*- * _
STRIP
POKER
Os aficionados dos naipes
passarão bons momentos
frente ao seu PC 1512 com
este programa da U.S. Gold.
Baseado num jogo de car¬
tas tão conhecido como o
poker, conta com o alician¬
te adicional de enfrentar¬
mos duas atraentes adver¬
sárias.
O strip poker como jogo de compu¬
tador não é propriamente uma
ideia recente. Praticamente todos
os computadores dispõem pelo menos
de um programa deste tipo e os compa¬
tíveis PC não terão menos. Este progra¬
ma é uma adaptação para PC de um
conhecido jogo de que existem versões
para o Apple II e Commodore 64, entre
outros, e que tem já alguns anos em
cima.
O jogo começa com a escolha de
uma das duas oponentes possíveis,
Suzi ou Melissa, duas lindas raparigas
que se irão despojando da roupa à
medida que formos ganhando a partida.
A modalidade de poker praticada é a
clássica de cinco cartas, geralmente
chamada draw poker, e o computador
actua como árbitro, oferecendo-nos
uma série de opções (apostar, descar¬
tar-se, passar, etc.), que se seleccio-
nam com duas das teclas de cursor e a
barra de espaços.
Tanto Suzi como Melissa praticam
um poker bastante conservador, sem
arriscar nem fazer demasiado “bluff”. O
seu jogo é de nível médio, ainda que em
alguns momentos, em especial durante
a primeira aposta, dê a impressão que
conseguem ver-nos as cartas.
Infelizmente os gráficos, principal
aliciante do programa, deixam algo a
desejar, já que estão realizados apenas
em duas cores, sem utilizar o modo
especial de alta resolução do Amstrad
Suzi começa a passar apuros
PC 1512. De qualquer forma, as ima¬
gens que representam Suzi têm uma
qualidade aceitável, mas não as de
Melissa, à qual não hesitaríamos em
recomendar uma visita ao cirurgião
plástico e um regime de emagrecimen¬
to.
O programa inclui uma pequena nota
com instruções de execução em inglês,
Escolhemos a adversária
a qual nos adverte que requere um
mínimo de 128 Kb de memória, uma
unidade de disquete de dupla face e
uma carta compatível CGA, condições
todas elas largamente satisfeitas pelo
PC 1512. Também indica que é neces¬
sário carregá-lo a partir do GW Basic,
um conhecido interpretador de BASIC
para compatíveis PC. Mas, por sorte,
descobrimos que a disquete original
contém duas versões idênticas do jogo,
chamadas respectivamente
POKER.BAS e POKER.EXE. A primei¬
ra, como indica a sua extensão .BAS,
necessita efectivamente do GW Basic
da Microsoft, enquanto que a segunda
pode executar-se directamente a partir
do sistema operativo, sem nenhum
software adicional. Mesmo assim, reco¬
mendamos, a quem possua o GW
Basic, que o utilizem, pois a versão
POKER.EXE resulta demasiado rápida
no Amstrad e quase não dá tempo a ler
os comentários das nossas adversá¬
rias.
O MELHOR: Um bom
jogo de poker.
O PIOR: Gráficos em
duas cores sem
utilizar o modo
especial do PC 1512.
52 AMSTRAD MAGAZINE
TRUQUES
C
P
C
k k k k ★ k k k
k k k k k k k k
EXECUÇÃO
AUTOMÁTICA
DE PROGRAMAS
EM BASIC
É possível preparar uma
disquete de tal maneira que,
quando carregue o CP/M,
execute automaticamente o
programa em BASIC que se
desejar. O método é o se¬
guinte:
Inicialize uma disquete vir¬
gem e copie para ela, da
disquete de CP/M, os pro¬
gramas J14SCPM3.EMS,
BASIC.COM e
SUBMIT.COM. Para não
fazer confusão vamos expli¬
car-lhe passo a passo.
Arranque o computador a
partir do CP/M e coloque
uma cópia do disco original
na unidade A. Digite
PIP [RETURN].
(Observará que aparece
um asterisco...)
M: = J14SCPM3.EMS
M: = SUBMIT.COM
M: = BASIC.COM
(Coloque a disquete em
que tenha gravado o progra¬
ma em BASIC, e substitua
“NOME" pelo nome do seu
programa.)
M: = NOME.BAS
Troque de novo este disco
pelo anterior (o que irá arran¬
car automaticamente) e digi¬
te:
A: = M:V
[RETURN]
Agora está de novo no A>.
Em seguida, utilizando o edi¬
tor de texto RPED, crie um
ficheiro PROFILE.SUB que
contenha a seguinte linha
(da mesma forma “NOME”
será o nome do seu progra¬
ma):
M: = BASIC NOME
(Agora reinicialize o com¬
putador carregando
[MAYS] + [EXTRA] +
[SAL] e insira esta disquete,
e o seu programa BASIC se¬
rá executado imediatamen¬
te.
k k k k k k k k
k k k k k k k k
- Jà -
LETRA CURSIVA
Trata-se de uma rotina em código máquina que imprime
qualquer texto em letra cursiva, na janela de texto que for
por nós indicada e na posição de cursor que desejemos.
Uma vez carregado o código, a sintaxe de chamada é:
CALL &A000, janela,coord-x,coord-y,texto$
onde janela representa o número da janela (de 0 a 7),
coord-x e coord-y são as coordenadas do cursor de
texto relativas à janela escolhida e nas quais será im¬
presso o texto e texto$ é uma variável que contém o
texto a imprimir.
2 ’ * LETRA ITALICA *
3 ' * AMSTRAD MAGAZINE 1988 *
5 ’
10 MEMORY &9FFF
20 FOR I=&AOOO TO &A078
30 READ A$:W=VAL <”&”+A$)
40 S=S+V:POKE I, V: NEXT
50 IF SO14096 THEN PRINT”
ERRO NA DATA":END
60 CLS: PRINT” OK!”
70 A$=”ESTOU A GRAVAR O CODIGO”
80 CALL &A000,0 , 1,2,@A$
90 SAVE ”ITALICA”,B,&A000,&79
100 DATA FE, 04, CO, DD,7E,06,CD,B4
110 DATA BB,DD,6E,02,DD,66,04,CD
120 DATA 75, BB, DD,6E,00,DD,66,01
130 DATA 46,23,5E,23,56,EB,7E,C5
140 DATA E5,32,37,AO,CD,32,AO, El
150 DATA Cl,23,3E,FF,CD,5A,BB,10
160 DATA ED,C9,CD,06,B9,F5,3E,00
170 DATA CD, A5,BB,DD,21,71,AO,06
180 DATA 02,7E,CB,3F,DD,77,00,23
190 DATA DD, 23,10, F5,06,03,7E,DD
200 DATA 77,00,23,DD,23,10,F7,06
210 DATA 03,7E,CB,27,DD,77,00,23
220 DATA DD,23,10,F5, F1 ,CD,OC,B9
230 DATA 3E, FF,21,71, AO,CD,A8,BB
240 DATA C9,00,00,00,00,00,00,00
250 DATA 00
AMSTRAD MAGAZINE 53
TRUQUES
ECRÃ ESFÉRICO
Este pequeno programa realiza uns
efeitos muito curiosos sobre um ecrã,
deformando-o até ficar como uma esfe¬
ra, como um cone ou como uma onda si-
nusoidal horizontal ou vertical. Modifi¬
cando a linha 210 podemos mudar o
nome do ecrã a que iremos aplicar o
programa. Como podem ver pelas fo¬
tos, utilizámos este programa com o
ecrã do popular jogo chamado GOODY,
com os impressionantes resultados que
se podem ver.
O programa, tal como está, funciona
com os CPC 6128 e 464. Para que
funcione nos AMSTRAD CPC 464 é ne¬
cessário mudar todos os POKE
&b7C6,192 por POKE &B1CB,192, e
mudar ainda todos os POKE &B7C6.64
por POKE &B1CB.64.
Ecrã do Goody utilizado par testar este truque
A DISKETTE
DO FUTURO
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DE DRIVES
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NA DISKETTE
54 AMSTRAD MAGAZINE
10 ’ -
20 ’ ECRA ESFERICO
30 ’ AMSTRAD MAGAZINE 1988
40 ’ -
50 ’ SE PRIMIR ESC E O CURSOR NAO APAREC
ER, PRIMA F0
60 KEY 0,”POKE &B7C6,192:CALL &BC02:PEN
1:PAPER 0”+CHRS < 13) :MODE 2
70 PRINT”QUAL O EFEITO PRETENDIDO?”:PRIN
T:PRINT
80 PRINT”1) ONDA HORIZONTAL”:PRINT”2) ON
A VERTICAL”
90 PRINT”3) ESFERA”:PR INT”4) CONE”:PRINT
;INPUT TIPO
100 IF TIPO<1 OR TIPO>4 THEN 60
110 ’ INICIA AS CORES E CARREGA O SCREEN
120 ’ ESTA PARTE TEM DE SER ALTERADA
130 ’ EM FUNCAO DO SCREEN QUE SE CARREGA
. TODAS AS
140 ’ ROTINAS ESTÃO ESCRITAS PARA ECRAS
EM MODO 0, POREM PODEM ALTERAR-SE
150 ' FACILMENTE PARA QUALQUER DOS
160 ’ OUTROS MODOS,
170 BORDER 0:MODE 0;RESTORE 190
180 FOR F=0 TO 15:READ A:INK F,A:NEXT F
190 DATA 0,2,26,16,24,8,18,11,7,10,3,6,1
5,13,20,14
200 ' CARREGAMENTO DO SCREEN NA DIRECCAO
&4000
210 MEMORY &3FFF:LOAD”SCREEN”,&4000
220 ON TIPO GOTO 230,300,370,490
230 ’ ONDA HORIZONTAL
240 DEG:S=180:FOR F=0 TO 636 STEP 4:S=S+
2.25
250 FOR G=0 TO 398 STEP 2:POKE &B7C6,64:
T=TEST<F,G)
260 POKE &B7C6,192:PLOT F,G+(100*SIN<S>)
,T:NEXT G,F
270 IF INKEY <60)=0 THEN SAVE”ONDA-H”,B,4
9152,16384:END
280 SOUND 1,50,2:GOTO 270
290 ’
300 ’ ONDA VERTICAL
310 DEG:FOR F=0 TO 638 STEP 4:S=0:FOR G=
0 TO 398 STEP 2
320 POKE &B7C6,64:T=TEST<F,G):POKE &B7C6
, 192
330 PLOT F+100*SIN<S),G,T:S=S+2.7:NEXT G
> F
340 IF INKEY <60)=0 THEN SAVE”ONDA-V”,B,4
9152,16384:END
350 SOUND 1,50,2:GOTO 340
360 ’
370 ’ ESFERA
380 DEG
390 X=160:Y=0:'ALTERANDO O X A ESFERA MU
DA A SUA CONFIGURACAO
400 FOR F=90 TO 270 STEP 2.25:Y=0:FOR G=
180 TO 360 STEP 1.111
410 POKE &B7C6,64:T=TEST<X,Y) : POKE &B7C6
,192:RX=180*SIN<F>
420 PLOT 320+RX*SIN(G>,200+180*COS<G>,T
430 DRAVR 0,4,T:DRAWR 4,0,T:DRAVR 0.-4.T
:Y=Y+2:NEXT G
440 X=X+4;IF X>636 THEN X=X-636
450 NEXT F
460 IF INKEY(60>=0 THEN SAVE”ESFERA”,B,4
9152,16384:END
470 SOUND 1,50,2:GOTO 460
480 ’
490 ’ CONE
500 DEG:RA=2:FOR F=40 TO 540 STEP 4:G=0
510 FOR R=0 TO 359 STEP 1.8:POKE &B7C6,6
4:T=TEST <F,G)
520 POKE &B7C6,192:PLOT F+RA*SIN <R),200 +
<RA*2.5)*COS(R),T
530 DRAVR 0,-4,T:DRAVR 4,0,T:DRAVR 0.4.T
:G=G+2:NEXT R
540 RA=RA+0. 5:NEXT F
550 IF INKEY(60)=0 THEN SAVE”CONE”,B,491
52,16384:END
560 SOUND 1,50,2:GOTO 550
AMSTRAD MAGAZINE 55
TRUQUES
A^AA^A A^A A^A A^A, A^A A^A âttàtàâ^â
ROTINA FILL EM BASIC
LOUCURA
Utilizando duas vezes consecutivas a chamada CALL &
BB13, parecerá que o monitor ficou completamente louco.
Utilize-se com cuidado, porque se as moscas...
10 REM ****LOUCURA-CPC 464***
20 REM * AMSTRAD MAGAZINE *
30 REM * JULHO/1988 *
40 REM **********************
50 REM
60 CLS
70 CALL &BB13
80 GOTO 70
A ^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^ A
DESPROTECÇÃO DE PROGRAMAS
BASIC
Este programa serve para
desproteger programas
BASIC salvaguardados com
a opção “P”, como, por ex¬
emplo, o editor de ficheiros
ASCII que vem com o com¬
putador (RPED), ou qual¬
quer outro que, por engano,
gravámos com esta opção.
Para utilizá-lo devemos:
1. Digitá-lo e gravá-lo na
disquete .SAVE“A:
DESPRO
2. Carregar o programa
protegido. LOAD“X:
PROTEG
3. Renumerá-
-lo . RENUM
4. Misturá-lo com este
programa. CHAIN
MERGE “A: DESPRO
5. E por último, apagar a
linha 0 do programa resul¬
tante
Este programa pode ser
listado, modificado e grava¬
do como outro programa
qualquer. O desprotector faz
uso da unidade M pelo que
esta deverá dispor de espa¬
ço sufuciente.
O funcionamento é muito
simples: quando se carrega
um programa protegido blo¬
queiam-se os comandos
LIST, EDIT, AUTO e SAVE
nas opções normais e ASCII,
e também os comandos
PEEK e POKE quando são
externos, quer dizer, de fora
do programa, mas não quan¬
do estão incluídos no mes¬
mo.
O comando NEW elimina
todos estes bloqueios. Mas o
apagar do programa consis¬
te em colocar um zero na
posição de memória 31382.
Isto significa que, se depois
de apagado, escrevemos
neste local o antigo valor
temos acesso à listagem
mas não podemos modificá-
lo. Ora bem, se o gravarmos
em formato ASCII (opção A)
e o tornarmos a carregar é já
um programa normal.
É fácil de compreender
que se as direcções de
memória iniciais foram alte¬
radas com HIMEM,
MEMORY, por exemplo, o
funcionamento do programa
será incorrecto, pelo que é
aconselhável utilizá-lo antes
de executar algum programa
que faça uso destes coman¬
dos.
0 CLEAR:PRINT”Espere um pouco .":PRINT:0
PEN ”0” , 1, ”m:aux.bas": PRINT P1,”0 POKE &
H7A96,”+STR$(PEEK(&H7A96 ) )+”:SAVE "+CHRS
<34)+"m:aux”+CHR$<34>+”,A: LOAD ”+CHR$(34
>+"m:aux”+CHR$(34)+”:REM -> APAGUE EST
A LINHA <■ - " : CLOSE: RUN ”m.aux”
Esta rotina preenche qualquer superfície fechada com a
mesma eficiência que o comando FILL do BASIC dos CPC
664 e 6128, se bem que demore muito mais tempo. A côr de
preenchimento que utilizarmos deverá ser a mesma com que
se traçaram as linhas que delimitam a figura a preencher.
10 ' **********************************
20 ’ * EXEMPLO DO USO DA ROTINA *
30 ’ * FILL *
50 '
60 MODE 0
70 PLOT 100,100
80 DRAWR 300,0
90 DRAWR -200,15
100 DRAWR 130,60
110 DRAWR 100,-40
120 DRAWR 0,90
130 DRAWR -300,0
140 DRAW 100,100
150 MQDO%=0
160 COLOR%=l
170 X%=200
180 Y%=200
190 GOSUB 1000
200 END
1010 ’ * ROTINA DE FILL *
1020 ’ * Parâmetros de entrada: *
1030 1 * COLOR%: cor a utilizar para *
1040 ' * preenchimento. *
1050 ’ * X%,Y%: coordenadas do ponto *
1060 ’ * inicial. *
1070 ' * M0DQ%: moda do ecra em que *
1080 ' * estamos. *
1100 ’
1110 MOVE X%,Y%
1120 FUNDO%=TESTR(0, 01
1130 IF FUND05Í=C0L0R% THEN RETURN
1140 DX%=2‘(2-MODOY.)
1150 DIM STACK%(50)
1160 SF7.=-1
1170 SP%=SP%*1: STACK7.(SP%)=X%
1180 SP%=SP7.+ 1: STACK5í(SF%)=Y%
1190 WHILE SP7.X-1
1200 Y%=STACK% (SP/í) : SP%=SP5Í-1
1210 X%=STACK%(SP%) : SP7.=SP7.-1
1220 MOVE X%, Y%
1230 WHILE TESTR(DX%, 0>=FUNDO% AND X%+DX%<640
1240 X%=X%+DX%
1250 WEND
1260 TX=1:B»=1
1270 MOVE X7.,Y%
1280 WHILE TESTR(0,0)=FUNDO% AND X%>-1
1290 PLOT X%,Y%,COLOR%
1300 TCOL%=TESTR(0,2>
1310 IF Y%>396 THEN T%=0
1320 IF TCOL5ÍOFUND07. THEN T%=1 ELSE IF T5í=l
THEN SP%=SP5Í+1: STACK7. (SP%) = X%: S
P%=SP%+1: STACK5Í (SP%) = Y%+2: T7.=0
1330 TCOL%=TESTR(0,-4)
1340 IF Y%<2 THEN B%=0
1350 IF TCOL%<>FUNDO/í THEN B%=1 ELSE IF B7.= l
THEN SP%=SP%+1: STACK (SP%)=X%:SP
%=SP%+1 :STACK%(SP%)=Y%-2: B%=0
1360 X5Í=X7.-DX%
1370 MOVE X%, Y%
1380 WEND
1390 WEND
1400 ERASE STACK5Í
1410 RETURN
56 AMSTRAD MAGAZINE
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AMSTRAD MAGAZINE 57
PROFISSIONAL
A EMULAÇÃO DE UM TERMINAL
VT100 COM UM PCW
Universidades estào a lutar pela sobrevivência e os terminais dedicados
não são "baratos"
A emulação de terminais
levanta normalmente diver¬
sos problemas e dificulda¬
des. No caso concreto do
PCW não é muito difícil pô-
lo a funcionar como se fos¬
se um terminal DEC VT100.
P RODUZIDOS pelo segundo mai¬
or construtor mundial de compu¬
tadores, a Digital Equipment Cor¬
poration (DEC), os equipamentos da
linha VAX (desde o MicroVax até aos
grandes sistemas) têm uma grande
implantação a nível universitário e
comercial. Os modelos mais potentes
podem inclusivamente suportar muitos
utilizadores, cada um com o seu termi¬
nal de trabalho. Este é, normalmente,
um terminal dedicado, ou um micro com
um programa de emulação de terminal.
E quando um micro não está a fun¬
cionar como um terminal, pode transfor-
mar-se numa máquina que trabalha só
por si ("stand alone”), permitindo ao
utilizador processar dados (por exem¬
plo, fazer a edição de textos ou peque¬
nos cálculos) e se necessário enviar
informação para um computador “host”
(o computador central) para posterior
processamento ou armazenamento em
disco.
As instituições do ensino superior
têm geralmente dificuldade económi¬
cas. Recebem subsídios para comprar
grandes sistemas informáticos mas têm
de fazer face ao problema de possuirem
poucos terminais. E nas grandes com¬
pras procuram sempre soluções bara¬
tas, em termos de terminais. E se pude¬
rem obter computadores de uma forma
gratuita, mesmo sem serem propria¬
mente terminais, tanto melhor.
Quando um micro está ligado como
um verdadeiro terminal a um grande
sistema (portanto, sem ser usado ape¬
nas para o correio electrónico) requer
normalmente um emulador. Este soft¬
ware destina-se a enganar o computa¬
dor principal, que “pensa” que está a
dialogar com um outro da sua espécie,
de forma que certas características,
como gráficos, janelas e teclas especi¬
ais, funcionem tal como foi planeado.
Na prática, a emulação de terminal
raramente é perfeita, mas pode ser
levada a um alto grau de perfeição, de
forma que todas ou a grande maioria
das operações (enfim, menos as mais
esotéricas) possam ser executadas.
Infelizmente, poucas soluções de co¬
municações para utilização universal
oferecem mais que uma emulação
elementar.
Mail232, por exemplo, que é um
programa de comunicação fornecido
gratuitamente com o PCW, permite
somente dois níveis, demasiado baixos
para atrair os utilizadores DEC. O pri¬
meiro é um nível rudimentar que apenas
repercute os caracteres no ecrã e só
obedece aos comandos “carriage re-
turn", “linefeed" e “backspace” (tornan¬
do o PCW num terminal não-inteligen¬
te). O segundo é uma emulação VT52.
Os standards DEC
Durante muitos anos, o terminal
VT52 era o standard da DEC. Dotar o
Mail232 duma emulação VT52 é muito
simples, porque o ‘driver’ do ecrã do
PCW é, de facto, do tipo VT52. Assim,
quando um programa CP/M corre no
PCW, pensa que está a dialogar com
um terminal VT52.
Mas, muito antes do PCW aparecer,
os terminais VT52 foram considerados
inadequados para muitas aplicações,
pelo que a DEC decidiu lançar um novo
standard- VT100 -o qual faz tudo o que
o VT52 faz e ainda muito mais.
Actualmente podem-se comprar ter¬
minais VT220 e VT240, os quais execu¬
tam grandes ‘façanhas’, mas, de qual¬
quer maneira, o VT100 mantém-se
como a base da gama.
Os terminais dedicados não são ba¬
ratos e há já alguns anos que instuições
do ensino superior, e até mesmo com¬
panhias comerciais, compram Micros
BBC para realizarem esta função- a
menos que estejam em condições de
ligarem rede PC’scompatíveis IBM. Os
Micros BBC atrairam assim a fabricação
de alguns bons programas de emula¬
ção VT 100, casos do Termulator
Acornsoft e do Workstation Sussex.
Mas o PCW vem com uma impresso¬
ra, unidade(s) de disquete(s), monitor e
disco Ram -ficando o comprador com
muito mais equipamento que num BBC,
e pagando bem menos.
E o que é mais importante, o PCW
tem em separado um bloco numérico 4
x 5, que pode oferecer uma emulação
perfeita do bloco numérico da DEC.
Este é utilizado num Vax em modos de
aplicação, para edição de ecrã e para
outras finalidades não-numéricas.
Deste modo, com um PCW os utiliza¬
dores de EDT (um dos processadores
de texto da DEC) não precisarão de
aprender um novo conjunto de teclas
58 AMSTRAD MAGAZINE
para as funções de processamento de
texto, normalmente já programadas
para os blocos numéricos dos terminais
DEC. E quando o dispositivo EDT Help
é chamado, o digrama no ecrã corres¬
ponderá correctamente às teclas nu¬
méricas .
Repare-se que a confusão causada
pela troca necessária entre o bloco
numérico de um terminal dedicado e as
teclas de função de um micro BBC
constituiu um pesadelo familiar para
muitos utilizadores desta máquina.
Sendo assim, porque não estão a ser
utilizados os PCW’s em vez dos micros
da BBC?
Ora bem, a máquina da BBC (e os
PC’s e respectivos clones) têm domina¬
do o mercado, porque já cá estão há
tanto tempo e em tão grande número
que têm atraido o desenvolvimento de
software de emulação.
Uma façanha para o PCW
A empresa Screenwise, especializa¬
da em terminais, produziu uma emula¬
ção VT100 para o PCW -o SVT100. Ac-
tualmente não existe uma competição
directa, e portanto, se quiser utilizar o
seu PCW como terminal VT100, não
tem outra escolha possível.
Felizmente que não faz mau negócio,
já que se trata dum dos melhores
programas de emulação. Trabalha tão
bem como os melhores que foram
testados no micro da BBC, e melhor
ainda que muitos dos que foram fabrica¬
dos para os PC’s- aliás, alguns são
pouco menos que péssimos.
O SVT100 oferece, efectivamente,
quase todas as capacidades dum termi¬
nal VT100. Apenas três capacidades
não existem aqui: Um scroll suave (não
é essencial), o modo de 132 colunas
(alguns utilizadores precisam deste
modo, mas a maioria passa bem sem
ele) e caracteres cintilantes (são mos¬
trados em itálico).
Tudo o resto está lá, e por isso conse-
gue-se uma resposta válida ao
comando SET TERM, aos caracteres
de dupla largura e altura, a uma
utilização completa do bloco numérico
(incluindo os comandos Gold), áreas de
scroll e tudo o mais. Embora caia no
risco de perder os leitores menos
familiarizados com o vocabulário do
VT100, os utilizadores da Digital irão
concerteza apreciar tudo o que foi con¬
seguido com este emulador.
Acima de tudo, pode-se escolher um
ecrã de 24, 25 ou 30 linhas. A 31 - linha
pode ser configurada como uma linha
de ‘status’ para mostrar as opções
seleccionadas, como a posição actual
do cursor, os modos “on-line” ou “local”,
P
o estado de transferência de ficheiros,
etc...
O protocolo de instalação permite di¬
versas mudanças nos valores, colocan¬
do os que foram seleccionados num fi¬
cheiro especial. Isto é lido para a
memória quando se carrega o emula¬
dor, ou pode ser restaurado sem se sair
do programa, no caso de terem sido
alterados alguns dos parâmetros.
Pode-se mudar o conjunto de caracte¬
res (UK e Ascii dos EUA, ou gráficos
especiais), fixar os códigos a serem
gerados pela tecla de Return, etc..
A única característica considerada
aborrecida é o facto de o movimento do
cursor envolver a utilização de tecla
‘Extra'. Mas, rapidamente se consegui¬
rá uma adaptação.
A transferência
de ficheiros
Quase todos os emuladores têm
capacidade de transferência de fichei¬
ros, e nem sequer é preciso referir que,
neste aspecto, uns são melhor que
outros.
O do SVT 100 é bastante bom. Basta
seleccionar‘Receivefrom Disc’, Trans-
ferto Disc’ ou, para abortar, ‘No Trans-
fer’.
Se nãofordado um nome de ficheiro,
será escolhido um nome por defeito -
Svtl 00.log. E se já existe um ficheiro de
recepção, os dados serão adicionados
no fim, em vez de o ir substituir - uma
segurança de rede que muita gente irá
apreciar.
Podem ser escolhidas transferências
que apareçam no ecrã ou então que
fiquem escondidas, pode-se atrasar a
transferência até que seja recebido um
código line “feeed” do host, mudar o fim
do código do ficheiro, e estabelecer
mesmo uma opção “no trigger”, o que
significa que uma transferência come¬
çará assim que esteja terminado o diá¬
logo de instalação (set up).
Qualquer tipo de ficheiro pode ser
enviado para o host (ASCII, binário, e
mesmo o Locoscript), embora só se
possa receber dados de 7 bit. Isto acaba
por ser uma limitação menor, uma vez
que, em qualquer caso, a maior parte
dos utilizadores só necessita de transfe¬
rências nos dois sentidos de ficheiros
em ASCII de 7 bit. Um modo “autoprint”
repercute transferências na impressora
(os códigos de ‘Escape’ são filtrados); e
o controlo de fluxo Xon/Xoff (ver outro
artigo neste número), juntamente com
um buffer de 16 K, significa que não
devem ocorrer perdas de dados, pelo
menos nas velocidades mais baixas.
Não existem problemas a 4800
bauds (o máximo é 2400 se a impresso¬
ra estiver activa), mas a 9600 a ligação
falha e começamaperder-sedados. Isto
é uma pena, não só porque são conhe¬
cidas as vantagens duma transferência
mais rápida, mas também porque 9600
baud é também a velocidade por defeito
estabelecida por gestores de sistemas
Vax.
A empresa Screenwise diz que não
há nada a fazer quanto a isto - o próprio
PCW parece não ser capaz de aguentar
9600 bauds quando funciona como um
terminal. Assume-se que a empresa
está certa do que diz, mas o que é facto
é que o micro da BBC e os PC's conse¬
guem-no.
A documentação
A documentação do SVT100 vem
sob a forma de um ficheiro LocoScript
em disquete, e é bastante detalhada.
Contudo, a maioria dos utilizadores fica¬
rão já muito contentes ao lerem as duas
primeiras páginas do ficheiro, o sufici¬
ente para conseguirem montar o siste¬
ma e pô-lo a funcionar, deixando para
trás as listas de sequências de ‘Escape’
do VT100 e do ‘Enhanced’ VT52. De
qualquer maneira, esta informação está
lá para quem queira fazer experiências,
ou simplesmente para quem queira ficar
a saber mais.
Não existem instruções para utiliza¬
dores inexperientes do PCW. A Scre¬
enwise assume, aliás correctamente,
que os utilizadores que usem o PCW
ligado a um Vax já saberão correr um
programa, ou que, pelo menos, terão o
sistema a avisá-los de como o fazer.
O futuro
Pelas suas vantagens em relação a
preço, facilidades e uma fiabilidade
provada, o PCW deve conseguir tor¬
near o mercado de terminais de dupla fi¬
nalidade. Se o conseguir, o SVT 100 irá
vender bem.
Porém, com a vinda de PC’s baratos
e instalados em rede, as pequenas e
médias empresas estão mais viradas
para a informática distribuída que para
a centralizada.
De qualquer maneira, muitas destas
empresas não estarão em condições de
trocar todo o equipamento que pos¬
suem. Mesmo as que o puderem fazer
estão cada vez mais viradas para ‘clo¬
nes’ PC, como é o caso dos Amstrad
1640 e 1512, para os quais existe uma
extensa gama de produtos de emula¬
ção.
Mesmo assim o SVT 100 merece um
boa sorte, mas o seu sucesso irá depen¬
der muito do PCW ser aceite como um
standard em terminais inteligentes.
c
w
AMSTRAD MAGAZINE 59
CLUBE DOS LEITORES
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AO CASINO
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popular Poker das máquinas dos casi¬
nos, permitindo todo o tipo de jogadas
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para os mais destemidos, dobrar ou
perder
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GRAVADOR DE VIDEO
AMSTRAD
Quantas vezes já desejou gravar aquele filme que passou na televisão e
não o pode fazer por não possuir um gravador de video?
Quantas vezes já desejou ver aquele filme que em tempos não viu no
cinema e não o pode fazer por não possuir um gravador de video?
Quantas vezes já desejou não ver aquilo que viu na televisão e não teve
alternativa por não possuir um gravador de video?
Quantas vezes já desejou ter um gravador de video porque não tem um
gravador de video?
Um gravador de video é, de facto, quase indispensável para quem tem um
gravador de video, e uma falta imperdoável para quem não tem um
gravador de video. É claro que quando não se tem um gravador de video
e se pensa em adquirir um gravador de video sem o comparar com o
gravador de video que lhe propomos, então mais vale nem pensar em
adquirir um gravador de video, porque pesando a relação preço/
qualidade O GRAVADOR DE VIDEO AMSTRAD é simplesmente um
excelente...
60 AMSTRAD MAGAZINE
***************
MANUAL DO PC
EM PORTUGUÊS
***************
Será que os computadores só podem ser utili¬
zados por quem sabe inglês?
É evidente que não. Embora o conhecimento da
língua inglesa facilite a aprendizagem, nunca se
poderá considerar indispensável para este efeito.
No nosso pais, são cada vez mais frequentes as
marcas que traduzem os manuais e as packages,
e adaptam os teclados, para poderem possuir
boas soluções informáticas em mercados que
nada têm a ver com a língua inglesa.
Foi assim, seguindo esse princípio, que AM optou
por incluir nesta secçào a tradução do MANUAL
DO PC, para facilitar a vida a todos os que em
Portugal preferem ler em português.
PREÇO: 1 900$00 REF. 310, postal 3
A imaginação não tem limites, mas a forma de aplicar
essa imaginação por vezes é limitada por falta de meios
adequados.
A LIGHT PEN, uma vez ligada ao CPC, permitir-lhe-á
demonstrar as suas capacidades como desenhador, ou
caricaturista, porexemplo, possibilitando-lhe a criação
de desenhos no écran sem instruções complicadas.
Pegue na caneta e desenhe, ou escreva, no écran aquilo
que lhe apetecer. Se por um acaso se enganar, apague
e rectifique o trabalho as vezes que desejar.
Não limite a sua imaginação.
SO PARA MONITOR
A CORES
STOCK
LIMITADO
CM1 — CONJUNTO DE
5 JOGOS SORTIDOS
PARA CPC
9
■
Se é possuidor de um CPC, se tem entre 5 e 95 anos,
se tem tempo para jogar e não tem jogos — então
tem um grave problema.
Felizmente nós propomos-lhe uma solução.
5 Cassetes com 5 jogos (surpresa) diferentes, vão
diverti-lo por muito mais de 5 horas e custar muito
menos de 5 contos, embora também custem um
pouco mais de 5 escudos.
PREÇO: 990$00 REF.313, postal 4
FORTH P/ CPC
Num momento em que começam a surgir
no mercado alguns processadores que
possuem como linguagem “natural” o
FORTH, torna-se interesante poder of¬
erecer aos possuidores dos CPC a
hipótese de experimentar o poder desta
linguagem como forma de comunicar
com a máquina. Com algumas vantagens
sobre o BASIC (nomeadamente uma
maior velocidade de processamento), o
FORTH continua a manter inúmeros
adeptos entre os programadores e utili¬
zadores de computadores, que não hesi¬
tam em defendê-lo, em muitas situações,
como uma das melhores linguagens de
programação.
APRESENTADO EM CASSETE
PREÇO: 900$00 REF.314, postal 4
AMSTRAO MAGAZINE 61
Em bases de dados, é verdade que o DBASE criou um
standard, mas não é menos verdade que INFOMASTER
ultrapassou esse'standard.
Permitindo uma utilização eficiente após alguns minutos
de trabalho, possibilitando a utilização de um máximo de
65535 registos em cada ficheiro, e um máximo de 255
campos em cada retgisto, o INFOMASTER torna-se o
sistema de gestão de base de dados mais adequado para
as pequenas empresas.
Funcionando num sistema de menus que permite a fácil
manipulação de informação, e a configuração da base de
dados por utilizadores com um mínimo de conhecimentos,
esta package utiliza parte da RAM como cache, con¬
seguindo deste modo uma velocidade que em determina¬
das situações se pode considerar cerca de 400% superior
à das bases de dados convencionais.
PREÇO: 17 900500 REF. 311, postal 4
GEM WORDCHART
Actualmente,
mais de 80% das
apresentações
são feitas através
de palavras — e
não de gráficos.
O GEM WORD¬
CHART, con¬
cebido com a in¬
tenção de lhe ser¬
vir de instrumento
de trabalho na
realização sim¬
ples de apresen¬
tações, permite a
utilização de
diversos tipos de letras com recurso a inúmeras varian¬
tes de cada tipo, selecção de limitadores e formatos, e
combinação de cores, através de menus do tipo “drop-
down”.
Para lhe tornar a composição da folha mais fácil, o texto
aparece no écran exactamente igual à posterior cópia
impressa, e a largura das colunas pode seleccionar-se
com a simples pressão de um botão do “mouse”.
Em resumo, o GEM WORDCHART, situa-se entre o
PRINT MASTER e o PAGE MAKER, apresentando no
entanto, em relação a um e a outro, algumas vantagens
na concretização de pequenos trabalhos.
os utilizadores do
GEM em “regime
intensivo”, esta
i V>\ I package inclui ba-
sicamente um ca¬
lendário perpétuo
com agenda, pos¬
sibilita a utilização
de 11 memórias
diárias com o dis-
play de mensa¬
gens em 11 mo¬
mentos previa¬
mente especifica¬
dos, contendo
ainda um pequeno
ficheiro, e um diário-bloco de notas. Quase
indispensável para quem se move diariamente sobre o
GEM, o uso do GEM DIARY torna-se rapidamente um
“must” neste ambiente de trabalho.
PREÇO: 9 900500 REF. 308, postal 3
MCD7 PORTÁTIL
A fidelidade do compact disk aliada a comodidade
dos tradicionais equipamentos de audio encon¬
tram-se sob uma única designação: MCD7.
Um amplificador, um sintonizador, um leitor de
compacto, um leitor/gravador de cassetes com
duas gavetas, e duas colunas laterais amovíveis, é
tudo aquilo de que necessita para “beber” calma¬
mente a sua música preferida, enquanto “escuta” o
seu whisky com gelo, ou montar uma discoteca à
beira-mar, agora que decidiu começar o seu “está¬
gio anual de praia”.
PREÇO: 4 900500
REF. 309, postal 3
PREÇO: 39 900500
REF. 401, postal 4
62 AMSTRAD MAGAZINE
DDI-1
Trabalhar num computador que utiliza a cassete como suporte de
massa pode tornar-se aborrecido, especialmente depois de se ter
trabalhado durante algum tempo com uma máquina que recorre às
diskettes para armazenar informação.
A alternativa, numa situação deste tipo, passa quase sempre pela
compra de uma nova máquina, ou pela aquisição de uma drive
externa. O DDI-1 representa esta última solução para todos os
possuidores do CPC 464.
Sendo uma drive de diskettes de 3" com 180Kb formatados, esta
unidade torna possível a utilização do CP/M e do LOGO a todos
os utilizadores que, por exemplo, já se cansaram do BASIC e do
assembler Z 80 como linguagens de programação.
PREÇO: 28 900$00
REF. 404, postal 4
CPC 464
POLICROMÁTICO
Com 64 KB de RAM, 32 KB de ROM, som estereofónico,
teclado profissional de 74 teclas, e monitor policromá¬
tico, o CPC 464 continua a ser uma boa aquisição no
mercado dos micros, visto assegurar uma razoável
compatibilidade com os micros Amstrad mais recentes,
e sofisticados.
PREÇO: 89 900$00
REF. 403, postal 4
REFLEX
Sistema de gestão de base de dados, agenda-plano, package de
gráficos, e gestão de listagens e correio, são algumas das muitas
capacidades do REFLEX, complementadas pela possibilidade de
importar dados directamente das mais conhecidas folhas de cálculo
e de outras bases de dados standard.
O REFLEX é sem dúvida o reflexo da aplicação das novas técnicas
de concepção de packages, mantendo os necessários elos de
ligação com as packages que ao longo do tempo se tornaram
standard.
PREÇO: 9 900$00
REF. 307, postal 3
IMIIIMMIMII I
ABILITY + 4 JOGOS
TII I
Package integrado de programas que lhe
oferece:
a) Base de Dados.
b) Folha de Cálculo.
c) Gráficos de Gestão.
d) Processamento de Texto.
e) Comunicações.
f) Gerador de Apresentações.
Incluindo:
1) Manual de fácil leitura e manuseamento.
2) Utilização compartilhada de dados para
as diferentes aplicações.
3) Integração activa entre os programas,
(não realizável em programas
conhecidos do mercado).
4) Com o programa APRESENTAÇÃO,
incluído no Ability, podem preparar-se
informações obtidas com os dados
manuseados com o programa base.
E ainda 4 Jogos: “The Dam Busters”, “Bruce
Lee”, “Psi 5 Trading Company” e “Tag Team
Wrestling”.
PREÇO: 8 900$00
REF.301, postal 3
AMSTRAD MAGAZINE 63
CLUBE DOS LEITORES
MANUAL DE BASIC 2 PARA PC
Ainda não sabe BASIC? Já conhece outro BASIC? Mas não conhece o BASIC 2!
Esta é a linguagem de programação que lhe faz falta conhecer. As sua potencialidades
são muitas e convidamo-lo a vir descobri-las.
Através da utilização das janelas do GEM você estabelece um diálogo permanente com
a máquina.
O BASIC 2 utiliza, para além de muitas outras particularidades que não encontram nas
versões de BASIC disponíveis no mercado, ficheiros indexados próprios das lin¬
guagens de gestão. Esta é uma das muitas características que o distingue dos outros.
E, concerteza, muito mais.
Este é o manual que lhe faz falta na sua secretária. Não perca a oportunidade de adquirir
o manual ao preço... bem... ao preço AMSTRAD.
GEM GRAPH + GEM DRAW
GEM GRAPH — Com a simples movimentação do
rato e premindo apenas um botão, podemos obter
gráficos profissionais de alta qualidade: de barras,
tipo tarte com ou sem explosão, de símbolos, de
linhas ou de mapas. Do tamanho e estilo que você
decidir; com texto, cores e fundos de relevo para dar
ao seu gráfico um aspecto tridimensional.
Gem Graph é um programa com excelentes quali¬
dades gráficas.
GEM DRAW — Desenhos lineares, artísticos, or-
ganigramas, esquemas, etc. Escolha os elementos
no menú e dê largas à sua imaginação. GEM DRAW
converterá o seu PC num estúdio profissional com 6
tamanhos e tipos de letra, 20 livrarias de gráficos
disponíveis, 39 funções de trama, régua, ali¬
nhamento, etc. e quando o seu desenho estiver
perfeito, obtenha a cópia impressa em papel ou
transparência.
PREÇO: 2 690$00
REF. 304, postal 3
PREÇO: 24 900$00 REF. 302, postal 3
Software concebido para estar instalado no seu
computador, em cima da sua secretária para:
★ Cálculos rápidos
★ Bloco-notas
★ Editor de textos compatível WordStar/Turbo
Pascal
★ Agenda telefónica
★ Planeamento de actividades
★ Ligação automática de chamadas telefónicas
★ Registo de recados e mensagens
★ Pesquisa de códigos ASCII
Carregue de manhã o SIDEKICK na memória do
computador e fique acompanhado durante todo
o dia com esta poderosa ferramenta de trabalho,
mesmo utilizando o computador para explorar
outro software.
PREÇO: 3 900$00 REF. 303, postal 3
64 AMSTRAD MAGAZINE
TIM
A ALTERNATIVA LÓGICA
Com o ATARI ST Você é o protagonista.
O microcomputador apenas uma valiosa
ferramenta de trabalho.
Com a melhor relação custo/benefício
pomos à sua disposição:
— um design inovador;
— a tecnologia mais avançada;
— potente software, incluindo o ambiente
GEM, gerido por um «rato» de alta
precisão.
E agora, pela primeira vez, através dos
emuladores MS-DOS e Macintosh, Você
pode ainda aceder às duas maiores e
melhores bibliotecas de aplicação existentes
no mercado.
A preços que certamente não imaginaria.
520ST FM-512Kb RAM
Incluindo disquete 360Kb... a menos de 80 c.
Cl monitor monocromático
640 x 400. a menos de 120 c.
I.V.A. não incluído
MS-DOS e Macintosh são marcas registadas da Microsoft Corporation e Apple Computer, Inc., respectivamente.
A
ATARI
TRÊS COMPUTADORES
NUM SÓ
Cebit
DIVISÃO DE GRANDE DIFUSÃO
Av. Brasil, 147-A e B — 1700 LISBOA
Telef. 80 95 22 — Telex 64798 CEBITE — Fax
PORTO (02) 69 53 91
80
99
Ligue a sua empresa
a uma ideia rentável
Tal como uma ficha tripla, o MULTIPOSTO
AMSTRAD é factor de multiplicação.
Partilhando a informação de um único
programa (até 4 utilizadores),
multiplica-se a sua eficácia
aumentando a rentabilidade.
O MULTIPOSTO AMSTRAD
é a resposta informática
certa para pequenas e médias
empresas em expansão.
Não só pelas características do sistema
MULTIPOSTO, mas também pelas vantagens
AMSTRAD: alta tecnologia, fácil
utilização, baixo preço e condições
especiais de pagamento.
Embora um pouco mais caro
que uma ficha tripla, o
AMSTRAD MULTIPOSTO
custa muito menos
do que se espera.